Texto da convidada Bel (clique).
Algumas semanas atrás tive o desprazer de assistir à final do concurso “Soletrando”, exibido pelo programa sabatino de Luciano Huck, que oferece bolsas de estudos em valores deveras tentadores para os alunos que -supostamente- mais estudaram e se esforçaram. Como professora de línguas, acompanho tal circo desde a primeira edição, com olhos críticos e muitos facepalms pelo caminho.
O ponto que torna o “Soletrando” notoriamente ineficaz em relação à educação das crianças que ali competem, e quiçá ridículo aos olhos de quem entende o mínimo de educação, é que o sistema de tal competição é baseado em dois fatores que não medem nem estudo e nem esforço: sorte e decoreba. Explico-lhes o porquê.
Falha 1: Obstáculos forçados.
Soletrando nada mais é do que uma cópia fajuta das competições americanas de Spelling Bee. Essas duas competições formam um dos mais belos exemplos de tout de même. Num Spelling Bee temos crianças soletrando palavras escorregadias de sua língua nativa, assim como vimos por sábados e mais sábados as crianças soletrando palavras rebuscadas na panelinha do Huck. A diferença é que os obstáculos de uma criança cuja língua-mãe é o inglês são BEM maiores que o de uma criança que fala português-brasileiro.
Não somos abençoados por Deus e bonitos por natureza apenas em relação à nossa geografia e clima privilegiados, mas também por um sistema fonético bastante claro e coeso. Se eu te falo “nectópode” você pode até não saber o que significa, mas sabe pronunciar. Sabe até que eu vou pronunciar “nectópodi”, mas que se escreve com um “e” final, pois são raros os sotaques que admitem o “e” ao fim de uma palavra, como os curitibanos que falam “leitE quentE”, enquanto que o resto do país fala “leiti quenti”. Para o fonema /i/ nós temos duas possíveis soletrações: “e” ou o próprio “i”.
A criança que fala inglês… pobrezinha… ao ouvir o som “i”, tem inúmeras possibilidades de soletração. Ela tem o som /i/ equivalente às escrita de: “ee”, como na palavra see (pronúncia: /ci/); “eo”, como em people (pronúncia: /pípol/); “oe”, como em phoenix (pronúncia: /fíniks/); “ey”, como em key (pronúncia: /ki/), dentre inúmeras outras que eu não seria capaz de citar. E eu mencionei apenas UM som de vogal. Imaginem agora as outras vogais. E agora imaginem também as consoantes. E as consoantes dobradas, sem a menor regra clara além da morfológica.
E que obstáculos tem uma criança que fala o português? As velhas pegadinhas de “com-agá-ou-sem-agá”? O fonema /s/, que pode ser escrito com “ss”, “sc”, “s” ou “c”? Com hífen ou sem hífen? Jota ou gê?
Entediante, meu caro Hulk. Deve ser por isso que subestimam as crianças a desafios inaceitáveis, como soletrar kirsch, que é uma palavra alemã e desclassificou um dos finalistas. Pede pra ele soletrar “licor de cereja”, pra você ver se ele não faz isso assobiando e chupando cana ao mesmo tempo. Não teve sorte, como um garoto na final do ano passado que pegou uma palavra absurda em qualquer contexto imaginado: “desasado”. Apesar de soar estranha, após a definição de que “objeto ou ser que foi desprovido de suas asas”, foi bem fácil para o aluno deduzir o radical “asa” e o prefixo “des”. Moleza.
O fato é que, para qualquer pessoa letrada e que costuma ler, como é o caso daquelas crianças, a língua portuguesa não é um desafio escorregadio. Ninguém é perfeito e erros ocorrem, mas o português é um pântano muito menos caudaloso se comparado ao inglês. Já que estamos falando de inglês, concluo esse tópico abusando de anglicismos:
TUPINIQUIM COPYCAT = FAIL
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Falha 2: Estudo retrógrado
Qual não foi a minha surpresa ao ver um dos finalistas estudando o dicionário para conquistar sua bolsa de 100 mil paus? Deixa eu repetir isso:
ESTUDAR A PORRA DO DICIONÁRIO.
Me dói o rim ver um aluno estudar dicionário. Com sua licença, preciso de outro caps-lock: NÃO SE ESTUDA UM DICIONÁRIO, ESTES SERVEM PARA SEREM CONSULTADOS. É pra isso que existem.
Isso não é uma crítica à memorização de palavras novas. Pelo contrário, eu exijo que meus alunos de inglês estudem e memorizem o vocabulário novo como, por exemplo, palavras relacionadas ao tema “dinheiro”, ou ferimentos que podem ocorrer na prática de esportes. Mas jamais estudar e memorizar palavras fora de um contexto e uma situação. Me pergunto se Huck e sua panelinha, incluindo os professores-jurados, já ouviram falar em embodied meaning.
Pelo amor de Deus, o que há com os diretores dessa escola, e com esses pais? Eles permitem que seus filhos e alunos PERCAM horas preciosas do seu dia decorando palavras que jamais usarão, como a palavra “abissínio”, que eliminou mais da metade dos alunos na semi-final. Sabe o que significa “abissínio”? Pessoa natural da antiga região da Abissínia, hoje conhecida como Etiópia. Porra, se Abissínia é o nome antigo, pra que eu quero que meu aluno me prove inteligência sabendo soletrar uma nação que nem existe mais? Não seria mais proveitoso para mim, como professora, que meus alunos soubessem discursar por cinco minutos sobre os pontos em comum entre Etiópia e Brasil, dois mundos tão distantes e tão próximos em alguns pontos? Interpretem seu discurso fazendo um paralelo com a música “O Haiti É Aqui”, de Caetano Veloso. Pronto, dei-lhes dez minutos de material muito mais interessante que aquelas crianças chorando porque não souberam soletrar uma palavra absurda que não existe em seu (e nem no meu) universo pessoal.
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Falha 3: Um sistema em ruínas
Estamos na era moderna (pós-moderna?). Robôs programados para aceitar sem discutir acumulam-se nas camadas baixas da sociedade, robôs estes programados para decorar coisas tão inúteis quanto musiquinhas de campanha política, bordões de novela e que “xanto” é amarelo em grego. Em uma era em que é cada vez mais importante sintetizar e raciocinar, o sistema educacional brasileiro ainda preza por decorebas inúteis e regras que, na vida real, nunca funcionam. Onde estão os debates? As discussões? A disciplina? Dentro da escola só existem, mesmo, dentro do dicionário.
O que mais me deixa PUTA é que tal competição oferece prêmios parrudos aos melhores robôs, aos que memorizaram melhor, aos que fizeram bem a sua função de decorar sem jamais se perguntarem se isso realmente lhes acrescentava algo -além, claro, da possibilidade das pratinhas ao final da competição.
E não é isso mesmo que o sistema todo quer? Robôs bem-educados que não questionam, apenas pensam no que vão ganhar com várias repetições idiotas, vazias e inúteis. É por essas e outras que, apesar do salário baixo, estresses, nervosismos e decepções, não abandono as salas de aula. Pode me chamar de utópica mas todos os dias tento fazer a diferença. Antes utópica do que inerte perante a situação calamitosa que vejo.
