Coluna semanal de Marcel Albuquerque
Quando uma porta se fecha, é aberta uma janela. Mas e quando cai um muro, o que sobe? Quando desmorona o escudo, é conhecido o cavaleiro – a realidade é apresentada. A Guerra era fria, só que a coisa esquentou pelo mundo: Bin Laden armado pelos EUA para enfrentar a URSS; em Cuba, mÃsseis apontados para o norte do continente; Duas Coréias; Duas Alemanhas; Duas ideias – mas uma prática nem tão diferente; Aquela menina que você conhece, com o peito partido tão cedo, queimada no Vietnã; Infelizmente, o Che que partiu, mártir que virou, também não era o que você, leitor, deseja de fato.
Numa coincidência que remexeu Marx no túmulo, o concreto cedeu duplamente: foi derrubado, mais que um muro, a crença num mundo pautado nas necessidades; Efeito em cadeia, peças de dominó em queda sobre outras peças. Alexis, que perdeu sua irmã para o Governo Militar, jamais poderia perdoá-lo, mas exatamente por isso também não tinha coragem para um enfrentamento. Por conseguinte, mesmo com seus olhos temporariamente vermelhos de raiva, seu lugar era a inércia. Com o término da ditadura, talvez houvesse tempo do sonho socialista. Não, não deu. A União das Repúblicas Socialistas Soviéticas se esfacelou e, de repente, tudo ficou muito confuso, não havia mais referências, era uma batalha perdida, sem companheiros. O mundo estava em paz, dizia o telejornal.
Agora, Alex já podia viver para ele mesmo, sem a amargura da Ditadura que o impedia de ser livre. Afinal, o mundo estava em paz e não havia exatamente ao que se contrapor. Nesse cenário, é muito mais difÃcil apontar os vilões. Alguns anos depois, Alexis voltou ao Brasil, com Doutorado sobre Meio Ambiente. Tornou-se uma referência, pois o novo inimigo era a natureza, visto que o capitalismo é justo…mas, não, a natureza é amiga…então, por que se luta contra ela? Ah, não é contra ela? É contra o que fazemos com ela… hum. Mas então é culpa do capitalismo? Não, não. A culpa é do indivÃduo, segundo o que Alexis leu onde mandavam ver.

Apresentava palestras sobre aquecimento global, ilhas de calor, derretimento das calotas polares. Tudo verdadeiro e preocupado com o mundo. Mas qual mundo? O fato é que caiu um muro, mas emergiu uma bolha. Transparente, porém, aparentemente, intransponÃvel. O doutor percebia a pobreza ao seu redor, mas ou não era culpa e responsabilidade dele ou, se era, ele não sabia o que fazer e, na dúvida, nada fazia de fato. Não desperdiçava água, mas jogava fora sua comida – separada para a coleta seletiva, é claro.
Nos últimos anos, tem trabalhado como consultor de uma transnacional, num setor de marketing referente ao ‘Desenvolvimento sustentável’ – uma proposta de um capitalismo menos predador e mais parasita. Entretanto, outro dia, tal empresa demitiu mais de dois mil funcionários, por causa de queda brusca em suas ações na bolsa. O emprego de Alexis, hoje, é colaborar com elementos crÃticos à s conseqüências da produção em massa, mas a empresa nem por isso produz menos.
Alexis comprou outro carro e foi comemorar o sucesso de uma campanha publicitária, num restaurante nada modesto. Pegou o maldito engarrafamento. Fazia tanto calor que era possÃvel ver o vapor tremendo a imagem do mundo. Por ali, veio um menino pedir para lavar o vidro da frente, mas ele estava irritado. Mal olhou pro garoto, quase invisÃvel – seu sucesso fez do peito uma muralha, porque o empregado do futuro deveria estar acima de sentimentalismos, dizia o chefe de seu departamento.

