Arrependimento

Felipe Neto   |  03/02/2010 :: 01:02

Já fiz muitas coisas que hoje categorizo na lista das imbecilidades durante a vida. Mas o que seria dos acertos sem os erros? Qual seria nosso parâmetro para o comportamento ideal e a harmonia, sem o contrapeso do que nos faz mal? É preciso conhecer a fera para poder enfrentá-la. Contudo, no meio de uma vida onde erramos e acertamos, onde deve ficar encaixado o arrependimento?

Há um fato fundamental a ser colocado em cima da mesa antes que possamos julgar atitudes: o ser humano está quase sempre lutando para o seu próprio bem-estar. Isso significa que mesmo uma ação posteriormente julgada como estúpida provavelmente fora realizada com objetivos claros de conseguir alguma coisa. A frustração, contudo, é um dos grandes catalizadores para o arrependimento. Quando não conseguimos aquilo que gostaríamos e, por consequência, ainda temos um prejuízo por conta do ato, a primeira afirmação que chega aos nossos pensamentos é: “como me arrependo de ter feito isso”, ou, mais comum: “se eu pudesse voltar no tempo…”.

Sim, existem atos verdadeiramente estúpidos. Contudo, há também uma linha mais tênue entre o arrependimento sincero e o covarde. Observo, com uma constância maior do que gostaria, pessoas que colocam a culpa de tudo em suas próprias decisões do passado. “Ah, se eu não tivesse largado a faculdade”, “ah, se eu tivesse seguido o conselho de meu pai”, “ah, se eu não tivesse saltado do quarto andar pensando que era o Super-Homem e ficado paralítico” – Ok, a última de fato eu consigo enxergar como arrependimento sincero, mas as demais não passam de bobagens atiradas por covardes. E mesmo o paralítico deve ter plena consciência de sua capacidade.

Não há ação que não gere reação. Nossos atos, sendo ou não estúpidos, tendem a nos devolver consequências positivas e negativas. O cidadão que decide cheirar uma carreira de cocaína sem dúvida viverá momentos de êxtase, mas não preciso comentar sobre os efeitos negativos que podem acompanhá-lo. Nossas bifurcações existenciais são, muitas vezes, como a carreira de cocaína posta em nossa frente, devemos decidir, num misto da personalidade que temos baseada nas influências que nos cercam e nosso código genético, muitas vezes em pouquíssimo tempo. E é aí que muitos outros fatores começam a pesar de forma considerável. A ansiedade, a impulsividade, o estresse, são exemplos de fatores que podem guiar nosso comportamento para atos à margem do padrão, como a carreira de coca. As consequências, lembre-se, podem ser tão maravilhosas quanto trágicas. O que não podemos nunca esquecer, contudo, é de todas as experiências que aquele momento nos proporciona.

Observamos esse tipo de “função comportamental” a todo momento no ser humano. Um homem doido para entrar numa loja e comprar algo em seu cartão de crédito, ou uma mulher com extremo desejo de pular fora de um relacionamento que encontra-se um pouquinho só conturbado, muitas vezes por brigas baseadas na insistência dele não deixá-la ir ao estádio acompanhar seu time do coração. O fato é que, seja nas pequenas ou grandes decisões, as consequências podem ter tamanhos desproporcionais ao que prevíamos. Algumas tequilas a mais e a perda do controle sobre o desejo sexual de um novo homem podem fazer com que uma mulher perca seu marido, enquanto que, no momento, toda a dimensão da coisa parecia infinitamente menor. Uma compra exarcebada pode ser o marco de uma verdadeira catástrofe de dívidas que vão se acumulando num processo de bola de neve até atingir uma situação desesperadora, enquanto que, mais uma vez no momento, tudo parecia apenas uma simples compra.