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Conclusão: E a solução?
Proponho, ao invés de soletrações chatas, sessões de debate. Os alunos aprenderiam a argumentar, raciocinar, persuadir e ponderar -tudo isso sem jamais agredir ou desrespeitar o adversário. Aprenderiam a questionar, refletir, expor ideias e aprender com o discurso do outro. Aprenderiam a reconhecer falácias, e a desmontá-las como argumentos infundados. Veriam o quanto são manipulados e influenciados pelos discursos que só soam como verdade porque são repetidos ad nauseam em seus intelectos talentosos, porém ainda em formação.
O problema é que aí não tem tem menino chorando e musiquinha de suspense. Daí, não tem circo. Se não tem circo, não tem audiência. Se não tem audiência, quem vai pagar a bolsa de cem mil paus pros guris? E, cá entre nós, o grosso da nossa população nem teria como acompanhar um debate com fins educacionais, se nem um debate político é assistido com afinco.
Ao menos o Soletrando reforça a ideia de que o estudo traz, sim, retorno palpável. Estudando chega-se em algum lugar. Mas eu digo estudar DE VERDADE porque, se apenas decora-se o dicionário, o mais longe que você chega é mesmo no fundo do poç… digo, do caldeirão.
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A autora desse texto foi a mocinha abaixo, chamada Bel e grande amiga internética minha (Felipe Neto aqui, não o Marcel).







































Bel que escrevia no AOE?
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Sim.
O que dizer? Bel, adoreeei o texto!!!Vc é demaisss! Parabéns!!!
Interessantíssimo o texto, mas naquelas, não estão fazendo certo, mas ao menos estão fazendo alguma coisa. No mais, gostei muito do texto porém acho que poderiam ser diminuídos os termos, digamos ‘cult’, porque ao menos eu não entendi algumas coisas, não sei se isso se aplica a todos, mas fica o conselho.
Adoro quem sabe colocar pensamentos em palavras, penso EXATAMENTE a msm coisa.
Muito bom o texto.
Mas uma frase me deixou confuso:
“Deve ser por isso que subestimam as crianças a desafios inaceitáveis”
Não seria “submetem”?
A Bel é foda! Texto maravilhoso como sempre! é muito prazeroso ler algo inteligente e cativante, coisa recorrente nos textos dela e raro na vastidão da internet! Parabéns!
AHhhhhh Bel, Bel…
Fantástica, como sempre. Excelente texto, e curiosamente, tema que foi papel de uma extensa discussão na minha turma em Direito do Trabalho, há alguns dias.
O problema da decoreba não se restringe ao ensino básico/fundamental, como é incentivado no meio acadêmico, onde devia ser brutalmente abolido.
Concursos cada vez mais baseados em conceitos decorados e de fraca (quando não nula) argumentação…
Pra terminar, sinto saudades do AoE, e dos seus textos, claro.
Caramba, Bel, sempre gostei dos seus textos do Ato ou Efeito e sempre achei você uma mulher inteligente pra caralho… Mas nunca pensaria que você é tão igual a mim! Meu sonho é ser professora e muitas pessoas podem achar isso engraçado, mas penso como você, sabe, “antes utópica do que inerte”. Você é genial, mulher
Parabéns, e tenho certeza que você faz a diferença!
porra… chorei :~
perfeito!
Essa é a minha irmã. Morro de orgulho. E, obviamente, assino embaixo, já que também sou professora-utópica e tenho o mesmo sangue. ;P
Bom texto mas não entendi o propósito da sua foto… totalmente desnecessária.
@Lara:
A foto é só pra mostrar que, além de inteligente e saber escrever, eu sou gata e sexy :B
Pena que falte modéstia.
E eu que “só” achava o programa ruim por causa de uma suposta fraude e pela ideia roubada dos EUA
Bel sempre com bons textos!
Nossa,adorei! Mto bom o texto. Concordo plenamente com as idéias da Bel, mas também olho por outro lado, uma vez um garoto que ganhou morava no Vale do Jequitinhonha(eu acho) e não tinha perspectiva nenhuma de vida e passou a ter depois do programa, nesse sentido o programa é válido porque cria nas crianças motivação pra estudar e faz com que elas sonhem. Claro que a motivação dada é mal direcionada, mas já é alguma coisa…principalmente se vc for pensar que as crianças que participam são pobres e tem no estudo o único meio pra alcançar uma vida melhor.
Entre mais um BBB e mais um Soletrando, fico com o segundo.
Se a iniciativa é tão “FAIL” assim, liga lá pra Globo, vai no Twitter do Hulk e de uma idéia interessante, que você julga ser a ideal.
Quem sabe você não é ouvida.
O assunto sexo não para de seguir a Bel, vide “Posts Relacionados”…
Mas voltando ao assunto, quem segue a Bel no twitter sabe que ela escreve bem, sabe argumentar e tem uma cabeça boa. Não é de assustar um texto desse, então.
Só um pequeno porém, eu leio o dicionário e acho bom, mas pra aprender novas palavras, significados e afins. Obviamente que não decorei 1% das palavras e nem o fiz pra isso.
Mas há de concordar comigo que a maioria das provas no Brasil (ensino médio/faculdade) é no estilo de decoreba. RAROS professores dão uma aula realmente explicativa que você vá lembrar e não que você vá decorar, pra usar numa prova e nunca mais lembrar… Reclamar da TV só vai dar certo quando começarem a mudar o método arcaico de ensino.
Enfim ÓTIMO texto e sinto falta dos teus posts no AOE (e de todo o site, claro)… ;~
Muito bom, muito bom mesmo, aplaudiria de pé se eu não fosse parecer um idiota. Hahaha.
Muito bom o texto…legal mesmo. Parabéns!
se 80% dos prefessores fosse assim, o sistema educacional do Brasil tava uma maravilha, mas infelizmente não é a nossa realidade ainda.
os Textos da Bel são sempre bons, acompanho desdo AOE , que fechou agora só vejo as suas twitadas, parabéns por mais esse texto
Belo post! Assim que li “Proponho, ao invés de soletrações chatas, sessões de debate.” me lembrei imediatamente de um filme que, apesar de ter estreado em 2007, só assisti na semana passada: O Grande Debate (The Great Debaters). #assistão
Até que enfim apareceu um bom novamente.!
É isso ai Bel, sempre com ótimos textos!
[...] Texto de Bel, blog Controle Remoto [...]
Belo texto bel(Só pra constar Como sempre foi)…
Alguem ai pode me explicar uma coisa: Se o objetivo do internetês é simplificar por que diabos escrevem “naum” ao invés de um simples “n” ou “nao”?(duvida nada a ver com o texto mas eu pensei agora…)
Coloca ela como colunista também pra fazer algo tipo “soltando as trompas”.
Excelente texto. A realidade só vai mudar quando o sistema educacional passar a valorizar o pensamento livre e o debate de ideias, ou seja, nunca. Vide “Se os tubarões fossem homens”, do Brecht:
“[...] os peixinhos aprenderiam como nadar alegremente em direção à goela dos tubarões.”
