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| Marcel Albuquerque |
29/11/2009 :: 11:11 |
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Coluna semanal de Marcel Albuquerque
A vida é uma grande despedida, adiável mas sem remédio; fato intrÃnseco à existência: o inÃcio de algo é sempre o começo do fim. Por isso, quanto mais se vive, mais se morre. Deste grilhão, não há fuga eficaz, mas todos correm atrás: viver a mil por hora, cinqüenta anos em cinco. Mas o problema não está em como se morre, e sim no jeito que se vive. O “adeus†só é penoso quando deixa algo para trás.
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| Felipe Neto |
23/11/2009 :: 03:11 |
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Há muitos e muitos anos, quando a Terra ainda era plana e nenhum senhor barbudo tinha pensado em supostamente ressuscitar, existia um jovem rapaz chamado Alexandre, ou Alex para os mais Ãntimos. Seu problema? Bem, aparentemente, para seu próprio grupo, nenhum, mas para o que a sociedade se tornou depois de quase dois mil e quinhentos anos, seu problema provavelmente era o fato de gostar de meninos e meninas, como Renato, que só veio a escrever sobre isso dois milênios depois. A grande questão, contudo, era que Alex não estava sozinho. Sua bissexualidade era compartilhada por mãe, pai, irmãos e irmãs, amigos, primos, escravos e zebras. Aliás, naquela época, era difÃcil conceber a ideia de alguém que, por algum motivo, escolhia não ter relações com ambos os sexos, não fazia o menor sentido para aqueles ao redor.
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| Felipe Neto |
15/11/2009 :: 11:11 |
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Seria a justiça, vingança? Seria a justiça, inferno? Seria a justiça, perdão? Por séculos e mais séculos o homem vive lutando pelo convÃvio harmonioso em sociedade, mas caindo em suas próprias armadilhas da ganância pelo poder. Numa mistura heterogênea de complexos seres formados por uma infinita variação de influências, a falibilidade tem como resultado arestas que precisam de reparo, as quais normalmente denominamos como conflitos. A evolução social levou à criação do judiciário para que, assim, pudéssemos ter, além de uma consciência tranquila, justiça. Mas será que temos?
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| Marcel Albuquerque |
14/11/2009 :: 05:11 |
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Coluna semanal de Marcel Albuquerque
Quando uma porta se fecha, é aberta uma janela. Mas e quando cai um muro, o que sobe? Quando desmorona o escudo, é conhecido o cavaleiro – a realidade é apresentada. A Guerra era fria, só que a coisa esquentou pelo mundo: Bin Laden armado pelos EUA para enfrentar a URSS; em Cuba, mÃsseis apontados para o norte do continente; Duas Coréias; Duas Alemanhas; Duas ideias – mas uma prática nem tão diferente; Aquela menina que você conhece, com o peito partido tão cedo, queimada no Vietnã; Infelizmente, o Che que partiu, mártir que virou, também não era o que você, leitor, deseja de fato.
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| Marcel Albuquerque |
03/11/2009 :: 11:11 |
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Coluna semanal de Marcel Albuquerque
Olha lá no fundo da sala. Tá vendo aquela menina ruiva? Não, não aquela de cabelo tingido! A outra mesmo, com um tufão na cabeça, todo desgrenhado, estilo Elba Ramalho em capa de disco de vinil. Então… Agora repara atrás dela. Pois bem, tem um menino ali jogando futebol com os dedos na carteira, né? Ele é o personagem principal da história de hoje, seu nome é Bob.
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