O arrependimento bate nesses momentos. Nosso cérebro, na tentativa de tentar se defender da dor, imagina as possibilidades do “se”. “Se eu não tivesse me entregue ao amante”, “se eu não tivesse comprado”, “se eu tivesse terminado mais cedo”. Não, a vida não é baseada nos “se’s” a menos que saia da mente de Einstein em teorias só postas em práticas nos seriados de J.J. Abrams. Nossa existência é feita de momentos, sensações, sejam prazeres ou dores. Arrepender-se de algo é automaticamente desejar que sua vida inteira pudesse ser alterada, pois não há ato, por menor que seja, que não tenha completa e total ligação com o que você é hoje.

Por muitas vezes desejei a habilidade de voltar no tempo para poder consertar um erro do passado. Ledo engano. Hoje posso enxergar com clareza, que seja nos erros ou nos acertos, nós sempre temos algo positivo a receber de qualquer consequência. Aprender, tornar a errar, acertar, acertar em excesso e descobrir um erro, todas as nossas ações moldam nosso comportamento, personalidade, caráter, podendo nos levar para profundas depressões ou entusiasmados estados de alegria. O grande ponto central daqueles que perdem seu entusiasmo, contudo, mora na perda de alguma referência.

Enxergar-se como um fracassado é a formula ideal para que você realmente venha a ser um fracassado, pois não existe um único homem vivo que possa ser considerado como tal. O fracasso é o resultado da frustração, mas não há mal irremediável o suficiente que o ser humano não tenha forças para vencer, ou pelo menos não àqueles que ainda possam se mover e pensar. Seja um jovem de dezoito anos que se vê numa situação desesperadora, ou um senhor de sessenta que acaba de decretar falência, sempre há um jeito de recomeçar.

Cada segundo lamentando pode representar um ano perdido. Dores existem, lidemos com elas, mas sigamos em frente, sem medo de cair de novo. Nosso potencial está na determinação e não no pesar.

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Felipe Neto   |  Data: 03/02/2010 :: 01:02
 
 
34 Comentários para “ Arrependimento ”

 

     
    murilo (1): 03/02/2010 às 13:27
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    Caramba! Me lembrei de Efeito Borboleta agora.

    De fato o ser humano é regido em todos os atos por pensamentos egoístas. Até mesmo quando ajuda alguém.

    O efeito borboleta está nesse post.

     
     
    Gabriela (2): 03/02/2010 às 15:05
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    A vida é assim, tentar levar algo de bom mesmo dos piores acontecimentos. Ficar apegado somentes as coisas ruins fazem as pessoas “empacarem”. Não adianta ficar lamentando por algo que passou, né? Foram os erros e acertos do passado que constroem nossa “estrutura”. Ótimo texto :)

     
     
    Rodrigo Gonsalves (3): 03/02/2010 às 15:07
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    Contudo, há também uma linha mais tênue entre o arrependimento sincero e o covarde. – Palavras chaves desse texto.

     
     
    John (4): 03/02/2010 às 16:45
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    Felipe, muito obrigado… Eu sou exatamente ” um jovem de dezoito anos que se vê numa situação desesperadora”, ontem chorei muito, estou triste por algumas coisas, mas aos poucos ja estou me recuperando, e principalmente, criando coragem para enfrentar, errar de novo, aprender.
    Acompanho o Controle Remoto ha pouco tempo mas ja me apaixonei pelo site, e estranhamente, enquanto meu computador ligava hoje eu pensava “eu nao concordo com a frase “so me arrependo do que nao fiz”", acho o arrependimento importante para aprender, e logo depois entrei aqui e achei esse texto falando sobre isso, muito obrigado. As vezes as coisas acontecem por um motivo que voce desconhece.

     
     
    Valéria (5): 03/02/2010 às 16:56
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    Arrependimento,algo tão comum na vida de muitas pessoas.Como disse no texto´Não há ação que não gere reação´,as vezes no impulso tomamos decisões e que as consequências não são tão boas que nos causam frustações no futuro,e depois de feito temos a sensação que a atitude tomada deveria ser evitada,e que por nenhum momento poderíamos ter agido assim.Bom,se as vezes não arriscarmos certas coisas ,nunca vamos experimentar a sensação de algo novo,seja para nos fazer um bem ou mal,a vida é muito curta para pararmos no tempo e relembrando aquilo que deveria ser evitado,no entanto devemos levar a vida o mais simples possível arriscando,e errando para que no futuro possamos atirar algo de bom em tudo que vivemos,de tudo tiramos uma lição de vida.Belo texto,parabéns!