Bebeu um pouco mais, nesse jantar. Saiu de lá com dois amigos a fim de procurar mulheres. Foram a uma boate, beberam um pouco mais do que o a mais. Não conseguiu ninguém, de tão irritantemente fora de si. Pegou o carro, e não discernia que as luzes na Lagoa eram da árvore de Natal e no morro eram tiros de fuzis. Foi atrás de prostitutas, parou na calçada e colocou uma pra dentro do carro. Não conseguiu fazer muita coisa além de demonstrar como aquela mulher deveria largar aquela vida – nada fácil.
Largou ela pela rua, irado com sua contÃnua impotência que ele chamava de liberdade. Pegou uma rua errada e, sem conhecer o lugar, parou pra ver o que acontecia com um de seus pneus, que parecia furado. Azar, teria de encarar seu algoz. Alguém esperava a chance de conseguir dinheiro pr’uma chuteira como a do Cristiano Ronaldo e um cordão de ouro, com a inicial de seu nome. No peito já havia um “Jâ€, um João Ninguém perto de Alexis; Ele era mais novo que o filho de Alexis, devia ter uns quinze ou dezesseis anos. O menino que não era do tráfico nem nada, apenas queria ter o que via na vitrine, assim como você, que me lê, quer. Eis que apontou a arma para Alexis e gritou “Perdeu, perdeuâ€. Alexis correu em volta do carro e o menino nervoso, sem saber o que fazer, ficou atrás dele, esdruxulamente correndo em cÃrculos. Alexis foi em direção a uma rua, infelizmente sem saÃda, e o menino que poderia levar o carro, ainda com a chave na ignição, coberto de adrenalina – talvez também alterado por alguma droga – disparou. Precisou de quatro balas para matar Alexis, o qual em seus momentos derradeiros, teve seus olhos marejados, vermelhos novamente, por saber que ia morrer e por perceber que o culpado de sua morte sabia tanto o que fazer quanto ele. A muralha no peito de Alexis foi destruÃda, mas era tarde.

A empresa de Alexis fez questão de procurar o garoto, que acabou sendo preso depois do alarde nos jornais. O coitado já tinha dezoito anos, apenas era raquÃtico devido à má alimentação quando criança. Na cadeia, não haveria reabilitação, pois não seria possÃvel mudar seu comportamento se na prisão a realidade reifica tanto o que há do lado de fora e, quando se está do lado de fora, a realidade é a mesma de antes.
Alexis morreu e a empresa em que trabalhava também derrubou algumas árvores, nesse mesmo dia. Um grupo de ativistas invadiu a cede, pichou paredes e destruiu alguns vidros. Também não sabiam fazer muito mais que isso, porque na verdade todos são responsáveis pela realidade. As coisas só são o que deixamos que sejam e cada um é exatamente aquilo que poderia ser, dentro da gama limitadÃssima de possibilidades que a vida proporciona.
E você, leitor, ser hÃbrido que é, provavelmente de classe média, não sabe com quem concordar, o que pensar e, principalmente, o que fazer. Afinal, é evidente que há injustiça no mundo, só que você não consegue ser contrário na prática, porque é beneficiado por ela, miseravelmente, e se contenta com isso. Mas, estúpido que suponho não ser, sabe que é preciso mudar, só que não a boca. Lembre-se que, neste exato momento, alguém não tem o que colocar nela e você, caso queira mais que comida e palavras tolas para enchê-la, saiba que ideologias não morrem, entram em coma.








































Ótimo post.pena que o poder de mudança esteja nas mãos dos que não querem mudar.
Mudança, palavra que não existe no governo.
É amigo as pessoas são hipócritas…
ótimo post e vc felipe o que vc faz para diminuir as injustiças existentes no nosso paÃs??ou vc é mais um que não consegue ser contrário a elas, e se contenta com que a sociedade lhe impõe.abcs
—
O texto é do Marcel, como especificado.
