Seria a justiça, vingança? Seria a justiça, inferno? Seria a justiça, perdão? Por séculos e mais séculos o homem vive lutando pelo convívio harmonioso em sociedade, mas caindo em suas próprias armadilhas da ganância pelo poder. Numa mistura heterogênea de complexos seres formados por uma infinita variação de influências, a falibilidade tem como resultado arestas que precisam de reparo, as quais normalmente denominamos como conflitos. A evolução social levou à criação do judiciário para que, assim, pudéssemos ter, além de uma consciência tranquila, justiça. Mas será que temos?
O que seria a justiça humana? Tendências me levaram a acreditar que, mais que uma correção, a justiça é um sentimento. É a satisfatória sensação de saber que seu caso, por mais profundo e agonizante que seja, foi corrigido de acordo com os interesses humanos baseados na lei do retorno. Uma mescla de pensamento quase infantil que nos remete ao simples: errou, tem de pagar. Mas a vida, que desde seu surgimento demonstra o quão incompreensível pode ser, não resume-se a simples sentenças, redigidas no conforto de poltronas prostradas atrás de belíssimas mesas de mogno. A justiça, quando feita, pode na verdade funcionar como uma gigantesca máscara para o terror mais profundo que habita a sociedade humana. Aquele que todos nós, lúcidos senhores com acesso a educação, saúde e saneamento, lutamos com todas as forças para ignorar e fingir sua não existência: a realidade de que, mesmo o mais violento de todos os assassinos na história da humanidade, pode ser a maior vítima de todos os casos.
Sentados em nossos computadores, lendo nossos livros fantasiosos, assistindo a comédias baratas na televisão, envelhecemos como burgueses inertes, parados à sombra do que nos favorece, à margem da sorte de não termos nascido na periferia. A inércia nos leva a crer que o mundo deve girar baseado em nossos interesses, em nossas vontades, sem nos causar prejuízo. Como resultado, tornamo-nos ferramentas para a manutenção de um sistema opressor que trabalha em detrimento dos desfavorecidos em nascimento para poder favorecer a classe dominante, nós. E nessa luta desigual, onde a linha da hereditariedade já define se você terá ou não oportunidades, as maiores vítimas são esquecidas.

O ser humano, em maioria, desenvolveu uma sede por vingança. A justiça, por si só, tornou-se exatamente isso. Ladrões, assassinos, estupradores, pedófilos, todos foram execrados da sociedade, tratados como lixo e penalizados de acordo com o tamanho de seus crimes. O homem revoltou-se contra padrões de conduta baseados na razão ilógica da morte e tortura, atirando ao fogo os responsáveis. A Bíblia condenou-os ao inferno, o homem ao cárcere ou à própria morte. E na evolução desse processo, perdemo-nos, pois passamos a avaliar o desvio de comportamento como causa e não como resultado. “Aqueles que erram, merecem punição” – Mas e se o erro for consequência de nossa própria sociedade?
Gordon Northcott foi um cidadão que sequestrou, molestou, torturou e matou à machadadas diversas crianças (todas do sexo masculino). A história é contada (embora de forma muito mais suave) pelo filme “A Troca”. Na produção, vemos a dor de Christine Collins, que voltou para casa após o trabalho e descobriu que seu menino não estava mais lá. Nesse momento, sentimos a dor e a angústia como se nosso próprio filho fosse (dadas as devidas proporções) e, então, percebemos nossa sede por vingança. Torna-se uma tarefa hercúlea olhar para o rosto sorridente do fascínora posando para fotos da época e não sentir uma raiva súbita (sim, ele já estava na mídia e já sabiam que era o culpado).

Pelo desejo de vingança, e não justiça, Northcott foi condenado à forca e executado dois anos após o julgamento. Christine, tenho a certeza, não sentiu felicidade, mas como praticamente qualquer mãe presente nesta Terra, teve a sua sensação de justiça. Ela estava lá, no último suspiro, para observar.
Até onde vai nossa sede pela vingança e completa cegueira para os reflexos da sociedade que nós mesmos criamos e sustentamos? Muitos Northcotts aparecem diariamente nos telejornais. Ladrões mortos, estupradores executados em cadeias, grandes assassinos sofrendo condenações perpétuas ou de morte nos Estados Unidos. Ou, em menor escala, mesmo um pequeno bandido sendo condenado já causa a sensação de vingança, ou seria justiça, nas mentes dos que tiveram sorte. E os que não foram tão fortuitos?
Northcott, assim como todos os serial killers que já estudei, era nitidamente uma vítima social, nascido em um local de completo desprendimento dos padrões sociais comuns. O simples fato de que sua própria mãe era quem o ajudava a molestar, torturar e assassinar as crianças já prova isso. Mas como poderíamos tratar ou observar com carinho um ser humano que foi capaz de tais atos? Como uma mãe seria capaz de perdoar o homem que desmembrou, com um machado, o ser que ela mais amava na vida? Até onde vai o desejo humano por justiça? Matar Northcott, ou até mesmo dar-lhe a prisão perpétua, o que não foi o caso, não são exemplos de justiça, mas de vingança pela punição. Uma vingança que torna-se latente e praticamente necessária para o comportamento humano desencadeado pelas influências de séculos de evolução social. A correção pela espada passa a servir de exemplo, um modo de manter a sociedade mais coesa através do medo da punição, o que deixa claro nossas grandes falhas nessa citada evolução, falhas tão grandes que necessitam de um poder máximo de coerção para aparar as arestas. Chamamos isso de justiça, mas real justiça seria se Northcott tivesse nascido em um ambiente harmonioso. Real justiça seria que não precisássemos fazer justiça, que todos tivessem as mesmas condições e as mesmas oportunidades. A real justiça, utópica que é, seria que todos os seres humanos presentes na Terra fossem iguais, mas a ganância e o jogo por poder fez de nós seres desiguais, divididos em classes, onde a mais forte será sempre o alvo de atenções. Sentimos a sensação de justiça quando um ladrão é enviado para trás das grades, mas nos importamos apenas com a nossa justiça, não a dele.

Em meio a devaneios sobre o que é a justiça, devo deixar claro que a situação é muito mais complexa do que aparenta ser. Alguns podem me confundir com um defensor de criminosos, o que passa longe de ser o caso. Sou um defensor da ideia de que somos falhos e o criminoso é apenas um reflexo do conjunto de falhas. A situação torna-se complexa exatamente quando conseguimos enxergar que nossas falhas ficaram tão grandes a ponto de não ser possível defendê-los. Viramos seres tão cegos e movidos por erros, que a simples mudança de postura para com os criminosos poderia desencadear numa onda alarmante de novos criminosos. A espada vingativa e injusta tornou-se a única solução. Quando foi que nos perdemos até chegar neste ponto, onde precisamos torturar os errados, sendo eles o resultado de erros da própria humanidade?
O pensamento acaba. Nós, burgueses, continuaremos tendo nossas vinganças. O judiciário continuará tratando o criminoso com a espada. As redes penitenciárias continuarão torturando seus hóspedes, que verdadeiramente deveriam passar pelo processo educativo de ressocialização, mas que torna-se impossível sem ferir nossos anseios por vingança. Eu, falho como sou, se um dia perder meu filho para um marginal, lutarei para que este seja punido pelo que cometeu. E é nessas horas que percebo: não tenho orgulho em ser humano.








































Andou lendo “Vigiar e Punir” hein heheheheh…
Belo texto.
Ah… daqui a pouco aparece a turma do “Direito Humano é só pra bandido”.. cuidado.
—
Não li ainda João, mas pelo visto devo ler hehehehhe
Se não houvessem ofmras de punição, os prejudicados fariam justiça pelas próprias mãos.
Sempre pensei isso sobre essas pessoas… em que meio foram “formadas”, que tipo de situações os levaram a chegar a tal ato.
O texto me fez lembrar outro filme: Última Parada 174, que mostra bem esse contexto. No dia do epísódio, quando foi amplamente noticiado, fiquei por muito tempo pensando no que levou aquele rapaz a tomar aquele caminho.
Algumas pessoas não entendem que somos produtos do meio.
Não podemos e nem devemos julgar: condenar ou absolver alguém está além de nossa capacidade superficial de entender o outro.
“Acendem-se as velas pretas da meia-noite.
Suando sangue. Pensando em mortes. Desejando-as.
Dentro de olhos castanhos, permeado pelo avermelhado (causado pela falta de sono) capta a angústia de seu eu interior em reflexo no espelho.
“Tome aí mais um gole desse rum.” – Diz o demônio que o assiste em seu ombro.
Ele tomou repúdio da raça humana. E agora, sente nojo até de si próprio. Colocaria fim na espécie inteira se tivesse forças para tal. Mas isso incluiria ele mesmo, e ele sabia que era covarde demais pra tirar a prórpia vida, senão já tinha o feito há tempos.
Raça ordinária.
Fracasso no vôo do pássaro sem asas. ”
=xx=
Postado: 10 de julho de 2009 – 17:39 – no meu blog, giordanobaader.blogspot.com
Se ao invés de matarmos bandidos fizessemos algo para não surgir mais?
Se quando um bandido saisse da cadeia depois de 5 anos lá já saisse formado em fisica por exemplo? resolvia problema da educação e seu deficit de professores e a grande quantidade de réus secundarios…
E se começassemos nesta geração?
Você teria orgulho de ser humano?
—
Eu não sei se essa seria a solução. O ser humano tornou-se sedento por vingança. O homem mau deve pagar, deve sofrer, deve morrer, caso contrário a raça humana protesta. Eu não sei qual seria a solução.
Os “vampiros togados”, encarregados de fazer essa suposta “justiça”, me causa tanto nojo quanto os políticos corruptos detePaís. A família do índio Galdino, que o diga. Como diria o cantor Zé Geraldo… “Ah se a lei valesse pra todos… do palácio ao barracão”.