É o que sempre digo: decorar não é ser inteligente…
Tenho um tio meu que sabe a capital de todos os países e todos os símbolos químicos da tabela periodíoca. Pergunto: e daí?
Se você der um problema de lógica (nem precisa ser matemática hein) ele não resolve…
O mesmo acontece com o soletrando… lamentável!
Stephen Kanitz, colunista da veja, em um de seus artigos comentou sua tentativa de mudança no sistema de avaliações da faculdade de administração que ensinava, para sua triste surpresa foi totalmente rejeitado o metódo de estudo de casos que ele tentou aplicar, metódo conhecido por ele em Harvard no EUA!
Pois é, o sistema de avaliação, de ensino, de alfabetização, tá tudo defasado. Mas ainda temos professores utópicos, poucos, mas temos.
Pra concluir, sabia que vc não escrevia bem só sobre putaria!
Bel, que que eu não faria pra ser seu aluno?
O nosso país tá vivendo um puta momento fodido na educação. O tráfico, desemprego, gravidez infantil, violencia, todos fatores consequentes da falta de educação que sofremos. E para piorar o pouco que temos é baseado no aluno reprodutor de conhecimento. Foda-se se você pensa diferente, você deve repetir isso pra sair da escola. Foda-se se voce quer ser Arquiteto, voce deve aprender como ocorre a troca de oxigênio nos capilares pulmonares. O vestibular é a propia prova disso 180 questões ou mais de fórmulas que muitas das vezes voce não as entende, mas as decora. Não é atoa que temos uma “massa” que não entende politica nem o que é uma pandemia (alem de uma merda fodida claro). Isso não é conveniente pra elite, ou voce acha que a globo se importaria só com a audiencia? No momento que um aluno levantasse a expressão “mídia manipuladora” o programa saia do ar ^^
Anyway, Bel, muitas, mas muitas saudades de ler seus textos, por favor, abre um blog meia boca, sem layout, sem servidor pago e com animações em gif, mas não para de novo.
Isso é o reflexo do atual metodo de ensino. Um sistema falho, ou, melhor dizendo, uma máquina de alienação, pois é interessante para o governo. Pessoas que pensam não tem valor, afinal, o interessante é só decorar o número do candidato X, e não pensar no por quê de votar nele. Resumindo, tudo leva à política, mais ai ja é outro assunto…
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Bel… saudades de você no AoE!
Fantástico o texto. Parabéns pela argumentação, concordo totalmente.
Uma coisa é ler o dicionário e tentar aprender, de verdade, palavras novas. (Como pessoas que tiram 2 ou 3 palavras de um, por dia, e tentam usa-las.)
Outra coisa é decorar palavras que você NUNCA vai usar.
Ótimo texto, parabéns.
Você sabe escrever muito bem. É muito inteligente.
Mas não é gata. Amiga, com photoshop até a Madonna fica nos trinques.
E pensar que passei anos vendo a bel falar sobre sexo…
Muito bom o post, lady bel. Eu sempre questionei a utilidade do soletrando pra qualquer outra coisa além de aprender algumas regras, mas devo admitir que gosto bastante do aspecto que vc destacou no final do texto.
A competição não presta pra nada pra aquelas 30… talvez 40 crianças que participam, e disso, não há dúvida. Mas se o povão brasileiro realmente se convencer de que estudar bastante os vai levar pra frente… as coisas já melhoram infinitamente.
Só falta pagar bem os professores de escolas públicas agora.
Bel, você poderia ler sobre um professor de física norte-americano chamado Richard Feynman: ele era um profissional à frente, e que constatou esse problemão da decoreba quando veio ao Brasil – e faz tempo, pq ele foi um dos caras que participou do desenvolvimento da bomba atômica..
O texto original está no livro “O senhor está brincando, sr. Feynman!” da autoria do próprio, mas o trecho da visita está aqui: http://physicsact.wordpress.com/2009/03/27/richard-feynman-e-o-ensino-da-fisica-no-brasil/
O Soletrando não tem intuito algum de educar. É mais um quadro da mistureba do Caldeirão, que coloca qq coisa que dê audiência. Acho que aprendi mais vendo Show do Milhão do que Soletrando, rs.
Fico contente em ver nos comentários que existem pessoas que ainda acreditam na educação. Me dá mais vontade ainda em continuar a estudar depois da faculdade.
Bjos!
O assunto sexo não para de seguir a Bel, vide “Posts Relacionados”… [2]
Texto excelente!
Uma crítica muito boa ao ensino, que eu faço frequentemente na sala de aula e entro em debates longos e cansativos com alunos e professores … Mas se quero que mude, preciso falar mesmo.
Parabéns pelo texto!
Matou a cobra e mostrou o pau! Ótimo…
Comofas pra trocar de lugar com essa garrafa que a bel tá segurando?
Muito bom o texto, porém não concordo com quase tudo. =p
Quer dizer, eu até concordo. Mas sua “reclamação” é fora de propósito, tendo em vista que a finalidade do programa “soletrando” não é educar e sim entreter os telespectadores.
Na verdade eu faria elogios ao sistema de suspense, comoção e etc. Realmente atinge o objetivo que é subir a audiência e gerar mais dinheiro.
Vivemos num mundo capitalista pq o homem é assim, precisa de competição, precisa ser melhor em alguma, precisa competir.
Por isso o socialismo que na teoria é um sistema “ideal” não da certo.
Enfim….quando vc for falar de alguma coisa, primeiro verifique a finalidade para que sua opinião faça sentido.
O texto estava mt bom até aparecer a foto da autora no final…
Totalmente desnecessário
Pena que faltou bom senso, cara professora.
Sou educador também, e estou de acordo com a autora. O pecado do seu texto foi a conclusão: contraditória. Abraço.
mto boa sua argumentação. concordo em partes, mas acho que mais coisas devam ser levadas em consideração. por exemplo: a atual situação da educação no brasil (levando em conta desde situação em sala de aula, trabalho dos professores até interesse dos alunos) consegue preparar alunos para se envolver em discussões como você propôs? e o fato de alunos estudarem o dicionário exclui qualquer outra leitura que essas pessoas possam fazer?
talvez eles só usem o dicionário como uma de muitas estratégias. no dia em que assisti, foi mostrado um menino estudando o dicionário. porém, neste mesmo dia (não sei se o menino era o mesmo) um participante discutia literatura com o luciano huck.
penso que, em um país onde crianças vão à escola somente para comer a merenda (porque sim, você deve saber que essa é a realidade de grande parte dos alunos de colégios públicos) qualquer trabalho que incentive um contato maior com os livros e com as palavras já é um bom começo. fosse na alemanha, poderíamos exigir discursos acerca do “contrato social”, de rousseau, aplicado à atual sociedade. é no brasil, temos que ir com calma, mesmo que para isso seja necessário oferecer recompensas.
se você precisásse almoçar na escola, porque na sua casa ñ tem comida, você não toparia o desafio?
não há como exigir discussões aprofundadas de quem não tem o básico. e, para o báscio, é preciso ler de tudo e conhecer o significado das palavras. e entender que isso, de alguma forma, pode mudar sua vida.