E sobre o que eu faço, tenho 21 anos e não sou um revolucionário. Escrevo para tentar mudar, nem que seja apenas UMA pessoa.
Pode parece meio clichê mais, acho que qualquer um tem o poder de mudança. Basta fazer por você, sem se importar se o outro ta fazendo a parte dele.
“Há um muro de Berlim dentro de mim
Tudo se divide, todos se separam
Duas Alemanhas, duas Coreias
Tudo se divide, todos se separam.”
É difÃcil mesmo se posicionar contra ou a favor de algum dos personagens, ainda mais quando, mesmo que fictÃcios, são reais, e pior… já que são opostos, necessariamente, somos um deles. Uma vez, numa aula de história, me deram um jornal que tinha como manchete o roubo do Rolex (nem sei se a escrita é essa) do Luciano Huck e a pergunta foi: “Então, a culpa é de quem?” Num impulso óbvio, eu disse que era do ladrão, mas será? Como você mesmo disse, talvez ele só quisesse ter um igual e não podia. Ah, mas isso é inveja? É errado? Não sei. Assim como também não sei se o socialismo é o certo e, considerando que essa ideologia não seja a em oposição, também não sei se o capitalismo é errado. O que penso é que a melhor forma de fazer com que algo seja diferente é dar oportunidades, sabe? Será que o pivetinho roubaria o relógio se tivesse oportunidade de ter um? Ou melhor – porque o relógio é um exemplo fútil -, será que haveria tantos roubos se o alimento fosse possibilidade pra mim e pro moleque da rua? Eu não falo da distribuição IGUALITÃRIA pra todos; sinceramente, acho que não o princÃpio não é esse, mas, se há de haver qualquer coisa devida e igualmente repartida no mundo, que assim sejam as oportunidades, deve ser isso que faz a diferença.
Ah, se a questão é que todo mundo tem o por de mudança… bom, não sei, mas que o poder é de quem pensa e questiona… Ah, isso é sim!
Parabéns pelo texto, Marcel. O melhor de todos, pra mim.
Já estava um pouco cansada de ler sempre as mesmas coisas nos blogs da vida… aà me deparei com um texto que me deu vontade de chorar… Parabéns pelo texto Marcel, nos faz refletir sobre nossas atitudes.
Parabéns!
ps.: Sabe aqueles chatos que leem todas as palavras do texto? Sou uma delas… ali no penúltimo parágrafo não seria sede ao invés de cede?
Um texto bom para se refletir.
Em que mundo vivemos? O que é certo e o que é errado?
Creio que entender o mundo em que vivemos é essencial. Dentro do capitalismo não se pode alimentar a todos no planeta. Além disso, um sistema que prega competição ao invés de colaboração não pode ser visto com bons olhos, pode?
As questões da moral e da ética estão muito além da minha modesta compreensão sobre filosofia, mas acredito que dentro desse sistema corrupto em que vivemos, as respostas estão bem mais distantes.
Parabéns pelo texto
Abraços
O texto está bom sim, mas não é o melhor de todos.
Tem um erro de digitação lá em cima, né? Está escrito cede em vez de sede no penúltimo parágrafo.
Ah, claro, não podia mesmo ser o melhor de todos, porque um erro de português desconstrói toda a inteligência de quem o escreveu… Ah, faça-me o favor.
Minhas parabelizações!
A cada texto que leio nesse blog repenso minhas idéias sobre determinado assunto.
O engraçado é que estou com 13 anos, então enquanto leio seus textos volta e meia encontro uma palavra que não sei o significado e vou procurar no dicionário(então posso usá-las com meus colegas insipientes muahaha :p ).
Parabéns novamente, abraços.
Desta vez, não foi nada proposital. Erro de português mesmo, coisa de gente de verdade – perdoem-me!Às vezes, esqueço como se escreve alguma palavra…pra ser sincero, até esqueço como se FALA, vez ou outra!hahaha
“Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.