“And justice for all” (Metallica)
…E justiça para todos
Palácios de justiça pintados de verde
Dinheiro é o assunto
Lobos poderosos cercam sua porta
Ouça-os se aproximando
Logo você vai saciar o apetite deles
Eles devoram
O martelo de justiça te esmaga
Exesso de poder
O ultimato da ostentação
Explorando sua supremacia
Eu não posso acreditar nas coisas que você diz
Eu não posso acreditar
Eu não posso acreditar no preço que você paga
Nada pode salvar você
A justiça está perdida
A justiça está estuprada
A justiça já era
Puxando suas rédeas
A justiça está feita
Em busca de nenhuma verdade
Vencer é tudo
Acho isso tão repugnante
Tão verdadeiro
Tão real
Apatia é o que os move
Tão sem sentimentos
Hostilidade escondida
Tão enganoso
Atráves de seus olhos a luz deles queima
Esperando encontrar
A inquisição te afundando
Com mentes intrometidas
O ultimato da supremacia
Explorando sua supremacia
Eu não posso acreditar nas coisas que você diz
Eu não posso acreditar
Eu não posso acreditar no preço que você paga
Nada pode te salvar
A justiça está perdida
A justiça está estuprada
A justiça já era
Puxando suas rédeas
A justiça está feita
Em busca de nenhuma verdade
Vencer é tudo
Acho isso tão repugnante
Tão verdadeiro
Tão real
E a justiça tem sido estuprada
Assassinos da verdade
Ótimo texto.
Mas também lamento que, assim como você disse no fim do texto, eu também lutaria por justiça (ou vingança). Uma vez, quando estava em um ônibus, um homem entrou e disse que queria a ajuda de todos, pois estava sem emprego e blábláblá… Mas antes disse que queria contar a sua história. Contou que há alguns anos, um garoto havia estuprado a sua filha e que ele, com ódio do rapaz, o matou. E por isso, por querer vingança, havia sido preso. Na cadeia foi abusado, assim como sua filha e contraiu AIDS. Depois que saiu da prisão, todos que se diziam seus amigos e família o abandonaram, e ele virou morador de rua. Depois de ler este texto, me perguntei, onde esse ciclo vicioso vai parar. Ele, por vingança matou o rapaz. Foi para a cadeia e o lugar que deveria fazer com que ele se tornasse uma boa pessoa para poder voltar para a sociedade o tratou da pior forma possível, mais uma vez por essa “falsa justiça”. O que a sociedade deveria esperar dele? Que ele saísse distribuíndo flores nos faróis? Isso se torna um ciclo sem fim, onde a violência sofrida torna-se justificativa para cometer mais violência. No fim, acredito que a justiça na verdade não exista, pois o ser humano só por ser humano, não consegue pensar da maneira mais sábia quando um fato trágico ocorre com alguém próximo. Assim como você disse no fim do texto, acho que somos todos assim, queremos a “justiça” que nos convém e não a que é boa para toda a sociedade, inclusive o criminoso.
Abraços.
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Belo relato.
Parabéns cara, texto magnífico.
Agora, o legal é você dá um spoiler do filme e nem avisar….
Estragou parte do filme pra quem não viu
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Ah cara, o filme é uma história real, não há spoiller de uma história real, há apenas o desconhecimento do caso.
“Quando foi que nos perdemos até chegar neste ponto, onde precisamos torturar os errados, sendo eles o resultado de erros da própria humanidade?”
Muita gente nasce numa realidade que logo percebe não ser nada justa e nem por isso se torna um assassino ou um estuprador, assim como muita gente que nasce em condições favoráveis acaba como um defensor dos pobres. Um homen se torna um criminoso porque é isso o que ele é, e seria de qualquer forma.
—
Desculpa Pedro, mas não acredito nisso. Não acredito que qualquer ser humano nasça “premeditado” a ser um criminoso, muito menos que o próprio criminoso é fruto dele mesmo e somente de seus próprios erros. Acredito que essa sua crença seja a grande máscara que utilizamos para fugir da realidade e fingir que o problema não existe. Tendo raiva de bandidos, tudo fica mais fácil, pois basta torturá-los.
Por mais que um ser humano tenha sido marginalizado pela sociedade e tenha sido criado em um ambiente totalmente hostil isto não lhe da o direito de acabar com a vida de outra pessoa…a justiça ocorre para o bem da maioria e para isso uma pequena minoria que age de forma contraria a este bem estar tem de ser punida…não esqueça que a falta de caráter e a má criação que levam a uma pessoa cometer um assassinato independe da camada social que ela vive….
—
Caio, sem dúvida não é justificável dentro do parâmetro de aceitação. Ninguém deve aceitar um assassino só porque ele sofreu, mas até onde podemos condenã-lo se ele praticamente não teve escolhas? tornou-se um produto do meio, um reflexo social. O que fazer? Agradar a classe dominante e massacrá-lo? Desagradar a classe dominante e educá-lo? Uma solução é muito complexa.
Sem dúvida, independe da classe social, não quis dizer que só pobre vira ladrão ou assassino.
A imagem de Iustitia, deusa romana que personificava a justiça, para à representar 100% teria que portar um par de orelhas de burro…
ta.
cala a boca!
—
Não. =)
…
Sentimos a sensação de justiça quando um ladrão é enviado para trás das grades, mas nos importamos apenas com a nossa justiça, não a dele .
a dele?
—
Sim, você acha que houve justiça na vida de tantos criminosos que hoje estão apodrecendo atrás das grades? Justiça na VIDA, não no erro.
Tá… deveríamos corrigir isso, certo? Tu acha possível? Se sim, como agir até lá? Como agir enquant isso não acontece? E como ficaria o mundo depois que isso estiver como tu diz que seria bom?
Não acho que seja possível, existem prolblemas mentais mesmo. Ás vezes não é culpa da sociedade, é culpa de alguma falha genética, daí em vez de matarmos ou botar a culpa na sociedade o que faremos? A vingança deixa as vítimas (as “falsas” que seja) mais aliviadas, sei lá se isso vai levar a algum lugar, mas por enquanto é o que funciona.
Esrevi algo semelhante há algum tempo, mas ainda nãe sei se vou postar no meu blog, pode ser que dê merda, só semestre que vemm mesmo. Sobre um professor meu.
Texto muito bem escrito, até.
—
Eu não vejo uma solução viável, Daru, pois há muito o ser humano se perdeu completamente.
Muito bom, Felipe.
Mas vale ressaltar que por mais que a maioria das pessoas tenham essa sede por vingança, há exceções. E são essas exceções que me dão esperança e me fazem acreditar que sim, se eles conseguiram melhorar, nós também podemos.
—
Difícil Caio, eu não imagino uma mãe de uma criança que foi molestada e depois mutilada por um psicopata, simplesmente olhar nos olhos do assassino e dizer: “eu te perdôo, pois não é de uma ferramenta que tenho raiva, mas sim do sistema humano que criamos”.
Na certa, exatamente pela conotação de vingança, a justiça é falha. Realmente fascinante a hipocrisia da sociedade que forma (ou melhor, deforma) cidadãos criminosos e depois os entrega à ira da população, que quer matar sua sede de vingança. Como disse alguém aí, é um ciclo vicioso.
Apesar disso tudo, tenho orgulho de ser humana sim. Embora haja maldades e injustiças, existem coisas lindas e realmente maravilhosas realizadas pelo homem. A sociedade tem se dirigido a uma real degradação, mas não significa que o mundo esteja perdido ou que somos “ruins”
Beijo
—
Não tenho vergonha no todo, mas em determinadas partes fundamentais.
Bom texto, mas o assunto é complicado, e cada um terá uma opinião diferente…
A única coisa que descordo do seu texto, é que vc diz que o ser humano se perdeu. Não concordo com isso. Acho que ele sempre esteve perdido. Isso sempre foi assim (não que eu concorde ou me conforme). O ser humano infelizmente prefere as soluções mais simples, mesmo que não sejam as ideais.
—
Eu sei que é assim desde a criação do primeiro sistema legal de justiça, na Babilônia… E até mesmo um pouco antes disso, com a Lei de Talião. Porém, antes disso é difícil termos parâmetros, principalmente sobre os povos ágrafos, pois não há registros.
Sabia que te conhecia de algum lugar. Tu tava no Red Salon um dia desses né?
Parabéns pelo blog.
Abs.
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Hehehehe, sim.
Já dizia Kevin Spacey no filme K-PAX – o caminho da luz: “Vocês humanos não seguem o princípio de não usar o olho por olho, já dito por Buda e Jesus” (ou algo assim…)
ótimo filme by the way
O ser humano perdeu-se? Não creio. O ser humano nunca foi melhor do que é e, embora racionais, temos instintos que não podemos controlar. O sentimento de justiça/vingança é inato e nada podemos fazer quanto a isso.
Agora enquanto uns nascem num mundinho perfeito e morrem tortos, outros nascem tortos e morrem dignos. Portanto também não culpo só as origens porque, se assim for, então também nenhum de nós tem culpa de não prestar atençao ao mundo circundante. Pois crescemos sem ver quem quer que seja importar-se com os outros. Há muita coisa que podemos mudar e melhorar mas os instintos hão-de cá ficar até ao fim dos nossos dias.
—
Ou não =)
Felipe, mas há uma coisa que não deve ser misturada: o criminoso comum e o serial killer, que não raro é na verdade um psicopata. Psicopatas não são “frutos do meio” necessariamente, podem surgir na família mais harmoniosa e ordeira do planeta.
Concordo que o meio é, sem dúvida, o elemento que mais influencia o comportamento do indivíduo…Mas até esse rosseaunismo é muito esquemático, porque limita o ser humano a um mecanismo de uma pesada engrenagem, destituindo-o de escolha, de pensamento, etc. Se construímos o argumento de que a pobreza é o problema da origem do crime, o que fazemos com a maioria dos pobres honestos?
São eles a anomalia da equação, e não o contrário? Uma coisa é o furto pra se sustentar, outra é um estupro. Quando não se é desequilibrado, SEMPRE há uma escolha, o que muda são as variáveis. É essa faculdade do ser humano que determina quem se torna presidente e quem vira chefe da boca. A índia é MISERÁVEL e nem de longe sofre de violência como outros países desenvolvidos.
Agora, com todo respeito, uma coisa que eu acho ridícula é essa ideia RELIGIOSA (mesmo que vc não perceba)de que o ser humano “se perdeu”, etc. Isso é romantismo barato, da pior espécie. Outra coisa bastante questionável é “orgulho”. Ninguém deve ter orgulho daquilo que não compete a si obter. Brasileiro, negro, europeu, gay, humano, seja o que for. Não faz sentido algum se “orgulhar” de ser qualquer dessas coisas. Agora, claro que os grupos minoritário usam esse termo e nem estão equivocados. Estão querendo dizer pro homem branco europeu cristão ocidental que há dignidade na diferença; é um instrumento de reivindicação política. Fora disso, é simplesmente bobagem.