Me identifiquei muito com esse texto.Eu nunca fui bom nessas “decorebas”.Sempre obtive resultado com meu raciocínio.
Quanto essa parada de argumentação, seria realmente ótima.Eu tive uma aula dessas segunda-feira passada no inglês e o tema era religião.Eu sou ateu, e diria que tenho bastante conhecimento no assunto para minha idade por conta dos vários livros e pesquisas que já fiz.Enfim, mesmo o tema sendo religião, onde temos que ter muito cuidado para respeitar o espaço do outro, eu dei um belo banho de argumentos neles, e me senti muito orgulhoso por ter investido meu tempo pesquisando sobre isso no lugar de perder-lo decorando a função de um lisossomo…
Acho q a crítica do texto não foi SOMENTE ao fato de o soletrando não ser um programa educativo. Na verdade, o próprio programa retrata a realidade do nosso sistema de ensino: deficiente.
Muito bom o texto, mas de certas coisas num achei “real” para mim…
Mas realmente gostei muito, voltarei mais vezes!
Perfeito.
Parabéns!
hmn…tem alguma coisa estranha ai
tipo, o programa é uma copia tosca e tal, mas a gramatiga do inglês overall é muito mais facil que a do português
não têm gênero, caracteres especiais e um monte de outras coisas!
minha escrita em ingles é muio melor que em português …provavelmente por que eu aprendi depois de criança sei la. mesmo assim não acredito que esse soletrando seja algo que ensine eles mais do que ensina agente :B
Eu como!!!
@ Felipe Sessa:
Estou ciente do seu argumento. Por isso que escrevi “Se não tem circo, não tem audiência. Se não tem audiência, quem vai pagar a bolsa de cem mil paus pros guris?”. A finalidade é essa mesma que você mencionou, na mosca: verdinhas. Mas eu NÃO concordo com essa finalidade. Na minha opinião, existem coisas mais importantes que o dinheiro -como a educação, por exemplo- e não é só porque “o mundo é assim” que eu vou cruzar os braços e aceitar passivamente, com um grande suspiro de “fazer o que?”. O mínimo que eu faço é criticar. Por isso que escrevi esse texto (:
@ carol:
Excelente ponto de vista, mas me recuso a nivelar por baixo. Não é só porque o sistema é ruim que eu vou exigir pouco, passando a mão na cabeça dos “coitadinhos”. As crianças alemães não têm mais neurônios que as brasileiras, se elas podem aprender a discutir -pois não nascem sabendo- as nossas também podem. Discussões profundas começam no básico. Citando a vovó, é de pequenino que se torce o pepino. Se eles querem incentivar as crianças a estudar oferecendo dinheiro e fama, acho super válido. Mas que as incentivem a estudarem as coisas certas. Estudar dicionário é vão e pouco os faz crescer como indivíduos. É a mesma coisa de pedir pra decorar tabela periódica.
@ Raiza:
Você resumiu o texto todo em duas linhas :p
Você parece ser inteligente Bel, porém acho engraçado utilizar uma foto sua lambendo uma garrafa da Devassa, fazendo propaganda de graça.
Bel, voce me surpreende. tem tanto conteudo, é muito inteligente e ponderada *-*
admiro voce e o Felipe Neto cada vez mais.
e voce tocou num ponto muito interessante: em como o programa é vazio.
decorar palavras que em nada acrescentarão.
eu adorei, muuito bom, parabéns!
beijos e boa sorte pra voces dois. adoro voces!
:******
Muito bom!!
Parabéns!
Curitibano não fala “leitE quentE”. ¬¬
Isso é coisa do pessoal da Região Metropolitana, e ainda e pouco. Esse tipo de fala só é válido um pouco mais pro interior do estado. Curitibano de verdade, dificilmente tem sotaque.
No mais, achei a abordagem do assunto muito bem feita, gostei de mais. Eu nunca tinha parado prá pensar em nada disso, pois não me importo com o “Soletrando” mesmo.
A Bel é uma daquelas professoras pela qual os alunos se apaixonam. hahaha. =P
realmente, o kirsch achei muita sacanagem. além de ser um vocabulário muito específico a pergunta era só pra qem conhece as regras de ortografia da língua alemã mesmo. mesma coisa qe pedir pra soletrar “koko”, “aqui” em japonês, uma palavra bem simples. qualquer um que tem mínimo conhecimento da língua saberia qe é com “k”, para quem desconhece, pode acontecer de cometer o erro de escrever com “c”, letra não existente na romanização do japonês. ah, e a ortografia inglesa realmente não tem razão de ser hahahaha
E outra, só podem participar estudantes da rede pública, como é possível que seja eleito o melhor soletrador do Brasil nesse programa?
seu texto até tenta ser “inovador”, porém escorrega no que chamamos de “purista”, não concordo com tais competições da língua portuguesa, posto que a mesma não é apenas isso. mas você devia ir ao tocante de que nessa mesma língua portuguesa em questão, há o que chamamos de variantes linguísticas. leia Labov, depois refaça seu texto!
Olá, discordo da sua postura ao falar do quadro, qualquer coisa que some pontos para educação merece o apoio de todos os brasileiros, e este programa mesmo tendo falhas agrega valor.
Hoje foi exibida no “Programa do Jô” uma entrevista com o campeão desse programa e digo que sim isso foi bom afinal o garoto deu um show no Jô mostrando conhecimento e interesse pela nossa língua.
Ao invés de criticar o programa você deveria agradecer por veres jovens, mesmo que “decorando” como você disse, estejam no caminho certo que é o da educação.
E vejo que você divulgando isso no meio de muitas pessoas podia estar ao invés de condenando um programa que traz a esperança para jovens que mesmo com a “decoreba”, procuram na educação uma forma de conquistar algo na vida.
Espero que entenda as minhas criticas.
Abraço
[...] último texto publicado por aqui, minha amiga Bel deu uma aula magnífica sobre um problema na educação brasileira. Contudo, teve gente que veio somente [...]
Engraçado que quando é uma gostosa argumentando ninguém critica, se fosse o Felipe Neto, vide outros posts, a cada 57 comentários, pelo menos um seria do contra.Nunca vi o programa portanto não irei dar minha opinião, vim apenas “trolar”.
Minha dica Felipe, assuma seu lado gay, execute a mudança de sexo, e pronto, nunca mais terá comentários que irão contra sua opinião.
Só falo isso porque Felipe Neto, observador como é, também deve ter notado isto no post.
@ Alcantara:
Eu sou formada em Letras, já li todos os Labovs, Saussures e Chosmkys que você imaginar, apesar de que ainda pretendo ler mais. Detesto te informar, mas o Labov é americano. Não sei como ele pode ter escrito sobre variantes linguisticas da lingua portuguesa em questão, como você disse em seu comentário.
Já leu Marcos Bagno? Aí sim estamos falando de variantes lingüísticas do portugues. Ele é um excelente sócio-linguista brasileiro que se aproxima muito mais da nossa realidade prática, já fui aluna dele num mini-curso. É a coerência e clareza em pessoa (apesar de não ser muito simpático).
Abraços.