E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo”
[Eu teria colocado a citação em itálico, mas também não sei como fazer isso...=) ]
Lucas: Talvez ‘mudança’ e ‘governo’ – seja qual for – não sejam possibilidades simbióticas.
Clarissa: ObrigadÃssimo!É exatamente esse tipo de sentimento que quero provocar – e se der pra vc levar pro teu mundo prático, melhor ainda, né?hehe
Glanzel: hahaha…maneiro, cara. Comecei a escrever mais ou menos na tua idade. Só toma cuidado, porque, à s vezes, eu também escrevo errado, heiN!hahaha
Ricardo: O texto é meu, logo sou o responsável por ele. Pode ter certeza, você não tem metade da angústia q’eu tenho por colaborar pr’este sistema. Mas a verdade é que não tenho uma resposta concreta em oposição, apesar de viver pensando nisso. O que faço?Vira e mexe, negligencio – como todos – pela covardia e interesses particulares. Entretanto, ao mesmo tempo, tô me formando em Ciências Sociais, tanto para ser um teórico como para ser professor. Ah!E escrevo num blog(sabe?haha), com a pequena ambição de provocar reflexão. Ainda posso e devo fazer mais, só que esse é o passo que posso dar nesse momento.
Glanzel, Ricardo e J.Tavares/Julya/meu amor: O poder de mudança não reside apenas no governo. Até porque, o poder está em todas relações sociais. Portanto, mudar uma hierarquia familiar ou uma submissão à religião, por exemplo, já é mudar o poder. Mas o fato – infeliz – é que poucos querem, tentam e conseguem mudar sua realidade, em quaisquer que seja o grupo social referido. Resta-me estimular vocês a mudarem.
A hegemonia de qualquer grupo ou pessoa se deve, além da conformação dos subordinados, à falta de força deles. Mas, não se esqueçam, existem mudanças e revoluções. Qual camponês apostaria no fim do Antigo Regime na França e qual mulher diria, cem anos atrás, que poderia sustentar sua casa, sendo casada?
“Enquanto houver pessoas com espÃrito de servos, haverá senhores”
Aê, socialismo. \o/
Pena que é muito dificil por em prática. =/
Muito bom o texto! Só algumas coisas me deixam meio assim. Quando se diz que uma pessoa rouba por querer o que está na vitrine, qual as consequências disso? Culpar um sistema pela desonestidade? Vitimizar o marginal tornando uma alienado do sistema capitalista? Culpar um sistema de consumo abstrato por um ato concreto de uma pessoa também concreta é ser bastante sociológico e demagógico, duas coisas que nunca me são bem vistas.
Certas coisas podem te ajudar a entrar no mundo do crime mas a ambição, o querer sempre mais é intrÃnseco no homem. O crime sempre estará ai, pq o homem é um animal que pode ser corrupto. Porém espero e sonho que os corruptos cresçam assim como a justiça pra julgá-los, condená-los e numa utopia, colocar todos no eixo. Nesse meu sonho, tornar o meliante uma vÃtima não está no manual.
Sem dúvidas textos com crÃticas ao atual modelo de capitalismo são essenciais. Mas ,direita que sou(?), acho complicado confundir crÃticas ao atual modelo e ao capitalismo em si. Seria como o pequeno socialista ter que se paupar somente no socialismo real, totalmente falho. Acho que a desigualdade é enorme primeiramente porque não há educação. E falta de educação não tem nada a ver com capitalismo e sim com vontade polÃtica/pública. Além disso, o capitalismo só chega em alguns lugares com seu ônus e em outros com o bônus. Um capitalismo selvagem, sem condições de trabalho, ecologicamente errado etc. Contra isso vale a pena lutar
Muito bom o texto, eu pretendo que um dia essas muralhas sejam derrubadas com a razão e as palavras…
Pena que não haja um Neo pra nos salvar da Matrix.
Belas palavras.
Com esse texto não sei se a galera vai se identificar como na maioria. Realmente ainda não vivi nada disso, no máximo algo parecido, mesmo assim em escala bem reduzida.