Sobre “a mãe”, eu acho que há um exemplo ilustrativo: Hannah Arendt, por exemplo, pensadora judia, dizia que conseguia PERDOAR o nazismo, mas jamais COMPREENDE-LO, porque simplesmente não faz sentido. É claro que o nazismo é um caso extremo, a banalização do mal, não aplicável a qualquer julgamento racional. Mas acho um bom exemplo para o assunto.
—
Eu não defendo apenas a linha Reausseauniana (nem sei se essa palavra é válida), mas não tenho dúvidas de que nós somos o resultado de infinitas influências mescladas com nossa carga genética. Nossas escolhas nada mais são que o resultado de influências, sempre, que podem nos guiar a tender para determinado pensamento. Nascemos como uma esponja vazia, com apenas traços de personalidade anotados no código genético (conforme já descoberto). A partir do nascimento, absolutamente tudo o que entra em nossas vidas vem de fora. Cada micro-respiração de um mendigo na Etiópia pode causar uma influência em minha vida e moldar meu comportamento de determinada forma. Sim, nós temos controle sobre isso, mas mesmo o nosso controle é baseado nas influências que temos ao longo da vida.
Sobre os pobres honestos, como eu disse, não estou aqui apenas para “defender bandido”, estou aqui para mostrar que eles não deixam de ser o reflexo dos erros da própria humanidade ao longo dos séculos. Um pobre honesto nada mais é que um homem que prendeu-se às influências da honestidade e não ao convívio do crime (claro que estou sendo reducionista, é possível escrever livros e mais livros sobre o assunto e eu não sou apto a reduzir tudo em uma única sentença).
Meu ponto final é que, não importa o que aconteça, sempre verei o ser humano como um ser absurdamente falho, que errou tanto ao longo de sua evolução social que perdeu-se em meio a ela. Não quis parecer um romancista barato ou um clichê de segunda, eu só quis dar a entender que, no processo de socialização, o homem perdeu a mão, se descontrolou pela sede de poder e pelas disputas pelo trono ou pódio. Essa é minha visão.
Abraço.
Cara, Neto, vou te falar que esse foi seu primeiro post que me prendeu seriamente. Esse foi um assunto que eu estudei um pouco quando eu pensei em cursar direito, até pq eu sempre fui a favor de pena de morte, e na minha opnião, não há crime maior do que o de molestar uma criança, antes a morte a isso, e a combinação desses dois crimes deveria ser visto como imperdoável.
No caso do Northcott vc disse que o que foi feito com ele não foi justiça, que justiça seria se ele tivesse nascido em um ambiente saudável. Concordo com a parte que, não só o Northcott, mas todos os seres deveriam ter não só o direito, como diz a Constituição, mas também a oportunidade de viver em ambientes saudáveis para possam crescer de uma maneira mais tranquila (até pq eu acho que ninguém nos dias de hoje consegue viver em um ambiente completamente saudável), porém isso não pode ser usado sempre como contra argumento quando um crime desses é colocado em mesa. Essa pessoas que comentem tais crimes claramente tinham problemas mentais que muito provavelmente são irreversiveis, então, até onde não seria perigoso para a sociedade permiti-lo viver ? Pelo menos na Constituição brasileira, como você deve saber pois vc estuda Direito, a função de colocar um crimonoso na cadeia vai muito além de punir, é uma tentativa (mesmo que faha) de “re socializa-lo” para que então ele possa ser “mandado de volta” para a civilização como uma pessoa “normal”, e por mais ingenua que possa ser uma pessoa eu acho que já é nitido que um pedofilo, como o Northcott, não tinha como ser “re socializado”, então, para que mante-lo ? É uma visão EXTREMAMENTEE radical, eu sei, mas também é uma visão realista. Um crime ao seu corpo, como o do estrupo, nos agride de uma maneira tão extrema que NÓS seres humanos que NUNCA passamos (e se Deus quiser, nunca passaremos) por essa experiencia similar ou igual teremos capacidade de perceber. Realmente, talvez se Northcott tivesse nascido numa família melhor, com amor e carinho e tudo mais, ele teria se tornado uma pessoa que não cometeria tais atos. Mas eu tenho certeza que de NADA as mães das crianças que foram vítimas dos atos do Northcott tiveram culpa, que em nenhum momento elas interferiram na criação desse ser humano (se assim ele pode ser chamado) e como tais não deveriam sofrer as CONSEQUÊNCIAS de uma CAUSA que não foram causadas por ela. Talvez o Northcott não tenha recebido justiça, mas com certeza as mães e pais dessas crianças também não a obtiveram, e ve-lo morrer foi o que chegou mais perto disso, pois eles terão consciencia de que outras crianças e pais não passarão (pelo menos por causa da mesma pessoa) pelo pesadelo que eles se lembrarão e os torturaram mentalmente para sempree. Lembrando que, normalmente, os pais amam mais aos filhos do que a si mesmos, já paro para imaginar o tamanho dessa dor ? Pois eu não tenho capacidade para isso. E não digo só por causa desse caso especifico, agora eu englobo todos os casos de estrupo e pedofilia, numa situação a qual nem a vítima (a pessoa estrupada, a criança molestada ou os pais de um criança que foi molestada e/ou morta) e nem o criminoso (pedófilo ou estrupador que viveu num ambiente conturpado) conseguem ter acesso a respectiva justiça merecida, diante de uma justiça cega, quem merece chegar mais perto dela ? Os danos causados nas vítimas é incurável, e não há nada, repito, NADA que possamos fazer para tentar diminuir esse dano, o mais perto que chegamos disso é ao tirar o criminoso, que é uma grande ameaça, da sociedade. Acabamos caí=indo no enorme clichezão do “Direitos Humanos é só para bandidos”, que nesse caso é a verdade mais clara e pura, pois os Direitos Humanos da vítimas são impossíveis de serem resgatados. Você entendeu oq eu quis dizer ?
Como Thomas Hobbes disse, e aposto que você estudou isso também, “O homem é lobo do homem”, eu acho que ele estava mais do que certo ao afirmar que o homem é por si só uma ameaça, portanto é necessário SIM um Estado forte que ameaçe, pune e faz com que ele tenha medo de cometer algum erro, pois se não, tudo viraria um caos. Talvez estudos cientificos não comproveem isso 100%, mas é só olharmos para as notícias que é nítida essa verdade. Por mais paradozal que aparente, a opressão é uma tentativa de criar um ambiente harmonico e com certeza seria muito pior se não a houvesse. É necessário sentir medo de algo para que não façamos o errado, é assim desde quando nascemos e somos ameaçados de ficar de castigo ou algo do genero quando desrespeitamos alguma regra que é imposta por nossos reponsáveis (nesse caso, por uma força maior). Isso muitas vezes fuciona e outras vezes não, mas não podemos generalizar pela menoria, já que nunca foi descoberto um sistema que pudesse equilibrar totalmente o lado do agressor e o da vítima. Não é pq alguém viveu em um ambiente “não correto” que ele tem que ser perdoado por erros tão brutais. Uma coisa é um garoto que vive na favela ter que roubar pão e leite para ter o que comer, outra é um cara que viveu em um ambiente sem amor sair torturando e matando pessoas inocentes que de nada tiveram culpa. Afinal existem tantos que passam pela mesma coisa e não comentem tais crimes.
Bem, eu sei que não vai mudar coisa, mas expressei meu ponto de vista. Esses tipos de assuntos me preendem demais e eu acho que é um dos poucos motivos pelos quais eu ainda penso em curso a faculdade de Direito.
Beijaao querido :*
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Eu sou absolutamente contra a pena de morte, pois nada mais é que a pior maneira, e mais brutal, de corrigir um problema cuja culpa não está no penalizado. É como uma borracha nas mãos de um desenhista que sofre do mal de parkinson… Ele vai apagar o tempo inteiro, mas o desenho continuará saindo uma merda.
Eu não defendi o perdão ao Northcott, como disse, justiça teria sido se ele não sofresse abusos quando menino, não tivesse crescido com valores completamente deturpados. Ele não tinha condições de viver em sociedade, mas matá-lo não passa de um crime. Que, por sinal, não resolve absolutamente nada. O que já expliquei aqui: não há solução que eu possa defender, pois o uso da espada torna-se indispensável… E eu sempre serei contra o uso da espada.
Defendo a elucidação do ser humano. Ter de usar a espada e corrigir no cabresto só prova o quão falhos somos. Porém, acima de tudo, jamais defenderei a pena de morte, pois não passa de uma ação dos burgueses sujos limpando aquilo que consideram sujeira para seu conforto. O mundo não deveria girar em torno dos que controlam, mas de todos. Defender a pena de morte é dizer que sua importância para o mundo é maior que a do condenado, um cidadão que, muitas vezes, é apenas uma vítima.
Eu sou a favor da pena de morte. Eu tô pouco me lixando sobra a vida difícil que levou alguém a ser um criminoso. Pra mim tem que matar sim. Mas não como um ato de vingança pelos crimes passados do criminoso, e sim pelos crimes futuros que certamente viriam se este fosse solto. Pessoas assim não servem pra viver.
Estou sem tempo de escrever mais, talvez eu volte mais tarde.
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Bom, então pelo visto você não concorda em absolutamente nada com o texto e acha que a justiça deve ser feita para manter sua classe mais feliz.
Que desculpe o autor mas este trecho, “assim como todos os serial killers que já estudei, era nitidamente uma vítima social”, é completamente alheio a lógica e estudo das ciências psiquiátricas.
O fator social é por si só é incapaz de fazer nascer serial killers na grande maioria dos casos. Há muitas pessoas que sofrem absurdos e vivem em ambientes desoladores e ainda sim não cometem crimes. Há até aqueles que não só superaram as condições do ambiente desfavorável como se destacam na grande sociedade.
Que fique claro, sou totalmente contra a concepção de pena atrasada baseada na vingança, tal como a pena de morte….
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Talvez eu tenha me precipitado, mas o que quis dizer é que o fator social é determinante, embora não seja simplesmente impossível de contrariar.
Sugestão de tema para artigo, gentileza procurar saber acerca de uma iniciativa do ministro Hélio Costa que busca incentivar o uso de celulares ao beneficiados com o bolsa família…
Legal.