@ Rodrigo:
Veja bem, decorar não é educar. Com decoreba não se conquista nada na vida, como bem expressei no final do texto: o mais longe que se chega ao decorar o dicionário é no Soletrando, mesmo. Saber soletrar “epizeuxe” é tão útil quanto… sei lá, saber a tabuada do 9 de cabeça.
Ok, eu não sei a tabuada de cabeça. Recalque detected.
Só um parênteses. Teve um ou dois anos que a pessoa que ganhou era de um colégio militar e o ensino dos colégios militares são até bons, ué. Embora tenha umas palhaçadas..
Muito bom! Seus textos são fodas! Pena que o AOE acabou,voce tem um blog Bel?
Seu texto é só etnocentrismo.
O que acho mais absurdo no Soletrando são os participantes não soletrarem a mesma palavra. Uns tem sorte de pegar palavras fáceis e outros não. É o mesmo que aplicar diferentes provas num concurso para um mesmo cargo. Na última edição melhorou mas ainda teve diferentes palavras numa mesma rodada.
muuito foda…
seria isso uma espécie de Panis Et Circenses do século 21?
Excelente texto. Nunca tinha pensado na relação entre o Soletrando e o Spelling Bee por esse ângulo, da relação com a língua aplicada.
Um grande abraço
Boa Bel. Aparece mais vezes aqui !
Mais um pouco a Bel começa a dar aulas online XD
Curti pacas
Fonkio!
Bom mesmo é assistir o Rebolation e aquela la que teve filho com o Mick Jagger!Né?
Olha, eu nunca vi tanta baboseira em apenas um texto.
Estou cansado de ver gente se intitular “formador de opinião” e um bando de babaca da era da difgital apoiando sem saber nem oque estava escrito no texto.
Tem gente que coloca comentarios de que “foi um texto maravilhoso”, “É um texto sensacional” e depois pergunta para o autor o significado do que foi escrito.
O brasilieraiada que segue os outros sem saber para onde vão!!!!!
O cambada de gente sem opinião, tem até gente com nariz vermelho, que realmente parece um palhaço.
Tudo que aparece na TV que se algum gringo já fez, o povo diz: ” Ah não presta os americanos já fazem, é cópia de um programa lá de fora”
PROFESSORA DE LINGUAS?
Deverias utilizar mais nossa lingua para se expressar e parar com esses termos ridiculos como Spelling Bee e facepalms.
Vou usar o caps lock
VIA FAZER ALGUMA COISA UTIL PARA A EDUCAÇÃO DESTE PAIS, AO INVÉS DE CRITICAR O ALHEIO.
Sou mais meu português ruim e redação meia boca, que as asneiras que vc escreve.
Motivo da foto:
Vai que o Boninho acha legal e te leva para o BBB…osta
—
Er… Peraí…
“vai fazer alguma coisa útil para a educação deste país, ao invés de criticar o alheio”.
Que que você acabou de fazer? E o pior, sem NENHUM argumento.
genial
de tudo que você disse ai, eu diria que concordo com TUDO e acrescentaria a seguinte opinião:
Isso tudo é manjado, pois se colocassem um debate de alunos, e dessem um tema como política, poucos seriam capazes de argumentar com sentido e opinião, sem contar também, o fato de a decoreba fazer parte de um sistema pré programado, que ensina o povo o seguinte bordão: “seja quadrado, não olhe para os lados, finja que tudo está bom” e eles fingem bem, não concorda? decoram o dicionário,ganham uma bolsa de 100 mil e vão viver a vida, mas a horas perdidas (como disse no texto) não foram questionadas, e nem muito menos revisadas com um olhar mais crítico.
o que nos faz pensar que tudo isso faz parte de um intuito em fazer com que o povo seja acomodado ao que tem, e que não questione, se interesse ou veja aquilo que não é direito, ou que o afeta.
Seu texto tava muito bom, valeu a leitura
Bel, na verdade tudo o que vemos na TV aberta é sempre uma cópia do que já existe lá fora: BBB, soletrando, dança dos famosos, dança no gelo, lata-velha, pegadinhas, aquele “sufoco” do faustão, e por aí vai. Nada foi realmente criado ou (pelo menos) “devidamente adaptado” à nossa cultura. Até a febre dos StandUp’s, que parece que todo mundo descobriu agora, nosso querido Chico Anísio já fazia há muito tempo, mas copiamos do modelo americano, pois é mais “engraçado”…
Mas voltando ao Soletrando, como citaram acima, o intuito do programa nunca foi incentivar a cultura. É simples entretenimento… Aliás, TV (tanto aberta quanto paga) é puro e simples entretenimento.
Vc diz que o Soletrando é “ineficaz para a educação das crianças eu digo que o programa não é para esse fim, quem deve educar são os educadores e estes não estão fazendo isso muito bem, pelo menos no Brasil não é mesmo professdora?
Só conheci o blog agora,e já gostei da maioria dos posts.Bel,concordo com tudo que você disse,sou estudande,último ano do ensino médio, e a educação no Brasil é bem isso mesmo,só decorar,se você quiser se informar e aprender algo mais, busque por si mesmo,os professores(a maioria,odeio generalizar)não se interessam com o real aprendizado do aluno,mas sim se ele está ou não tirando boas notas,mesmo que só com decorebas,até hoje só tive três professoras que se importam de veradade com o aluno,uma de português,uma de inglês e uma de geografia.
E eu também nunca gostei de soletrando,realmente só tem palavras desconhecidas e desnecessárias,fora do contexto de qualquer cidadão.
O soletrando é ridículo, pq o mineiro acertou a palavrac na final só q falaram q tava errado aí o outro foi lá e ganhou e ninguém fez nada, muita injustiça :/… e sim, sou mineiro =D.
[...] Texto: Soletrando: uma farsa educacional [...]
Realmente muitooo bom o texto, tem a razão. Infelizmente é o Brasil, e alguns não dão valor ao real significado do que é ser brasileiro.
Achei um absurdo este negócio da palavra: ”kirsch” …O Garota era daqui de Barbacena-MG e como eles mandam uma criança soletrar uma palavra alemã .. é brincadeira nééé
Mas fazer o que nééé
É a vida, é o Brasil. haha
Nossa, excelente texto!!!
Adorei Neto
Excelente texto, ainda bem que esse programa não passou em Portugal. Ainda..
Olá Bel!
A ultima fota . foi otima para os cuecas de plantão, porem não ajudou muito mostrar a ideia de professora de lingua portuguesa… Não pense mal por favor.
Contudo o texto fal de algo que me encomoda muito e vou direto a ele: A escola que temos não é nem um pouco o que objetivamos ter. Até porque a escola que queremos ela tem que cumprir com o papel do pai da mãe do avô e do tio, além de ensinar o bêabâ e tentar minimente instrumentalizar o aluno a pensar. Não digo que todas as escolas seguem por esta cartilha maldita, contudo os profissionais do ensino não estão preparados pela UNIVERSIDADES da vida a aturar a violencia e fazerem a violencia que se passa nas inumeras salas de aula. Nos grandes centros urbanos temos uma escola que não cabe nos sonhos dos grandes capitalistas que geram micro adultos e que ja devem sair do utero andando e falando inglês….