De qualqur forma acho que captei o espÃrito da coisa. Se assim for, gostei dele e tu merece os parabéns mais uma vez.
Abraço.
Ótimo!
Houve um tempo em que eu não sabia o que fazer e não fazia nada.
Um amigo meu dizia: erre, mas tome uma atitude. Só não podemos nos deixar levar pela inércia e, isolados em nossos próprios mundinhos, deixar que os outros decidam por nós. Parabéns pelo ótimo texto!
Beeijo
PS: “E sobre o que eu faço, tenho 21 anos e não sou um revolucionário. Escrevo para tentar mudar, nem que seja apenas UMA pessoa.” Babei na resposta ^^ haha
Esses contrastes fazem parte da selvageria do capitalismo. Os EUA são o maior exemplo dessa selvageria.
Esta mundo esta uma merda mesmo.
parabéns, realmente depois que eu passei a ler suas matérias, sempre procuro ver as coisas de maneira diferente, de maneira mais clara e sempre procurando ver os dois lados da história…abcs
É rapaz, tu não tens o talento que teu primo tem para escrever.
—
Pq as pessoas gostam de ofender com mentiras? Pelo menos tente ofendê-lo com alguma verdade.
Quanto mais eu estudo o socialismo, mais me dá vontade de ser capitalista, imagine viver em uma sociedade utópica…
Para fins reflexivos:
Direita e Esquerda
Uma certa universitária cursava o sexto semestre da Faculdade.
Como é comum no meio universitário, ela estava convencida de que era de esquerda e estava a favor da distribuição da riqueza.
Tinha vergonha de que o seu pai fosse empresário e conseqüentemente de direita, portanto, contrário aos programas socialistas e seus projetos que davam benefÃcios aos que mais necessitavam e cobrava impostos mais altos para os que tinham mais dinheiro.
A maioria dos seus professores e alunos sempre defendia a tese de distribuição mais justa das riquezas do paÃs.
Por tudo isso, um dia, ela decidiu enfrentar o pai.
Falou com ele sobre o materialismo histórico e a dialética de Marx, procurando mostrar que ele estava errado ao defender um sistema tão injusto e perverso como a direita pregava.
Seu pai ouviu pacientemente, como só um pai consegue fazer, todos os argumentos da filha e no meio da conversa perguntou:
- Como você vai na faculdade ?
- Vou bem, respondeu ela. Minha média de notas é 9, estudo muito mas vale a pena.
Meu futuro depende disso, eu sei ! Não tenho vida social, durmo pouco, mas vou em frente.
O pai prosseguiu:
- E aquela tua amiga Sônia, como vai?
E ela respondeu com muita segurança:
- Muito mal. A sua média é 3, ela passa os dias no shopping e namora o dia todo. Pouco estuda e algumas vezes nem sequer vai às aulas. Acho até que ela é meio burra. Com certeza, repetirá o semestre.
O pai, olhando nos olhos da filha, aconselhou:
- Que tal se você sugerisse aos professores ou ao coordenador do curso para que sejam transferidos 3 pontos das suas notas para as da Sônia.
Com isso, vocês duas teriam a mesma média. Não seria um bom resultado para você, mas, convenhamos, seria uma boa e democrática distribuição de notas para permitir a futura aprovação de vocês duas.
Ela indignada retrucou:
Coisa nenhuma! Trabalhei muito para conseguir essas notas, enquanto a Sônia buscava o lado fácil da vida.
Não acho justo que todo o trabalho que tive seja, simplesmente, dado a outra pessoa.
Seu pai, então, a abraçou, carinhosamente, dizendo:
- BEM-VINDA À DIREITA!!!
No pára-choque de um caminhão no Sudeste do Brasil:
“Trabalhe duro. Milhões de pessoas vivendo do fome-zero estão dependendo de você.”
E aà esquerda ou direita???