Ps: Onde eu posso assistir A Fazenda ao vivo?
Não tem orgulho de ser humano por sermos uns diferentes do outro ?
queria que fossemos todos iguais ?
Tosco.
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Essa foi a mensagem que você captou?
Que pena =/
Felipe, apesar de pena de morte num existir em nenhum Estado civilizado que não seja os EUA (pelo oq me consta, ao menos), ultimamente eu tenho pensado bastante se não seria sim aceitável. O problema da pena de morte é que, claro, ela, por si, é a declaração cabal do sistema contra sua própria lógica: como não funciona, temos que eliminar o que não se adapta (as escolas fazem o mesmo e sempre fizeram, expulsando o aluno).
Por esse motivo – e outros mais, que dizem respeito ao absurdo que é o nossos sistema judiciário -, eu sempre fui contra a pena de morte. Mas hoje em dia eu penso: será que a pena de morte não é, na verdade, uma afirmação bastante madura do Estado, apontando as falhas inerentes a qualquer sistema e impondo a única solução possível (não esqueçamos: há casos em que simplesmente o indivíduo é irrecuperável, não importa o que se faça)? E sim, claro que eu to falando de pena de morte apenas em casos extremos, e não pra qualquer assaltante de rua.
Não seria menos hipócrita – e até financeiramente mais saudável – do que confinar um indivíduo para toda eternidade? Será que a condenação sumária é realmente um ato tão bárbaro dessa forma, mesmo estando presente em diversas civilizações (incluindo a nossa matriz, grega)?
Mas, enfim, não tenho opinião formada sobre o assunto.
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Eu não acredito que exista, dentro da humanidade, um ato mais descabido, bárbaro e medieval que a matança daqueles que, teoricamente, são irrecuperáveis. Remete meus pensamentos à época dos gladiadores, quando os escravos indesejados eram mandados para as mutilações em arenas para delírio do público. Sou absolutamente contra o assassinato de indivíduos simplesmente por estes terem caído nos trilhos errados. Não há reparo, não há espectativa de mudança, não há nada se não a opressão através da espada, dessa vez sem possibilidade de reparação.
Aos indivíduos que não são aptos a conviverem em sociedade, devemos tratá-los como reflexo do sistema, acredito eu. A prisão perpétua é cabível, mas, na minha opinião, para isso o sistema penitenciário precisa de uma reforma absolutamente completa. Cadeia não deve punir, deve ressocializar (em casos aceitáveis) ou simplesmente servir como isolamento para o indivíduo que não pode viver em sociedade. Isso não significa privá-lo de saúde, higiene, educação (livros) e trabalho (carpintaria, por exemplo). Apenas a privação de liberdade, que já é a máxima pena que um ser humano pode ter.
Disse tudo cara ; é simplesmente ridículo ver pais e maes de familia de classe media irem a igreja toda semana chegarem em casa ligarem sua linda TV e defenderem o massacre de ladroes pe-rapados que roubam pra comer ou ate de traficantes.
Vale lembrar tambem que um traficante é muito menos pior que um policial incompetente e corrupto que tortura e mata pois alem deste nao ter tido quase nenhuma chance na vida, o o segundo ainda tem uma responsabilidade enorme e se ele pelo menos se omitisse ele deixaria de cumprir seu dever mas nao seria responsavel por tanta discriminaçao e injustiça.
Eu acho que antes de pensar em vingança, as pessoas pensam no futuro, que com o criminoso sendo preso, tudo vai acabar, pelo menos comigo é assim.
Por exemplo, no meio desse ano um mesmo muleque tentou me assaltar 2 vezes, não conseguiu e depois de um tempo fiquei sabendo que ele foi preso, e na hora não fiquei feliz por vingança e sim pelo fato que ele não iria mas incomodar.
Talvez algumas ideias não fucionem (como a que dei),mas vale a pena tentar?Eu respondo sim pois como disse o comercial emprego diminui a chance de um ladrão voltar a roubar ,se continuar com o crime mesmo com emprego pena de morte se torna viavel…
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Matar o indivíduo por ele não querer trabalhar, mas sim roubar?
A culpa dele ter formado essa personalidade é inteiramente dele? E se fosse, seria isso motivo suficiente para a classe dominante querer exterminá-lo?
Na minha opinião, não.
“é simplesmente ridículo ver pais e maes de familia de classe media irem a igreja toda semana chegarem em casa ligarem sua linda TV e defenderem o massacre de ladroes pe-rapados que roubam pra comer ou ate de traficantes.”
É como compôs bem Caetano em “Haiti”: “e o venerável Cardeal disser que vê tanto espírito num feto e nenhum no marginal”.
Vc realmente achar que o humano iria raciocinar se nao tivesse um preço a pagar?
E esse e apenas um deles
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Eu raciocino sem pensar em preços a pagar.
Sei muito bem que sou exceção, mas já é o suficiente para provar que o ser humano não necessita, por ESSÊNCIA, da espada. O processo errado em que evoluímos que causou essa imensa massa de pessoas sem esclarecimento.
Engraçado pois eu estava falando nisso no post do Marcel. Repito mais uma vez, existencialista que sou, culpar a sociedade é um erro. Sociedade é abstrato. Há aquele ditado “aqui se faz, aqui se paga”, “o inferno são os outros” etc. Culpar a sociedade é culpar o todo que é a mesma coisa que culpar o nada, ninguém. Vivendo na sociedade, acho que temos que ser práticos e vitimizar o ladrão não é prático. Nem certo, na minha opinião.
Ai vc vem e fala ” aquele q nunca pecou q atire a primeira pedra” ou ” o homem é falho, não pode julgar sua própria espécie”. Jesus que perdoe minha audácia, mas eu discordo totalmente. Julgamentos são necessários pra manter a coesão social. A violência, a ganância faz parte do homem que é corruptível, um filha da puta. Cabe à sociedade felizmente ou infelizmente (não importa se é bom ou ruim, afinal é necessário) selecionar o que é certo ou errado e punir de exemplo sim.
Se a punição é equivocada, ai é outra história. Brasil é Brasil. Acho que deveria haver a reinserção do preso à socidade, educação obrigatória lá dentro, trabalho também pra pagar as contas e não pesar nos impostos das pessoas “de bem”, porém tudo isso se baseando que é SIM função do Estado e da populaação JULGAR e PUNIR.
Laranja Mecânica, um clássico fala mto do que seu texto fala. A violência é intrínseca no homem e por mais que o Estado invente 1000 maneiras de mudar a natureza humana, ela é imutável. Ele é o que é.
Mas já que o homem é “influenciável pela sociedade em que vive”, uma justiça efetiva influencia o homem à coesão social, dentro da sua própria lógica. Uma máscara? Talvez. Mas que esconde a natureza podre do homem e mostra sua face mais racional, justa. A máscara não esconde a podridão da sociedade como vc disse, mas sim a podridão da essência do homem.
Só pensar, me dê um bom argumento pra não roubar ou matar quando for de seu interesse. Achou algum? Adotando a si mesmo como referencial, não há argumentos. Aí vc vai e rouba. Só quando pensamos no bem comum da sociedade que decidimos por não matar ou roubar. Ou seja, o homem é naturalmente um animal, está na sua vida ser um fdp.
Ah, quanto ao punir, acho q há casos e casos. Psicopatas, pessoas já velhas que não ligam pra sociedade só para si, não sei se merecem a própria vida que têm. Mas no Brasil esse pensamento não dá certo, pq só ia morrer o PPP, preto, pobre e puta, bem no estilo brasileiro.
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Desculpe, discordo quase que inteiramente de tudo o que você disse, Leonardo.
Só quero que você apague essa ideia superficial de “culpar a sociedade”, não é simples assim. Espero estar apto a escrever profundamente em breve sobre o assunto.
Bom, pra mim a justica eh cega e possui varias interpretacoes.
Nao concordo com a pena de morte, mas essa opiniao vai apenas ate o fato de nunca ter acontecido algo grave com alguem proximo a mim. Eh dificil dizer como reagiriamos quando nao passamos pela experiencia na vida.
Ao mesmo tempo que matar nao resolve, a punicao na cadeia eh pior ainda, nao muda ninguem pra melhor, a pessoa soh constata que existe mais coisa ruim.
Ano passado quando ainda morava no Brasil eu fazia trabalhos voluntarios com criancas. Cheguei a frequentar dois lugares, em um deles as criancas eram separadas dos pais judicialmente por serem maltratadas, no outro eram separadas por abuso sexual. Fiz isso porque acredito na frase “as criancas sao o futuro do pais” e eu soh queria mostrar a elas que aquilo que elas presenciavam em casa NAO, nao era exemplo a se seguir.
Infelizmente eu nao acredito na nossa justica, nao acredito no nosso governo, muito menos na nossa policia, entao acho que se cada um fizesse sua parte, com certeza teriamos menos falhas no futuro.
Ter sede de vinganca eh muito facil, o dificil eh tirar a bunda do sofa e tentar ajudar a reverter a situacao (isso nao eh uma indireta para vc, mas pra maioria da populacao que adora reclamar e nao faz merda nenhuma).
Nao acho que pelos meus atos serei salva de la na frente acontecer um desastre com um filho meu, mas ainda que seja um pequeno comeco, prefiro tentar algo que possa nao ser o caminho do que ficar olhando gente crescendo com pessimas qualidades, pois concordo com vc, nascemos como esponjas vazias e eh o externo que nos preenche.
blza! agora explica susana von richthofen, KKK, skin-heads e afins? seu modelo ta qse bom, so falta explicar o inexplicavel
antes dê motivos pra criacao de uma comunidade mundial vivendo desse jeito tao harmonioso como vc diz q deveria ser.. pq deveria ser assim.. isso eh mais influencia teologica do q qquer outra coisa.. o mundo nunca foi harmonioso.. a natureza nao o eh.. e digo mais, com certeza, hj tem-se mais igualdade, fraternidade e harmonia q em toda historia da humanidade
portanto, nao entendo o descontentamento
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Você realmente acha que está bom?
Se sim… E se você sair do computador e for viver numa favela por 10 anos, será que ainda terá a mesma opinião?
Eu respeito sua opinião, agora falarei a minha.