     
     
    vinny (6): 03/02/2010 às 17:54
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    muito bom cara
    texto de arrepiar, o foda que eh verdade tudo isso
    realmente esse texto me deu uma motivacao agora pra algumas coisas, que sempre fico no “se” na vida
    eh sempre errando que se aprende, eu ainda to aprendendo e muito =/

     
     
    claudio (7): 03/02/2010 às 18:52
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    Sábias palavras……

    O arrependimento tem que ser visto como uma forma de crescimento. Se vc se arrepende já é um passo para crescer. O problema é quando a pessoa não se arrepende, não enxerga o que ocorreu e continua no erro.

    Fiz isso por 4 anos, demorei a aceitar meu erro. Me custou muito caro, quase com a vida

    E quer saber, muitas vezes vi meus erros através de textos seus.

     
     
    n_quist (8): 04/02/2010 às 03:42
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    Bravo!

     
     
    Gleidson (9): 04/02/2010 às 04:09
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    “…Hoje posso enxergar com clareza, que seja nos erros ou nos acertos, nós sempre temos algo positivo a receber de qualquer consequência. Aprender, tornar a errar, acertar, acertar em excesso e descobrir um erro, todas as nossas ações moldam nosso comportamento, personalidade, caráter, podendo nos levar para profundas depressões ou entusiasmados estados de alegria…”

    Oo texto poderia ser resumido somente nesta frase. Nós seres humanos, apredemos mais quando erramos, do que quando acertamos. Acho que o arrependimento mata sim, porém, mata quando não procuremos acertar o mal que podemos fazer a outras pessoas, ou quando perdemos uma oportunidade e não corremos atras novamente.

     
     
    Alison (10): 04/02/2010 às 05:09
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    “não há mal irremediável o suficiente que o ser humano não tenha forças para vencer, ou pelo menos não àqueles que ainda possam se mover e pensar.

    Se mover, tudo bem..
    Agora pensar.. tá difícil.
    [Difícil encontrar seres pensantes]

    Ótimo texto !

     
     
    Vinicius Fleury (11): 04/02/2010 às 05:10
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    Muito bom cara!
    Não me arrependi de ler esse post (rssrsr)…
    Demorou pra escrever de novo heim? Todo dia entrava no CR e lá tava o Jim Carrey rindo pra mim. SEMPRE.
    Conheci teu blog a cerca de uma semana, e foi meu fiel amigo aqui no estágio quando não tinha trabalho. Pode acreditar, já li o blog todo! Desde os primeiros posts sem imagem (se não me engano, foi porque mudou o servidor né?), até esse… E o Lingerie Day (esse devia ser feriado nacional, com direito a caracterização).
    Valeu cara, abraço (e escreve mais)!

     
     
    Marcus (12): 04/02/2010 às 07:43
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    Bom… o planejamento é a alma do negócio.
    Idealizar um futuro que você quer para si e correr atrás dele são, para mim, atitudes fundamentais na procura da felicidade.
    Com planejamento voce vai tomando as atitudes que melhor lhe convém e assim evita erros. Claro, os imprevistos existem e tomam, em média, muito mais tempo do que o necessário para realizar determinados planos. Ai entra a capacidade de assimilar os erros imprevistos, crescer com eles e ganhar experiencia necessária para não comete-los novamente.

    Ainda não sei se conquistar o futuro que eu desejo me trará de fato felicidade, afinal ainda falta muita coisa e é claro, o que quero sempre muda no percurso, mas neste mesmo percurso eu me deparo com inumeros momentos de auto-reconhecimento e satisfação.

     
     
    Felipe Medeiros (13): 04/02/2010 às 12:04
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    Animal o post, me identifiquei bastante.