No interior deste Brasil continental exitem escolas que nem sala tem ou existe, varios alunos de series diferentes com uma mesma professora…. Que se esforçam para serem quase analfabetos funcionais e servirem de massa de condução para os politicos de plantão .. Legal??
Pensar em educação começa em casa com pai e mãe — mesmo que a ideia de familia ja tenha ido pro espaço sideral a algum tempo.. mas é ela a familia que tem que compri o papel de EDUCADOR , a EScola Cabe o papel de ENSINAR A PENSAR e não de decorar qualque coisa pra fazer um vestibular .. estamos assim a trinta anos .. mudar já agora com novas ideias e propostas de ensino em sala de aula e nas ruas e nas praças e nos teatros e nos blogs – PENSAR JÀ!
Soletre corretamente a palavra: hipopotomonstrosesquipedaliofobia!
Bel, sou seu fã desde o AOE, seus textos inteligentes com humor sarcástico são ótimos
leu meus pensamentos *-*
Utópica? Você?!
Que bom que lhe consideram isso, pois eu só escuto que sou Louca.
Que bom saber, também, que existe no mundo alguém que pensa de maneira similar, em relação ao soletrando e a educação brasileira.
No entanto, eu acredito que os problemas não devem mais ser discutidos, pois há anos isso vem sendo feito. DEVEM SER RESOLVIDOS, pois soluções também não faltam.
Discorda que os problemas já são conhecidos E discutidos há anos?!
Mesmo assim, ótima noticia saber que você tem feito esse debate com os seus ‘conhecidos’ (conhecidos, pois da manera que você escreveu mostra que sua discução vai muito além dos seus alunos).
Fico feliz em ver que não errei em acreditar que, por ai, encontrava-se uma pessoa que, como eu, vê um problema e tenta resolve-lo. O normal das pessoas é concorda que há um problema e “FAZER ABSOLUTAMENTE NADA”! Ainda por cima critica quem não é hipócrita, sabe que há um problema e tenta resolve-lo, não o deglut.
Concordo, também, que isto seja o que ‘eles’ querem. E mais, é o que ‘eles’ tem, infelizmente, pois uma colossal parte da população é pura massa de manobra.
Bel, PELAMOR, TU É SENSACIONAL.
Aproveita e me manda um email……………………………………………
Brinks.
Quer dizer, é brinks se tu não aceitar, mas se tu aceitar, estou falando seríssimo!
Concordo plenamente, mas achei uma fail no seu texto, por presumir o jeito que curitibanos pronunciam “Leite Quente” baseada em um estereótipo. O texto é quase perfeito, mas essa pequena parte me deixou puto. Acho que é porque curitibano tem essa mania de perfeição e de não ‘rir por simpatia’.
Mas, afinal, o programa serve o seu propósito, de dar desafios ridículos a pessoas simples, para que um público que a cada dia fica mais ignorante se alienize e ache tudo feito pela Globo engraçado e interessante.
Sim, posso até concordar que o programa não explora a educação da maneira ideal, que claramente e intencionalmente segue a lógica mercadológica da TV (vender anúncio e ganhar dinheiro).
Mas não dá para negar que de uma certa forma o programa incentiva sim a garotada a procurar um livro e até mesmo o dicionário para aprender palavras novas. Procurar um dicionário não pode ser um primeiro paço (ou será passo?) para se procurar um livro?
O que será mais construtivo? sonhar em participar do Soletrando ou do BBB? (aposto que qualquer um aqui conhece alguém que sonha em se tornar íntimo do “Bial”).
Tudo bem que o Luicano Huck é um chato de galocha (galoxa?). Que o programa é superficial. Mas daí a desclassificá-lo acho que é demais.
Grande abraço
Rodney, concordo com você: educar é para educadores. TV é entretenimento. TV aberta então, nem se fala. É muita hipocrisia colocar na conta das emissoras a reponsabilidade pela educação do povo. Só que é modinha falar mal da Globo, da TV, dos programas superficiais.
[...] Soletrando: uma farsa educacional [...]
A melhor maneira de saber a ortografia (escrita correta) é ler, ler, ler, ler…
Infelizmente a maioria odeia ler mais que duas frases, o que dirá um livro. No entanto, já muitos erros em livros, revistas e jornais. Fico puto da vida quando vejo: simplismente, afim, agente, entitulado, enchergar, mecher, etc.
No mais, apenas aplausos pra você BEL.
- A palavra é “merda”:
-T-E-L-E-V-I-S-Ã-O
Suas idéias e descrições foram excelentes.
Esse concurso, ou sei lá o que posso dizer… é algo um pouco, ou tanto quanto obsoleto…
Pregamos tanto para nossos estudantes e também colegas professores, o ensino em uma visão holística, em espiral, interdisciplinar… pautada em interpretações e questionamentos, e me veem um programa global dizer: decorem o dicionário. #fail
Discordo bastante de muita coisa escrita aí.
Vamos lá. Esse programa, por mais que você fale que Luciano quer audiência, dinheiro no bolso, e etc. ajuda pessoas que precisam. Não estou babando a Globo não, não gosto da emissora. Mas, enfim. O propósito não é simplesmente decorar o dicionário, mas o adolescente que ‘decora’ o dicionário está ao menos procurando ler e está se concentrando em uma atividade que a desligue de outras atividades não aproveitáveis. Vemos muitos casos nesse programa de pobreza muito grande, e até nessa última edição vimos o menino do Maranhão que vivia muito precariamente e viu no Soletrando uma oportunidade de melhorar a vida. O jovem está se prendendo à um objeto de estudo, e mesmo que ela não vá se formar em Letras, mas ele está se prendendo à educação. Você pode dizer “a educação escolar não é decorar um dicionário”, mas ainda é um estímulo à melhoria na educação do garoto. Ele começa a ver no estudo, oportunidades de avanço também. Quanto a questão do dinheiro, pode-se pensar “poxa, 100 mil reais, muito né?” Mas aí eu digo, com o dinheiro que a Globo ganha, poderia ser muito mais! Enquanto tem umas pessoas ‘decorando’ o dicionário, outras estão trancafiadas numa casa, em uma espécie de ‘jogo’ onde o prêmio é 1milhão e meio. Aí você me diz, o que é melhor? Um jovem da rede de ensino pública se dedicando à uma oportunidade de vida melhor ou um monte de asneira e grosseria saindo da TV de uma vez, e ainda com um pagamento de 1,5milhão?
Putz, falei demais. Sei que muita gente nem vai ler, realmente tá grande pra carai, mas tô nem aí, desabafei mermo e sei que devo ter escrevido umas besteiras mesmo. Não me liguei muito à erros de grafia, não sou bom em português.
E outra coisa que esqueci de comentar Não acredito que o Spelling Bee seja muito diferente não, e nem seja melhor que este não.
Além de que, a autora usa muito de expressões estrangeiras e que eu mesmo nem entendi… Talvez seja necessário o QI alto pra entender.
AIAI
e li o que o Renato(70) escreveu e tô mais ou menos concordando com ele também.