Você acredita que se uma pessoa cresceu no meio de violência, sem carinho, afeto e certos valores, ela é uma vítima da sociedade, ok. Grande parcela da população mundial nasce e cresce no meio de injustiças, violência, falta de cultura, etc. Ou seja, bem diferente da sua visão utópica que você acredita que todas pessoas mereçam. Sim, todas as pessoas merecem crescer com amor, igualdade e valores sociais como você disse, mas infelizmente não é assim que acontece. Talvez um dia, no futuro, a raça humana chegue a viver essa utopia, mas ainda temos muito a evoluir. Por enquanto, você aceitando ou não, hoje o que funciona é mesmo lei da espada.
Você considera um assassino estuprador como uma vítima, que porra é essa? Ele ter tido uma vida escabrosa não é justificativa para cometer as ações desumanas que esse ser cometeu. Ele tem SIM que ser punido. E trancar um ser desse não é suficiente e não adianta. O que não serve pra viver tem que morrer, é uma lei da natureza.
A pena de morte, pra mim, não deve ser vista apenas como uma vingança da sociedade contra os crimes passados do condenado, mas sim como ato de impedí-lo de cometer tais crimes novamente, que, se livre, o condenado certamente cometeria.
Então, Felipe, eu certamente não te convenci de nada, mas gostaria de saber o que você realmente acha justo de se fazer com um sujeito como Gordon Northcott?
Deixá-lo trancado por toda a vida gastando dinheiro dos nosso bolsos? O que isso traria de bom psra sociedade e para o condenado? Viver trancado é viver sem dignidade, e viver sem dignidade é viver sem sonhos, e viver sem sonhos, não é viver. De uma maneira ou de outra, o condenado está morto.
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Como eu disse, não sei a solução para o problema. Ainda. Só sei que a pena de morte é a ideia mais descabida, irracional e que remete o ser humano aos tempos medievais, que existe. Se cada micro-partícula do universo é culpada pelo indivíduo ter se tornado o que se tornou, como condená-lo e não as micro-partícular do universo?
Explodamos o mundo, tudo e todos têm culpa.
Apesar da minha opinião ser o oposto da sua, por incrível que pareça eu concordo com muita coisa que você disse, pra não dizer tudo.
Tenho que admitir que sou um ser humano com certos sentimentos primitivos, e esses sentimentos me levam a não aceitar que um sujeito como Gordon Northcott não deva ser punido com a morte. E como sou racional sempre usarei argumentos válidos para sustentar minha opinião, mas sempre respeitando os que discordam de mim.
Não quero que pareça que estou indeciso quanto minha opinião. Sou a favor da pena de morte, apenas tenho consciência que minha opinião não é livre de sentimentos.
O sistema social é falho, mas isso não é motivo para ser um criminoso.
Um molestador de crianças, ao menos para mim, jamais será a vitima de nada.
Ninguém tem o direito de transferir seus maus aos outros. Muito menos a crianças inocentes que não podem se defender.
Independente do sistema de justiça, uma pessoa que sofreu uma violência jamais será totalmente vingada ou justiçada.
Fale por você em ser a burguesia inerte, ter tido sorte de não nascer na periferia ou ser classe dominante.
Nascer na periferia não é motivo para ser criminoso.
Assim como ser “um classe média” frustrado com os pais, também não.
Muita gente tem o que você citou nas vantagens: saneamento básico, saúde e educação e cometem crimes. Muitas vezes hediondos. Muita gente não tem. E não é criminoso.
Então o que seria exatamente um ambiente harmonioso?
Como se explica que os favorecidos, saídos da classe dominante, que não são oprimidos pela pobreza, a burguesia e o sistema, cometam crimes?
Mais uma vez a culpa é dos outros.
Ora a culpa é do governo, ora da sociedade, ou da burguesia, da história, de Deus, opa de Deus não que quando é Deus, é vontade, culpa é do Diabo como pregam os fanáticos religiosos.
Quando é que o ser humano vai parar de colocar a culpa nos outros e fazer algo por si mesmo?
O sistema está errado. Mas até quando vamos ficar apenas apontando os erros das instituições e “passando a mão” na cabeça dos indivíduos?
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Pensando com nossas mentes sãs, lúcidas, que receberam educação, torna-se muito fácil dizer: “isso não é motivo para ser um criminoso”, quando na verdade o criminoso não pensa: “hummm… isso é motivo, vou virar bandido”. A racionalização de alguém que transgride os padrões da sociabilização humana normalmente são diferentes. A visão de mundo é diferente, o entendimento por justiça, sociedade, sobrevivência, tudo é diferente. Não há como você racionalizar aos seus termos com um cidadão que segue este caminho. O problema é que esse caminho normalmente não é seguido por escolha própria, mas por inúmeras influências (favor não pensar que influência = amigo).
Parabéns pelo seu excelente texto.
Eu acredito que o nosso modelo de sociedade está falido (a humanidade talvez tenha salvação), pois a nossa justiça recebeu forte influência da justiça romana que lutava contra invasões “bárbaras” e rebeliões internas quase todo o tempo. Ela tinha que ser forte a ponto de manter o império forte e coeso e eliminar as ameaças rapidamente. Nada melhor do que cortar o mal pela raiz.
A sociedade “evoluiu” e as maiores ameaças mudaram de foco: saem os bárbaros e insurgentes e entram os assaltantes e traficantes. “Aqueles que erram merecem punição” é uma forma da justiça se desfazer dos bárbaros modernos deixando-os num espaço confinado aonde eles não cometerão o crime novamente e isso significa menos um cometendo crimes. O que a sociedade não vê é que o problema é da própria sociedade e não do indivíduo. Do lugar que esse surgiu, mais 10 serão moldados e virarão dez novos soldados do crime.
As nossas leis e a nossa justiça são feitas pelos ricos e para os ricos.
Mas se o ladrão for um rico engravatado? Ah, agora sim a justiça funciona liberando-o com um habeas corpus num almoço no Porcão entre o advogado e o juiz.
Como você pode ver nos comentários, existe uma grande massa que prefere ver a Fazenda do que pensar e discutir assuntos relacionados a sociedade que vivemos. Enquanto a grande massa não receber educação **suficiente** (entenda suficiente como você quiser), seremos sempre uma sociedade onde a espada precisará falar mais alto.
A sociedade não nasceu pra pra ser cristo, eu tambem não quero esta cruz, muito menos serei um buda, nem quero esta meditação, mas para pra pensar nas pessoas pessoas que passam pelo mesmo e não tem disvio de carater.
Vivemos aqui e estamos aqui, sonhar é uma burrice utópica.
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Diga isso para o Martin Luther King =)
No início as penas eram mais uma forma de intimidar o possível criminoso do que uma punição em si. Por isso elas eram tão pesadas. Hoje isso mundou.
amigo,
vá estudar um pouco…
suas idéias são lindas de um ponto de vista de uma pessoa imatura que não tem vivência e que só conviveu até hoje com uma realidade burguesa (utilizando-se sua própria denominação).
mas na prática não há sociedade que resista sem leis e/ou hábitos que delimitem o seu agir.
se vc acha que é tão errado punir os criminosos, por que não começa a abrigar assassinos, estupradores e sociopatas em sua residência.
quem sabe desta forma eles se regeneram não é mesmo?
Leia dos delitos e das penas de cesare beccaria, ética a nicômaco de aristóteles, o império do direito de ronald dworkin, o que é justiça de hans kelsen e alguns livros acerca de direito penal, dentre outros de filosofia, tais como os de autoria de kant, habermas, apel…
depois de ler todos estes livros, faça um novo post acerca de justiça.
justiça não se resume a vingança ou punição, vai muito além disto. mas não tem como resumir a idéia de todo um estudo acerca de justiça em poucas linhas.
vai ser bom para você também estudar um pouco e abrir um pouco a mente.
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Desculpe, você pede para eu estudar mais um pouco, porém diz que eu defendo uma sociedade sem leis? Depois diz que eu acho errado punir criminosos?
Se tivesse ao menos lido o texto, eu levaria mais em consideração o comentário. Mas pelo visto não leu.
Porém, não se preocupe, se tem algo que faço na vida é ler.
Eu acho dificil opinar sobre o assunto, pois assistindo de fora podemos sugerir soluções, podemos ser contra a pena de morte, enfim, etc,etc,etc.
Mas enfim se você for o pai ou mãe de um crimiso que por falha de criação sua ou não, não acredito 100% na falha de caráter do ser humano por conta da criação de seu pais, pode ocorrer é claro sempre exixtirá seres humanos com desvio de conduta que modificam a personalidade de outros no caso seus filhos, mas não são a imensa maioria, pois para mim o que influencia mesmo o ser humano é o meio que vive e o seu caráter é que vai definir para qual lado este vai seguir,neste caso você sempre será contra a pena de morte, lutará pelos direito humanos do mesmo e lutará pela ressocialização do ser humano, no caso seu filho.
Agora no outro papel como vítima ou pai, mãe, etc, você terá uma visão totalmente diferente como você mesmo afirmou no fim de seu post:
“Eu, falho como sou, se um dia perder meu filho para um marginal, lutarei para que este seja punido pelo que cometeu. E é nessas horas que percebo: não tenho orgulho em ser humano” Como opinar nesta situação, quando por exemplo um “ser humano” invade um local particular, assalta e simplesmente mata por “nada”, o que pensar sobre isso? O ser humano tem direito a ressocialização sim, mas e o indivíduo que perdeu sua vida, como fica?
Eu penso da seguinte maneira se eu tiver um ente querido que cometa um crime vou ter uma opinião sobre o assunto, mas se for vítima vou ter outra, como a maioria das pessoas aqui se tiverem um pai assassino ou mãe, desde é claro que o crime não ocorra com outro parente este é um diferencial da questão, não vão mais querer erguer a bandeira da pena de morte com todo o vigor que antes lutavam, mas se tiverem um ente querido assassinado, estuprado, etc, assim como eu vão querer justiça mesmo que isso seja feito das piores maneiras possíveis.
Hoje, eu estava fazendo a prova do saresp, oitava série ( sim, sou pirralha, mas tenho cultura, me deixe. ) e o tema da redação era violencia na escola. Não sei porque, mas me lembrou isso que tu escreveu, e me levou a escrever que a culpa era em boa parte da sociedade. Enfim, não sei descrever, só sei que me ajudou. Continue o bom trabalho e a escrever, pls. Aliás, tá afim de fazer alguma tese de matemática pra ajudar amanhã? ASSDMASKLAKLAS parei.