    E citou uma coisa que e sempre pensei comigo msmo.

    Toda atitude que qualquer pessoa tome ela toma(ela toma de novo ficou estranho, como seria?^^) com a idéia de que é o melhor no momento. Você ainda complementou falando que ela no momento pode enxergar a reação menor do que ela realmente será.

    Muito bom!

    Abrá!

     
     
    Luiz (14): 04/02/2010 às 12:10
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    Eu penso que o “se” seja um aspecto natural humano. As pessoas sempre estarão falando “se” querendo ou não, não vejo o “se” como uma aspecto positivo ou negativo, vejo como aspecto humano, a diferença está em como cada um lida com o “se”. Penso também que o arrependimento covarde possa ser uma mutação do arrenpedimento sincero. Enfim, chorar leite derramado não adianta, mas acho que o “se” e arrependimento, covarde ou não, são características que não podemos colocar em um chip, ainda bem. Aliás, bom texto.

     
     
    Daru (15): 04/02/2010 às 12:26
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    Deve ser por causa desse arrependimento que eu fiquei até os doze anos no video game, como eu gostaria de ter um “Save Game” na minha vida. Ainda hoje, poder tomar decisões e voltar àquele ponto caso as coisas não saiam como planejado. Na real eu já escrevi sobre isso numa época mais melancólica da vida: http://discutindocommeusmonologos.blogspot.com/2009/09/save-game.html

    Não tá grandes coisas, mas os tempos eram outros.

    O problema maior é ficar imaginando possibilidades futuras de “e se”, sabendo que é quase impossível ou até mesmo nem se tem tanta pretenção em concretizá-las.

    A propósito, “fórmula” no último parágrafo está sem acento. Abraço.

     
     
    Rubia (16): 05/02/2010 às 05:08
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    Sempre pensei nisso, que os erros são fundamentais para aprendermos, ter experiências. Porém, se fossêmos mais espertos, aprenderíamos com os erros dos outros, e nos pouparíamos do sofrimento vão.
    Mas como diz o ditado: vivendo e aprendendo.
    E só pra comentar, achei hilária sua participação na Receita do Ana Maria Brogui ;) Ri mto!!!
    Abraço.

     
     
    Felipe Liberato (17): 05/02/2010 às 06:42
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    Bom texto… Existe frase mais imbecil do que “só me arrependo do que não fiz”? Na verdade, todo mundo tem algum arrependimento e todo mundo tem atitudes imbecis de vez em quando… Cabe a cada um aprender com isso e tentar ser uma pessoa melhor. Problema é que ninguém aprende com o erro dos outros só com os seus próprios. Por isso, experiências de vida são fundamentais. Bom trabalho!

     
     
    Jaqueline (18): 05/02/2010 às 10:57
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    Simplesmente o melhor texto que já li nesse blog.
    Parabéns Felipe, a sua visão sobre o tema e a abordagem que você fez foi extraordinária!!
    De fato, tudo o que fazemos nos traz algo de bom, vai de nós enxergarmos isso!
    Abraços

     
     
    Fernando (19): 05/02/2010 às 12:02
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    Post muito bom.

    Só é foda quando vc percebe o erro e não dá mais tempo de corrigir.

     
     
    Rick (20): 05/02/2010 às 12:49
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    Deitou Felipão..
    tenho um amigo que diz sempre “eu não me arrependo de nada que faço, se eu fiz, eu queria naquele momento, cabe acatar e aceitar as consequências disso”. Peguei essa frase pra mim também, seu eu fiz, eu queria fazer. Cabe a mim agora administrar as consequências dos meus atos.

    x)

     
     
    Matheus Nerd (21): 05/02/2010 às 16:35
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    Aquele que diz que nunca errou está errado e aquele que diz nunca ter mentido já está mentindo…
    Alegre-se pelo dia ruim de hoje:amanhã será pior…

     
     
    Steve (22): 05/02/2010 às 17:19
    Gravatar

    Eu acesso seu site mais pra ver você discutindo com os outros do que para ler seus textos.