Olá. Gostei muito de seu texto. Hoje, o que pouco acontece, é conseguirmos criar jovens argumentativos e críticos. Normalmente, eles aceitam tudo o que vem dos outros, ou simplesmente não fazem nada. Mas temos um porém. Sou professor, de Ciências, e percebo nas escolas em que trabalho que os alunos não têm capacidade de interpretação, e muitos deles, que nos chegam no 6º ano, NÃO SABEM ESCREVER! Tenho alunos que conseguem escrever, na mesma frase, a mesma palavra de três maneiras diferentes. Isso é um absurdo! Agora, de quem é a culpa? Alfabetizadores? Pais ausentes? Governo que obriga a escola a não reter o aluno que não aprendeu? Do próprio aluno, que não tem interesse?
pq minha prof nao eh e assim???
Otimo texto,btw
Concordo com o texto que fala que a soletração é um monte de decoreba, robotização, e que não leva ninguém a estudar de verdade. Porém, o quadro pelo menos leva a tv algo relacionado a educação, mesmo que de maneira torta, o que já é um grande avanço. Vários concursos de carater apelativo e duvidoso dominam a tv e nem por isso as pessoas ficam falando mal. Não assisto tv, nem o tal de Soletrando, mas, existem coisas muito piores na tv.
Parabéns por esse texto!
Caro Rodiney G. Rios,
Você está muito enganado. Só para citar por alto a Constituição Federal (não que eu dê muito crédito a ela, mas ela tem seus méritos) a finalidade da TV (e do rádio) é atender os seguintes princípios:
I – preferência a finalidades EDUCATIVAS, artísticas, culturais e informativas;
II – promoção da cultura nacional e regional e estímulo à produção independente que objetive sua divulgação;
III – regionalização da produção cultural, artística e jornalística, conforme percentuais estabelecidos em lei;
IV – respeito aos valores éticos e sociais da pessoa e da família.
(Art. 221./CF)
Ou seja, hipocresia é a Globo usar sempre a desculpa da liberdade de imprensa sempre que vê seus INTERESSES ameaçados, e não a cobrança de uma melhor qualidade de programação. A qualidade e o interesse pela educação não deve ficar restrito aos educadores, mas é um dever (na falta de uma palavra melhor) de todos.
Não esqueçamos que as tvs abertas e as emissoras de rádio são CONCESSÕES PÚBLICAS. Elas são patrimônios da sociedade e tem uma obrigação social em primeiro lugar.
Os professores utópicos sao os que mais sofrem… Entendo sua dor. Eu, embora professora e leitora ávida, tambem nao consegui soletrar abissínio. E minha vida nao mudou por causa disso. Parabens pela análise.
ótimo texto Bel, a educaçao anda tão precária no Brasil, que se reflete até nestas falsas formas de demonstraçao de conhecimento como o Soletrando.
Concordo PLENAMENTE com você, todas as críticas são verdadeiros argumentos a serem feitos contra o tal programa ( e claro, à educação brasileira ).
Mas, acredito, que, mesmo usando a ” decoréba “, pode-se retirar um menino ou menina da completa ignorância, repudiando-os totalmente do mundo das drogas, causando assim, uma pequena melhora na educação brasileira.
Sou de Curitiba e queria dizer que essa historia de nós curitibanos falarmos leitE quentE é pura lenda,convido a gata que escreveu esse texto a vir nos conhecer e comprovar o que acabei de escrever!!
Aí, Bel. Fantástico teu texto e concordo com ele em grande parte.
Entretanto, apesar de toda as críticas (fundadas!), é melhor que nossas crianças disputem um quadro como o “soletrando” do que sonhem em ganhar uma disputa como o “big brother”, não é mesmo?
Portanto, apesar de concordar com os questionamentos, não me parece difícil afirmar que o soletrando ainda é um dos quadros que mais favorecem a educação na televisão brasileira (e isso não é mérito do soletrando, mas demérito dos demais). Se ao soletrando cabem essas críticas todas, imaginem os demais.
Sorte que ainda temos pessoas com senso crítico (como você, por exemplo) que insistem em fazer algo para melhor nosso país.
Discutimos sobre isso? Eu adoraria.
Beijo.
nada a ver esse texto. Toda língua tem sua singularidade e dificuldade, o inglês pode parecer mais difícil justamente pq n é sua língua nativa!
tanto programa escroto por ai e um dos poucos que incitam as pessoas ao conhecimento vc vai me criticar sem fundamento razoavel nenhum!
vc propõe “sessões de debate”. quem é o fdp q vai assistir uma sessão de debate sobre a língua portuguesa???
que porra de texto seu, isso sim!
quero ver se o adm disso aqui tem coragem de manter esse comentário…
O quadro é uma simples competição como qualquer outra, você vence e ganha um prêmio. Quem ta participando está la pra ganhar uma bolsa e não ser educado, e quem está produzindo o programa quer entreter as pessoas e não educar. Os alunos estão só competindo entre si, soletrando palavras(impossíveis ou não). Se você não gosta da premissa de um “spelling bee”, simplesmente não inscreva seu filho. Realmente não vejo o motivo de toda a raiva desse post, afinal, ninguém está ficando mais burro por soletrar palavras na televisão. Agora achar errado “decorar” um dicionário? O ensino fundamental inteiro(que parece ser o alvo do programa) é uma decoreba, se você não decorar, não passa, simplesmente.
Porra Bel!
Alem de gostosa vc e culta!?
Assim vc acaba comigo…
é, não é um primor de texto.
mas diz a verdade. concordo.
parabéns.
Sensacional, Bel.
Aonde eu assino???
Excelente Texto!!! Parabéns!!
Além de inteligente, é uma baita gostosa.
Gostei do texto e teve ainda uma parte que interessou-me bastante. Concordo com o texto e lhe deixo aqui uma mostra de respeito Bel, porque disse ali que era melhor ser utopica do que inerte e eu, com meros 18 anos, por vezes sinto-me inerte querendo ser utopico… Gostaria de ter coragem como você e gosto de saber que existem pessoas assim. Anima-me a continuar pensando do jeito que penso. Para mim, aquela pequena frase valeu seu texto. Ganhou um admirador.
pow, essa mina ai eh professora de ingles ? :O parabéns, muito bom o texto, e tb achei idiota porem palavras que nem são usadas mais.
Gente, parem de enfiar esse “PELO MENOS” nos comentários.
- Pelo menos não é um BBB…
- Pelo menos elas têm uma chance na vida…
- Pelo menos incentiva a educação… (isso, inclusive, tá no texto)
Isso é coisa de gente conformada. Já falei: não nivelem por baixo. Parece aquele povo que fala “Político X rouba, mas pelo menos faz”. Pensemos alto.
Nunca havia lido nenhum texto seu, mas pelo que parece, o restante é tão bom quanto este.
Concordo com o que você disse, e eu inclusive vivo isto. Sou jovem e ainda estou no Ensino Médio, estudo em uma escola onde muitos da minha cidade chamam de ” Alternativa”. O negócio é que é preciso decorar o estritamente necessário, e se você quiser ter boas notas, e sucesso escolar, você precisa ter opiniões formadas, e expressá-las, debâte-las com o restante da classe, e os professores.