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Sem dúvida, anota aí:
De regra de três precisarás, o resto pode jogar no lixo.
Sou contra a pena de morte, principalmente no Brasil onde quem tem dinheiro para pagar um bom advogado é inocente, e também por acreditar que não compete a nós decidirmos quando alguém deve morrer. Admiro aqueles que conseguem perdoar, mas me colocando no lugar da mãe de uma criança estuprada e brutalmente assassinada, definitivamente não seria capaz de perdoar o responsável por tal ato, pelo contrário, entendo a vontade de se vingar.
Concordo com o que disse a respeito da influencia que o ambiente exerce nas pessoas, mas como já foi dito por aqui, não dá pra generalizar. Não conheço muito a respeito, mas nem todos os serial killers tiveram motivos para cometer seus crimes, o que não quer dizer que sejam “premeditados”, mas sim doentes.
Em um dos comentários acima, Luziane relata o caso de um pai que se vinga do estuprador de sua filha matando-o e, por conta disso é preso e adquire HIV. Não concorda que os direitos humanos deveriam estar presentes na vida desse pai, e não do estuprador? Matar por vingança não trará a vida de ninguém de volta e não resolve nada, pelo contrário, mas a justiça não abre exceções nem para quem se vinga, e muito menos para quem sofreu na infância e descontou seus traumas em um inocente. A lei é do conhecimento de todos e pune os culpados, pois se não o fizesse imagina a bagunça que isso iria ser?
Parabéns, seus textos são sempre muito bem escritos!
=]
Pois é, quando a gente estuda detalhadamente algumas coisas, percebe que elas, muitas das vezes, não são tão verdadeiras quanto parecem. Essa história de punições, prisões, mídia “escraxando” e a própria necessidade que nós, seres humanos, temos de ver as coisas justas é uma questão bem relativa. Como você disse, é muito fácil condenar aquele que estuprou e matou uma criança, porém mal se importam em saber os porquês que o poderiam ter levado a isso. Pois disseram aí em cima que aqueles que são bandidos o são porque já nasceram assim. Pois é, e quem determinou isso? Deus? E que espécie de ser divino é esse? Não acredito que todos os crimes tenham justificativas, porém podem contar que há explicações para todos eles. Mesmo aquele que mata por prazer – e, podem acreditar, esse ser existe – o fez por algum motivo, seja ele doença ou vaidade, mas isso não me cabe explicar. Contudo, não acho que o problema esteja no fato de se exigir justiça, e sim quando isso se torna uma forma de marginalização. O fato é que queremos prisões perpétuas, penas de morte, mas… se faz justiça com o mesmo fator crime: o assassinato? Olha, acho que não é bem assim. Então, se querem justiça, que o direito de remissão de pecados seja dado a todos, não é? rs
Pois bem, Felipe. Parabéns pelo texto, você é bom nisso.
O que faz esse blog ter sucesso é o fato de você sempre conseguir enxergar e captar o outro lado da história.
Belissimo texto! Gosto demais dessa sua maneira de nos apresentar certos fatos.
PS. alguém sabe me dizer como faço p recuperar a senha do fórum? Formatei o pc, a senha, q era salva, se foi e ñ consigo lembrar qual era =/
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Só vir aqui Jeh: http://www.controleremoto.tv/forum/ucp.php?mode=sendpassword
*[Pensando com nossas mentes sãs, lúcidas, que receberam educação, torna-se muito fácil dizer: “isso não é motivo para ser um criminoso”, quando na verdade o criminoso não pensa: “hummm… isso é motivo, vou virar bandido”.(...)]
É fácil dizer isso não por te mente sã e lúcida, até por que, o que é exatamente uma mente sã e lúcida? Será que algum ser humano é totalmente são e lúcido?
É fácil dizer isso por algo chamado discernimento.
E pode acreditar tem criminoso que pensa isso sim. Eu mesma já ouvi isso da boca de alguns deles. Mas o pior é que se não pensam antes, usam isso como motivo depois. Como desculpa pelos seus atos. Como muletas.
Eles vêem o mundo de forma diferente? Ohhh que coisa. Cada um vê o mundo que o cerca de maneira diferente do outro. Mas, a partir do momento que uma visão de mundo agride o mundo do outro, ela não tem que ser respeitada. Ao menos por mim não.
Com relação à educação, eu acredito que se houvesse mais acesso a educação e a cultura a humanidade seria melhor.
Mas educação não é resolução para tudo e nem garantia de que a pessoa não cometerá crimes.
Por que se assim fosse, como se justifica juiz desviando verba de obra pública, jornalista matando a namorada, promotor matando a esposa grávida, médico pediatra se aproveitando da profissão para molestar crianças e tantos outros crimes cometidos por pessoas com formação superior e acesso a cultura?
*[Não há como você racionalizar aos seus termos com um cidadão que segue este caminho. (...)]
Os meus termos respeitam algo chamado Direito Natural. Direito esse não respeitado pelos criminosos. E não é por falta de conhecimento deles.
*[O problema é que esse caminho normalmente não é seguido por escolha própria, mas por inúmeras influências (favor não pensar que influência = amigo).]
Essa foi provavelmente a frase sua mais infeliz que eu já li.
A vida é feita de escolhas. E, exceção feita às crianças, o ser humano é quem faz as escolhas do caminho que vai seguir.
E as inúmeras influências atingem toda a humanidade. Toda a humanidade é atingida, de um jeito ou de outro, pelas influências das evoluções. Evolução da espécie, da sociedade, da tecnologia, da medicina, da ciência. Enfim, somos todos produtos do meio em que vivemos.
Mas cada um pode escolher se vai matar ou não, se vai molestar ou não, se vai roubar ou se vai trabalhar.
Ah mas obviamente não podemos escolher se vamos ser assassinados, molestados ou roubados por pessoas que fizeram escolhas que acabam com as nossas.
(Não se preocupe em nenhum momento eu pensei que influência = amigo).
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Duka, você não conseguiu compreender a essência da mensagem, pois está enraizado em pensamentos de que cada um de nós é absolutamente o que decide ser, esse é um erro comum normalmente detectado em quem ainda não se aprofundou em determinados estudos. Na sua concepção, nós fazemos nossas escolhas, nós controlamos nossas vidas e absolutamente nada pode nos fazer tomar um determinado caminho a menos que queiramos tomá-lo.
Eu não estou apto a te ensinar tudo o que é necessário para que você compreenda que essa concepção está errada, nem tampouco adianta ficar argumentando enquanto você não conseguir compreender.
O único resultado final que posso te passar é: você não é o resultado do que decidiu ser, mas do que a infinididade de influências ao seu redor o levaram a decidir e alcançar, seja em grau intelectual, físico, financeiro, ou o que quer que seja. Suas escolhas são feitas baseadas nas influências exercidas em sua existência, bem como suas falhas, defeitos, acertos e virtudes.
Quando você compreende essa essência, passa a entender por que o criminoso torna-se criminoso e percebe que ele é, sim, vítima.
Se você quiser alcançar essa compreensão, sugiro leitura e estudo, bem como MUITA reflexão. Porém, a esmagadora maioria prefere o conforto do pensamento de que “bandido é bandido porque quer, porque decidiu, ele tem escolha, tudo é culpa dele próprio”. Torna-se mais fácil viver.
O texto traz muitas verdades, a maioria das pessoas não consegue aceitar mesmo por serem verdades duras para suas classes e ambientes socialmente “saudáveis”. A priori, me senti bem ao ler um texto bem estruturado e que mostra muito do que sinto com relação às pessoas consideradas lixo pela sociedade, mas que foram criadas de tal forma pela mesma. Depois me veio uma tristeza.. Por achar que isso está em um grau onde não há mais solução.. O que fazer?? Me veio uma desilusão por ver que se as mesmas pessoas continuarem no poder (e vão), o mundo vai continuar sempre na mesma decadência. Bom, mas aqui no Brasil não temos muito com o que nos preocupar pelas penas aos bandidos e estupradores. É o país da impunidade.
“(…)Chamamos isso de justiça, mas real justiça seria se Northcott tivesse nascido em um ambiente harmonioso. Real justiça seria que não precisássemos fazer justiça, que todos tivessem as mesmas condições e as mesmas oportunidades(…)”
Utopia, como você cita no texto…
Mas assim, depois que o assassino, estuprador, pedófilo nasceu, não há mais como enquadrá-lo nessa justiça que você citou, fazê-lo “nascer em um ambiente harmonioso”, então qual sua sugestão de justiça?
Digamos que a sociedade consiga iniciar um “molde” para que tudo o que você disse comece a acontecer, que não tratemos mais vingança como justiça e que o ambiente torne-se “harmonioso”, mesmo assim há um tempo para que essa transformação aconteça até que o ambiente fique totalmente “harmonioso”. Enquanto a sociedade estivesse passando pela transformação para que os que viriam a ser futuros assassinos virem pessoas de bem, como seria sua justiça com os assassinos que já são assassinos e cresceram na sociedade de hoje?
Hahahahahaha, tentei deixar o menos confuso possível =P
Abraço e muito bom o texto.
—
Como eu disse, não consigo enxergar uma solução.
Ainda.
Cara, não sei forma melhor de dizer, lá vai:
Justiça ou talvez vingança, uma forma rápida de se livrar de um “problema”. Aqui no Brasil, aqui no Brasil o sistema judiciário é falho, corrupto, onde quero chegar é que ele erra, não que em outros países não erre, mas aqui “erro”, por assim dizer é comum. Não temos condição nem de manter um desses “mauricinhos filhos de papai” que acabam atropelando alguem por 1 dia na prisão, imagine decidir se um suposto assassino deve fazer uma “reabilitação” para voltar a sociedade ou julgar se alguem merece a morte. Ou melhor, quem disse que temos condição de distinguir inocente de culpado.
Alguns (taxistas são unânimes, hahahaah) dizem que a pena de morte resolve tudo. Não concordo com pena de morte, simplesmente acho que podemos fazer melhor. Mas na nossa realidade, nem pena de morte, nem prisão, nem “tratamento” funcionam. Investir em educação ninguem quer, a situação tende a estagnar ou até mesmo piorar.
Abraço
Cara… li os dois comentários da Duka Palácio (37 e 48) e achei bem coerente o ponto de vista que ela defende. Você replicou dizendo que:[Eu não estou apto a te ensinar tudo o que é necessário para que você compreenda que essa concepção está errada, nem tampouco adianta ficar argumentando enquanto você não conseguir compreender.].