     
     
    Linksôônia – Links para o fim de semana [69] | Insoonia (23): 05/02/2010 às 17:34
    Gravatar

    [...] 9. Arrependimento [...]

     
     
    Sr. Sincero (24): 05/02/2010 às 18:43
    Gravatar

    “Enxergar-se como um fracassado é a formula ideal para que você realmente venha a ser um fracassado, pois não existe um único homem vivo que possa ser considerado como tal.”

    Não entendi essa parte aqui não, fio! Afinal se considerar um fracassado te torna fracassado, como é que não existe nenhum fracassado? Por acaso ninguém se enxerga fracassado, então?

    O que eu quis dizer é que o “fracassado” só é legitimado quando morre. Pois antes disso, ele tem a força pra seguir em frente.

     
     
    Leo Oliveira (25): 06/02/2010 às 13:43
    Gravatar

    OTIMO!

     
     
    myllisLima (26): 06/02/2010 às 14:30
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    tava precisando ouvir (ler) algo assim, obrigada.

     
     
    luiza (27): 06/02/2010 às 14:32
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    pqp, tu é um merda :s

     
     
    Rafael (28): 07/02/2010 às 22:30
    Gravatar

    Isso me ajudou esclarecer muitas coisas.
    Obrigado!

     
     
    Paulo 'Shiroh' Candido (29): 08/02/2010 às 05:42
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    “Que as coisas sejam assim: suas conquistas, suadas; Suas derrotas, válidas.”
    Esse era o lema do meu grupo de amigos quando eu fazia SENAI, lá pelos meus 14 anos. Curiosamente, são meus melhores amigos até hoje…
    Esse assunto que você tratou é diário e sempre ocorrente; seja quando não tomamos um copo de água e ficamos com sede o dia inteiro porque cinco minutos depois a água acaba ou quando aceitamos a proposta daquela ‘amiga colorida’ para uma noite fora dados dois anos de casado sem trair… Isso tem muito a ver com a nossa porcentagem de ID, Ego e SuperEgo, mas este já é outro assunto…
    Gosto muito dos teus textos, cara. Parabéns, a gente precisa de sites límpidos nesse oceano de porcaria cibernética…

     
     
    Bruno Akimoto (30): 09/02/2010 às 05:33
    Gravatar

    Vivendo e aprendedendo, errando e se #%$&*@¨ ;)

     
     
    Gabriel (31): 09/02/2010 às 17:51
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    Cara, não tenho palavras para elogiar teu texto. Mesmo nesses assuntos “cliches” da vida, tu consegue fazer um texto que foge da “mesmisse” que lemos em livros e revistas e nos mostrar um texto que realmente preste.

    Espetacular. Vou guardar a página nos meus Favoritos, para ler quando eu algo der errado e eu me arrepender de algo. Ou qualquer outra coisa desse tipo.

    “Enxergar-se como um fracassado é a formula ideal para que você realmente venha a ser um fracassado, pois não existe um único homem vivo que possa ser considerado como tal. O fracasso é o resultado da frustração, mas não há mal irremediável o suficiente que o ser humano não tenha forças para vencer”

    Era exatamente isso que eu estava precisando ler. Valeu, Felipe,

     
     
    Anna (32): 10/02/2010 às 16:34
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    Rapaaaz, antes eu te achava só um bom escritor, agora eu te vejo como um grande pensador. Tudo que você escreve, nossa, é tão maravilhoso. Se eu der parabéns seria como se você não tivesse capacidade para escrever isso, então só vou dizer que essa filosofia que tu apresentaste eu vou lembrar por muito tempo, pode ter certeza.

     
     
    Victor (33): 05/05/2010 às 11:47
    Gravatar

    Um dos melhores textos que já li.

     
     
    karina (34): 17/08/2010 às 10:04
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    Putz de todos os seus textos que li,e diga se de passagem adorei,me encantei mais por esse.Parabens Felipe Neto.

     

 

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