Não é ofensa… é opinião.
Blogs geralmente são abertos para tal, não são!?
Ah, mesmo não possuindo o mesmo talento, possua uma caracteristica que ele não tem. Debata as crÃticas, disserte sobre tuas ideias e não finalize discussões dizendo “fim do assunto, não quero mais falar sobre isso”.
Parabéns pelo texto, muito bom mesmo!
“Ideologias não morrem, entram em coma”
Essa frase, por incrivel que parece, me anima. É reconfortante ver um texto tão bem feito e carregado de ideias quase mortas nos nossos dias, aqui, na web.
Concordo com vc, mas pra ser sincero, tenho boas perspectivas para o mundo, ainda, talves não para o Brasil, neste momento, mas para o mundo sim…
[...] Texto: Paz acalorada [...]
Parabéns pelo texto! Um dos melhores que li nos últimos tempos. Parabéns também por manter o nÃvel, li alguns comentários de alguns dos citados no último parágrafo, e alguns que não aparentam nada hipócritas em relação ao que pensam (não querem nem saber)…
Historicamente, uma REVOLUÇÃO não acontece até que o sofrimento da MAIORIA chegue a um ponto crÃtico, ou uma mudança absurda em prol da MINORIA ocorra (neste caso, tal revolução é geralmente oprimida). Acho que mostrando a realidade, argumentando, PROTESTANDO, DIVULGANDO e fazendo a nossa parte todos os dias, estamos ajudando da melhor maneira que podemos, mostrando a cada vez mais pessoas o que realmente esta ocorrendo, tirando a ideologia e a revolução do coma citado. Abraços.
Sebastião, será coincidência teu segundo nome ou o conservadorismo tem origem?
Não vou te dizer que sou favorável a todas divisões, porque muitas são descabidas. Prezo é pela reciprocidade; pela promoção de condições de exploração mútua – pois sempre haverá. Aspiro que haja, de fato, a possibilidade, ainda que embarreirada e estabanada, de sermos sujeitos de nossa história…e não servos de uma minoria Ãnfima.
É claro que, em muitos casos, minha posição é confortável. Não q’eu tenha lá dinheiro, mas não preciso d’uma revolução para viver. Entretanto, sou co-autor do sistema e, por isso, também responsável por ele; Já no caso da tua ilustração pessimista/reacionária/direitista, só posso dizer é que seria um equÃvoco, visto que a divisão da nota não estaria indo no cerne da questão,diferentemente do materialismo.
Não sou exatamente socialista, devo destacar; sei, ainda que de maneira embrionária o que quero, mas ainda não é hora – nem o lugar – para expôr. Em breve, você vai saber, pode deixar!;)
n_quist, fique à vontade pra criticar. Sou humilde o suficiente pra saber que tenho muito o que melhorar. De fato, nem me acho lá um bom escritor, sou apenas alguém que vive pensando em possibilidades pra vida. Ou melhor, que vive pensando – t’aÃ: isso eu faço bem.
Mas, pra ser sincero, não acho que faço isso mal, não. Além do ego um cadin ferido, não ligo lá pro que avaliam, mas sim pr’os efeitos dos meus textos. De qualquer forma, exponha mesmo teu desgosto e, de preferência, aponte tuas crÃticas objetivamente…
De certo, lembro-me exatamente de não dizer que você não tem talento pra escrita. Na verdade tem, mas ainda não se sobressai sobre teu primo. Interpretação de texto é importante pra comunicação ser efetiva.
Mas, mais uma vez opinando, acho que logo se sobressairá, caso ele insista em escrever sobre polêmica debatidas nos programas sensasionalistas dos canais abertos da televisão.
Obs. Este texto foi o que eu mais gostei, dos que você escreveu.
Obrigado pelo contra argumento. Esperamos os proximos textos.
“Evolução é consequência de desenvolvimento de ação natural” Charles Darwin – A origem das espécies. Cap.IV – Processos Evolutivos.