Mano, na boa, por acaso você pensa que é algum Freud ou Niestzche? Ou ainda, que a sua opinião é unica, verdadeira e que todos devam segui-la, sem se contrapor? Seus argumentos são sempre os mesmos… “aconselho você estudar mais”, “Sua compreensão é errada” e bla bla bla. Você que se acha o “inteligente-mor”, deveria também aprender a conviver com uma coisinha chamada DIVERGÊNCIA DE OPINIÃO. Por que será que muitos leitores do Blog, dizem que você é arrogante?
—
Arcelino, não é uma questão de eu achar que MINHA OPINIÃO é única, até porque isso não é a MINHA OPINIÃO, mas sim um conhecimento geral. Enfim, se você quer achar que somos resultado do que nós mesmos decidimos ser, beleza, é mais fácil viver assim e eu entendo quem escolhe o caminho mais fácil.
Ótimo texto. Já passei horas nesse tipo de reflexão. Agora, infelizmente, só tenho alguns segundos para comentar, então, resumindo: aceite a dica do João Carlos, vc vai gostar do Vigiar e Punir.
E nem li todos os comments, mas aposto que apareceu alguém da turma do “DIREITOS HUMANOS PARA HUMANOS DIREITOS”. Acho um sarro esse pessoal se autodenominar de “pessoas direitas” assim, sem nenhum pinguinho de modéstia. Sinto um pouquinho de vergonha alheia, mas vai ver não sou uma moça tão direita assim.
Bjo
Eu defendo o ponto de vista da maioria do pessoal nos comentários, o que define quem somos são nossas escolhas.
se pensar que o que nos define é a sociedade, então quem define a sociedade ?
se somos definidos por influencias alheias, as pessoas que nos influenciam foram antes influenciadas por alguém para que pudesso nos influenciar, e as pessoas antes dessas foram influenciadas por outras antes, e assim vai, até chegarmos a quem nos definiu inicialmente, a natureza. Ou seja, todas as regras e punições que aplicamos, são frutos de experiencias passadas, e no futuro elas certamente mudarão, assim como a forma de governo, assim como o estilo de vida, e tudo mais, (se ainda houver humanos). Talvez você esteja no rumo da proxima mudança, se bem que não entendi direito o que você propoe. Muito Rosseou pro meu gosto, acreditar que se o homem fosse livre de imposições governamentais, eles se organizaria em harmonia. MAs os tempo não para, e a mudança vem com ele.
Vamos tentar mudar coisas mais importante primeiramente, como a igualdade. Até porque eu acho que a maior falha nas leis é a não aplicação igualitaria delas.
Também li os comentários do Duka Palácio e sigo uma linha de raciocínio semelhante à dele, mas alguns pontos enxergo de forma diferente.
Mesmo lendo e relendo o texto e suas respostas aos comentários ainda me restou uma dúvida: Pra você, se dois irmãos gêmeos vivendo num ambiente “harmonioso” sem qualquer tipo de problema social ou econômico e nada que os afete psicológica ou físicamente, se transformam, o primeiro em um médico excelente, e o outro num assassino e torturador de crianças, este segundo deve ser punido para que haja justiça ou mesmo assim seria vingança?
Repito que o ambiente e a vida são praticamente as mesmas.
—
Desculpe, mas a associação é absurda, uma vez que nenhum indivíduo é capaz de sofrer as mesmas influências que outro. Agora mesmo, se você virar o pescoço e olhar para um título de um DVD, estará recebendo uma influência, por mais ridiculamente descartável que seja.
Felipe, você tem mesmo que descer o nível?
Em nenhum momento eu disse que sua visão do assunto estava errada, que você é incapaz ou que não tem conhecimento.
Em tudo que escrevi, apenas expressei minha opinião. Que é divergente da sua.
Você diz que eu estou errada por que não me aprofundei no assunto. Como pode dizer isso se nem me conhece e não sabe o tipo de conhecimento que tenho? Alias, que tipo de aprofundamento você tem no assunto? O que leu em livros? Viu em filmes ou aprendeu na faculdade? Eu leio livros, vejo filmes e tive aulas de Direito na faculdade, mas, além disso, eu vivo a situação de perto. Você mesmo já se definiu como burguês, eu nasci e cresci na periferia. Ou seja, não conheço só a teoria, conheço também a prática.
Sim. Na minha concepção somos responsáveis por nossos atos. Podemos ser levados pelas influências até certo ponto, um ponto chamado opção de escolha.
Não. Você não está apto a me ensinar que minha concepção está errada. Até porque ela não está errada, só está diferente da sua. As tuas influências te levaram a ter uma visão do assunto, as minhas me levaram a ter outra.
Eu sou o resultado das minhas decisões. A “vida” me coloca em situações, mas sou eu quem decide que caminho irei seguir.
Sou estudante de uma ciência exata. Geralmente, geralmente e não por regra, estudantes de exatas tendem a certa frieza. Mas frieza é algo que me acompanha desde que me entendo por ser vivo. Não sou obrigada a ter pena do criminoso e menos ainda aceitar que ele é a vítima.
Mesmo sendo estudante de exatas, eu aprecio algumas ciências humanas, principalmente história, filosofia e psicologia (antes que queiram me corrigir, psicologia é área humana e não de saúde como muitos acreditam). E justamente essas ciências foram as que mais me influenciaram a pensar como penso. Que coisa, não?
Alcançar que compreensão? A sua? Por quê? Se eu tenho uma opinião própria do assunto. Eu usei a sua compreensão para avaliar melhor a minha. Mas eu ainda penso diferente. Eu aceito opinião contrária e gosto.
Você me sugere ler e estudar?
Está bem Felipe vamos lá, um pouquinho de matemática para você: Eu leio textos desde que tinha cinco anos. E de lá para cá eu leio constantemente, ou seja, tirando os meus primeiros cinco anos de vida, eu passei toda a minha vida lendo e estudando. Eu sou sete anos mais velha que você. Faz a conta e verifica há quanto tempo eu leio. Tempo para você pensar. Pensou? Ok. Se você realizou a equação matemática de maneira correta, você pode perceber então, que eu tenho de tempo de leitura, mais tempo do que você tem de vida. Mas será que isso me faz melhor que você? Será mesmo? Será que isso me da o direito de tentar diminuir seu nível intelectual?
Você fala de fanáticos religiosos, mas é igual a eles.
Quando discordamos de um fanático religioso ele diz: “Deus, perdoai porque ele não sabe o que diz” (traduzindo: você não conhece a palavra de Deus).
Quando alguém não concorda com sua palavra, você apela para tentar baixar o nível intelectual da pessoa e sugere que ela vá ler e estudar. Quando essa pessoa pode até ter mais conhecimento e estudo do que você.
Você e o fanático não aceitam opinião contrária, querem que sua verdade seja absoluta e quem discorda é ignorante.
A única diferença entre um fanático e você, é que você não chama por Deus.
Eu quem digo que não adianta continuar a discutir o assunto, mas não porque você não tem nível intelectual para isso e sim por que você não tem inteligência emocional. Partiu para o lado pessoal, preferindo me colocar como um ser sem conhecimento e que precisa estudar ao invés de respeitar o fato de que não penso como você com relação a esse assunto.
MUITA reflexão? Certo então. Segue o link de um texto, como sugestão para você refletir sobre a sua resposta para mim.
http://controleremoto.tv/blog/2009/10/a-internet-os-valentoes-e-o-que-esta-por-tras-de-tudo/
O texto é bom, você vai gostar de ler.
Talvez depois de ler esse texto e refletir sobre as palavras do autor, você pense melhor antes de ser arrogante e pedante. E, também, pense melhor antes de tentar diminuir a capacidade intelectual de alguém, só porque esse alguém não aceita as suas verdades como absolutas.
Até!
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Eu não entendo pq as pessoas sentem-se tão ofendidas quando sugiro maior leitura sobre o assunto. Sim, você pode estar lendo há 287 anos, se não estiver lendo a coisa certa, continuará sem ter lido nada sobre o assunto em questão.
Eu recomendo a leitura das obras de Bourdieau, então você poderá chegar à compreensão que citei e poderá enxergar que essa ideia de “escolha” na verdade é a maior ilusão da humanidade. Isso é o que eu defendo.
No mais, boa sorte.
Pensei que haveria um texto sobre as falácias do apagão.
se vc não tem orgulho de ser um ser humano … se mate …. assim vc pode ter orgulhos de não ser mais um …
O seu texto só faz (faria) sentido se todas as pessoas que não tiveram boas condições de vida desde o nascimento se tornassem criminosos… Qual a diferença entre um assassino que nasceu pobre/classe média/rico?? Um teve a influência de berço que foi determinande para a sua conduta? São questões que só tem uma resposta… É claro que as condições de acesso à saude, educação e blá blá influenciam o comportamento de qualquer pessoa, no entanto não são determinantes como vc deixa a entender. Da mesma forma que não é inteligente não levar em consideração situações que expõe pessoas à necessidade de praticar atos criminosos também não é inteligente afirmar que essas condições são determinantes para as ações de cada ser humano e é imbecil tentar defender ou explicar qualquer tipo de conduta criminosa por conta do ambiente de criação do indivíduo! Da mesma forma que vc citou o caso de Gordon Northcott cite o meu também: filho de pai e mãe analfabetos, retirantes do sertão bahiano, estudei a minha toda em colégio público e consegui me graduar em uma universidade federal e melhorar consideravelmente minha qualidade de vida.
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Eu não disse que todo pobre vira bandido, mas que as influências nos levam aos atos… Nas classes menos favorecidas, isso é nitidamente mais observado no que se refere aos roubos, por exemplo.
Agora, isso aqui foi demais: “é imbecil tentar defender ou explicar qualquer tipo de conduta criminosa por conta do ambiente de criação do indivíduo!”
olha…complicado…como disse um deputado no cqc esses dias aih
nao sou contra nem a favor,muito pelo contrario
huehuehueue
http://www.matouafamiliaepostounoblog.blogspot.com/
Um serial killer se tornou um assassino pois recebeu um tratamento terrível na infância tanto por parte dos pais quanto da sociedade. Pode ser, mas serial killer é exceção e não a regra, e nortear argumentos pelas exceções talvez seja um erro.