Eu vejo muitos saindo dessa escola, para as tradicionais. Os pais pensam que a escola não prepara. Mas muito pelo contrário, para ’sobreviver’ lá você deve saber, você aprende, não por um semestre, mas ‘pra sempre’ (clichê aqui…)
O problema é que isso é na minha escola, que por sinal, é a mais cara da cidade. No Brasil é exatamente como você disse, as pessoas nãi tem acesso a isso, e o resultado… Soletrando.
Muito construtivo o seu texto Bel.
Que bom ver que não sou a única no mundo que penso assim.
Acho que se 10% dos professores no brasil(das escolas publicas é claro) tivessem a iniciativa a apartir de uma idéia semelhante a do post aqui em questão pelo menos uma parcela maior da população iria ter sua própria opinião e expressariam sem medo.
Mas ai vem um e fala “A mas os alunos não tão nem ai pros professores e tal”, po se você trabalha em algo tente fazer o melhor possível,neste caso especifíco, se os alunos querem ou não aprender se ele só tão afim de falar de BBB pode ser por que um professor não apresenta nada de um modo que os interesse poxa eu aprendi mais inglês jogando videogame do que na escola onde a professora não passava “nada” além de verbo to be e a musica dos indiozinhos(que por sinal grudava igual goma de mascar na cabeça).
Mas também temos que saber que a atitude mostra quem somos, apartir de uma meta que vc traça na vida. Hoje eu sou bacharel primeiro graças a deus(coisa minha não levem pro lado religioso), segundo pela iniciativa que eu tive de quere algo.
Hoje em dia pelo menos o que eu vejo são brasileiros que se contentam com pouco, que não tem objetivos, que se satisfazem em receberem bolsa esmola e outras mazelas que governo da como se fossemos pombos comendo milho na praça jogado por um velhinho.
E depois ainda tem fulando que fala assim “Você viu o fulando comprou um carro zerado”, e dai se ele comprou é pe ele mereceu e se não mereceu tb não é problema nosso.
Programas como soletrando entre outros, só vem a afirmar, a situação que cada um vive nesse país, onde o cara tem orgulho de cantar o hino nacional(quando ele sabe)por causa de um jogo de futebol e reclama que não tem dinheiro pra comprar feijão(só um exemplo).
É por isso que as cuecas e meias de certas pessoas estão e estaram sempre cheias de verdinhas, por que somos igual ao pombos nos satisfazemos com migalhas
Bom é isso que eu penso!!
Achei esse texto uma enorme (BOBAGEM)”sorry” Bel, mas também tenho que usar o CAPS LOCK, pra dar ênfase a minha opinião. Acho o seu texto mais um desses comentários oportunistas tão comuns aqui no Brasil. Sempre que alguma coisa faz sucesso na TV, vem algum espertinho metido a intelectual pra criticar dizendo que isso não é educativo… Ta na hora das pessoas entenderem que muito do que seapresenta na TV é simplesmente para entreter.
Você me lembrou a professora da faculdade. Gostei do seu texto. Tanto pelo estilo de escrita, que copiarei, quanto pela argumentação.
Concordo com o que você disse na conclusão: seria melhor que houvessem debates ao invés de decoreba. Acredito, também, que essa decoreba é um padrão brasileiro que afeta os, até então considerados intelectuais, concurseiros. Vide as questões com a famosa: “De acordo com a luz do texto”.
É isso ae! Valeu!
Bel…
Antes, de tudo, é importante dizer que sua forma de escrever textos é bastante boa. Sou estudante de pré-vestibular e sei como é difícil colocar em palavras todas as nossas impressões, nossos conceitos e fazer de uma redação, por exemplo, um texto que valha nota 10.
Não devido ao fato de estar estudando para o vestibular, mas nunca prestei muita atenção no “Soletrando” do programa Global. Entretanto, pode-se dizer que o programa tem falhas graves e – que audácia! – valoriza, como você mesma pontuou de forma maestral, os alunos com maiores capacidades de absorver palavras (em sua maioria) inúteis.
Como todo o brasileiro, claro que tenho uma opinião sobre qualquer assunto que surja numa roda de discussão. No caso do quadro da atração comandada por Luciano Huck, é mister que algumas alteração sejam feitas, a fim de que o programa torne-se mais “democrático”.
Fazer com que os candidatos soletrem palavras com um tema pré-definido e que todos eles tenham de soletrar a MESMA palavra já é um bom começo.
Seu texto é brilhante, meus parabéns.
Bel você escreve muito bem.
E concordo super quando você diz que prefere ser “utópica à inerte”.
Realmente precisaamos de pessoas que PENSEM, pensem como você, que é estudando, se esforçando de verdade que se chega a algum lugar (e nem estou falando do fundo do caldeirão..rsrs)
Gostei muito do seu texto. Pena que opniões como essa não sejam divulgadas, porque é como você falou, “se não há audiência, quem paga a faculdade dos guri?”
Texto muito bom! Parabéns ;*
Não a conhecia, realmente você escreve muito bem.
Um texto critico com fundamentos, gostei.
Porém, sempre há um porém…
Na televisão Brasileira hoje, não há um quadro sequer, que incentive o estudo.
Tudo bem, é um método inglês que não combina em nada com a metodologia de aprendizado no Brasil. Aqui, aprendemos a palavra, aprendemos a usa-la. Até onde eu sei e conheço, nos ‘istates’ as crianças são indagadas a soletrar as palavras no aprendizado.
Porém melhor que ciriticar o unico quadro da televisão que apoia o estudo, é enaltecer a atitude e gerar ideias para novos programas, de preferencia um que seja compativel com nosso ‘brasileirês.
No entanto, parabéns
Muito bom, usou muito bem as palavras e fez o texto ficar mais interessante do que já é, é esse tipo de linguagem brasileira que me dá orgulho de ler. Mas agora vou dar um ctrl c+v no que uma pessoa aqui dos comentários disse:
“Deve ser por isso que subestimam as crianças a desafios inaceitáveis”
Não seria “submetem”?
O que dizer? Perfeito!
Soletrem:
A – B-E-L – É – F-O-D-A
Bjos Bel
Comecei a ler seu texto sem motivo algum e confesso que ele me prendeu do início ao fim! A clareza com que passa suas opiniões (que, por sinal, deveriam ser as de todos)é instigante e envolve bastante. Quando você diz “pensemos alto” em uma de suas respostas, resume a versadeira solução para a tamanha alienação que há em nosso país. É uma crítica bem sustentada e acho que ela atinge um objetivo legal, que é incomodar as pessoas. Isso prova como é difícil reconhecer a realidade educacional brasileira.
Parabéns!!
isso ai!
vamos ensinar nossos alunos a arguementar e a estudar coisas uteis!
Mas pra que?
para criticarem com propriedade
coisas tao relevantes quanto um programa de televisao?
se aproveitamento intelectual é o que voce prega, por outro lado, nao parece ser o que segue.
Mais uma pseudo-intelectual aproveitando a abertura da westernet para se promover e massagear o ego.Mas voce é gata, pelo menos isso.Se serve de consolo, eu te dava um trato.
Para finalizar, o principal problema em si, nao está em como é ensinado, e sim o que é ensinado.
chupadinha nessa linguinha sexy .