Julgamento de Nuremberg, todos os acusados alegaram que cometeram aquelas atrocidades pois foram forçados a fazê-las. Somente um dos acusados alegou que acreditava estar fazendo a coisa certa. Pobres coitados, foram forçados, não tiveram escolha, foram somente vítimas do meio que as influenciou, tão ou até mais vítimas que os milhões e milhões de inocentes dos quais eles tiraram a vida. Todos, exceto um, afirmaram que sabiam que estavam fazendo a coisa errada, mas que não tiveram escolha!
Não tiveram escolha?! Tiveram escolha sim, tanto que sabiam que estavam fazendo a coisa errada, mas optaram por continuar a fazê-la dia após dia. Aquele que alegou acreditar no que estava fazendo pode ser tratado como doente, todos os outros são assassinos não por influência do meio, mas por escolha.
Se o homem fosse tão somente produto do meio, ao se deparar com o serial killer que matou sua filha, um pai avança contra o assassino e o mata. Esse pai não pode ser condenado pois foi mais uma vítima do meio, influenciado pelo que o assassino havia feito à sua filha. E isso vai se tornando uma cadeia sem fim, onde todos são vítimas e ninguém pode ser responsabilizado individualmente, mas somente o meio que as influenciou deve ser responsabilizado.
Esses dias estava andando na rua e vi uma mulher com 3 crianças pequenas paradas em um sinal de trânsito pedindo dinheiro (até aí nada de mais!!!). Havia uma das crianças que devia ter uns dois anos de idade, não mais do que isso, magrinha, sentada na calçada, com um saco na boca cheirando cola. Que escolha terá essa criança vivendo nesse meio? Nenhuma. Será bandido, traficante, assaltante. Será preso e sairá pior do que quando entrou. A penitenciária deve ser um lugar de reeducação, de tratamento psicológico, de desintoxicação, de apoio, onde a pessoa tenha a consciência que estava fazendo a coisa errada e que sejam apresentadas a ela alternativas para que tome outro rumo na vida. Infelizmente não é assim.
Nosso querido Presidente Lula, envolvido em corrupções, pagamento de propina, mensalão, compra de votos, etc. Não pode ser culpado pois está inserido em um meio de corrupção, lobbys, troca de favores e foi por isso que ele se corrompeu e se tornou o que é hoje. Na verdade não passa de uma vítima, tão ou mais vítima do que milhões de pessoas que não têm acesso a estrutura básica do governo devido aos escândalos em que o Presidente e sua laia estão envolvidos. Será que é isso mesmo??
Tive uma infância difícil e no início de minha vida adulta não tinha onde morar, não tinha dinheiro pra comprar comida, roupas, nada. Completamente abandonado por toda minha família. Não conseguia nenhum emprego e estava completamente desesperado. Essa situação não durou apenas uma semana, um mês, seis meses. Isso permaneceu por muito tempo e ninguém veio me socorrer. Poderia ter culpado a sociedade, os outros e ter me tornado uma vítima do meio. Teria deixado tudo muito mais fácil pra mim, afinal não seria minha culpa mas do meio. Viraria um bandido ou viciado em qualquer outra porcaria. Mas não fiz e não farei isso (embora se o fizesse seria muito mais fácil). Consegui fazer faculdade, arrumar um emprego e hoje vivo do meu trabalho.
O bandido que quando criança apanhou muito, foi forçado pela mãe a cheirar cola e a assaltar pra trzaer drogas pra dentro de casa é uma vítima do meio? Sim, é (até o momento em que tome consciência que está fazendo a coisa errada, daí pra frente não mais). Os nazistas que alegaram que foram forçados a cometerem atrocidades foram vítimas do meio? Não, em hipótese alguma. Nosso Presidente da República, vítima do meio? Muito menos. O meio não tem livre arbítrio, pessoas sim.
Alguns conhecimentos realmente vêm com o tempo e a experiência. Antigamente eu não acreditava nisso, mas nem tudo na vida é imediato como no mundo virtual, onde qualquer coisa pode ser perguntada ao Google e a resposta é instantânea. A vida me mostrou isso de maneira muito dura.
Não se trata apenas de acreditar que o homem é produto do meio ou que ele é o resultado de suas escolhas, mas o somatório das duas coisas. O caminho mais fácil é sem dúvida acreditar que o homem é somente o produto do meio, tudo fica muito, mas muito mais fácil assim.
Se me permite, pra finalizar vou fazer como minhas as suas palavras:
“Eu não estou apto a te ensinar tudo o que é necessário para que você compreenda que essa concepção está errada, nem tampouco adianta ficar argumentando enquanto você não conseguir compreender…. Se você quiser alcançar essa compreensão, sugiro leitura e estudo, bem como MUITA reflexão.”
Um grande abraço!
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Eu não acredito que o ser humano tenha o poder de escolha, defendo que essa é a maior ilusão da humanidade. Todas as nossas escolhas e caminhos escolhidos são inteiramente baseados na conjunção de nossa predisposição genética mais as influências que tivemos ao longo de toda a nossa existência.
Se você acredita que o homem tem o poder de escolha… E eu não. Atingimos um ponto que é impossível transpassar.
Minha professora de sociologia fala muito do quanto nós estamos vivendo somente o nosso mundo e esquecendo que temos uma sociedade decadente pedindo socorro, e nós estamos afogados nos apelos ao consumismo, querendo sempre ser mais rico, bonito, ter o melhor carro, vestir a melhor roupa, Não que estejamos errados em querer isso, mas ela fala tanto que nós estamos presos por opção a uma vida que só visa o egocentrismo… Nunca nos preocupamos com o proximo.
Uma sociedade esquecida, enrraizada numa falta de amor ao proximo!
Bem sei que não foi isso que vc quis passar, mas me lembrou muito da aula dela =]
Mas infelizmente sempre foi assim né?! A vingança parece que é um sentimento que já está inserido na gente desde sempre…
Obrigada pelo momento de reflexão.
Meu Deus, que peninha dos bandidos! Não tinha me dado conta de que os coitadinhos sofriam tanto. Ah, pára! Tu e mais um monte de gente que te apoiou acham mesmo que todos os que sofrem no mundo viram bandidos, sendo, portanto, regra geral que sofredor pode transgredir? A maioria dos sofredores leva vida digna. A vida real não comporta quimeras e divagações. Bandido é bandido. Busque-se justiça, para retos, mas punam-se os transgressores. A tolerância que demonstras no texto, bem como várias manifestações de apoio que recebeste, explicam bem a vitória da mediocridade sobre o esforço e o talento. É por isso que uma leviana vira celebridade – vide Caso Uniban -, enquanto gente talentosa só encontra portas que nunca se abrem. Desculpe a dureza, mas meus 53 anos de vida batalhada não suportam tamanha tolerância para com aqueles que pensam que o mundo lhes deve alguma coisa.
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Desculpe Dilon, com que base você defende sua teoria de que “bandido é bandido” e ponto final? Só a via de curiosidade, eu gostaria de saber se há algum embasamento pra essa ideia além dos simples pensamentos de um ilustre membro da classe dominante, que não quer se preocupar em ter o carro roubado.
Pois é sabio pedro neto. Vc escreveu um texto idiota ridiculazando TESTEMUNHAS DE JEOVÁ , “como fugir dos evangelicos”. TJ nem evangelico é. Mas isso nao vem ao caso. So gostaria de te contar que TJ morreram ao milhares nas 2 guerras mundias pelo fato de se recusarem a participar em guerras. Aprenda a ver as qualidades das pessoas antes de sair esculhambando. Eu faço isso com vc. Reconheco sua inteligencia, tanto que vez por outra leio seu blog
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Dai-me paciência, ó poderoso Thór.
1- Meu nome é FELIPE Neto.
2- Quem escreveu o texto “como fugir dos evangélicos” foi o Murilo, no FORUM do Controle Remoto. E não eu.
Eu juro que ainda me mato com esses comentários.
Eu vi o filme foi punk a história do cara deu muito odio
O texto é bom, bem redigido, bom português… Típico de um advogado, no qual o leitor se envolve tanto, que acaba não percebendo o quão tendencioso ele é…
Ocorre que no meio do texto, nós começamos a acreditar que os bandidos são “vítimas do sistema”… E isso é uma ilusão, meu caro!!!
Pra mim, após a ótima análise histórica, emergem os erros do texto…
O principal deles é nos induzir a acreditar que o crime decorre do “ambiente que o criminoso vive” ou, se preferir, “da falta de oportunidade dos marginalizados”…
Em realidade, tal “teoria” vai por terra no momento em que simplesmente observamos a ocorrência de barbáries cometidas pelas pessoas das classes “A” e “B”… No momento em que vemos pessoas ricas, bem educadas, de futuro brilhante, cometerem os mais variados tipos de delitos…
Creio que alguns, destaco: ALGUNS, crimes decorrem de patologias psíquicas e que tais doenças são incapazes de escolher suas “vítimas”, quer dizer, ricos ou pobres, brancos ou negros, homens ou mulheres…
Amigão, sua opinião ou o “conhecimento geral” como vc afirmou acima, é uma tremenda FURADA… Vc se filiou a uma corrente dotrinária que é totalmente ultrapassada e que jamais terá aplicabilidade…
Isso é bem típico de estudande de direito no começo do curso que acha que pode “salvar o mundo”… ou de “comunista” revoltado com o “sistema”… se isso te conforta, alguns amigos meus tbm passaram por essa fase!
Daqui a pouco, vc vai rir de ter pensado o que escreveu!
De toda sorte, é um bom texto!
Um forte abraço e sucesso com os estudos!!!
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E eu que sou o arrogante por aqui, hein? =) Esse comentário ultrapassou todos os limites de arrogância e total prepotência a ponto de parecer mais estúpido que se calado ficasse.
Em nenhum momento eu associei a criminalidade PURAMENTE à classe social. As inúmeras influências que temos ao longo da vida podem nos levar por caminhos diversos, estejamos na classe que for.
Desculpe, eu me recuso a comentar mais, só recomendo mais leitura (como sempre).
E não, não sou estudante de Direito. Muito menos comunista.
[...] Lista: 10 bons livros de Cultura Inútil. Vídeo: Vergonha alheia. Imagem: Raio X em movimento. Curta: Flair’s Truckers Delight. Game: Level Editor. Imagem: Por isso não ando de barco. NatGeo: Live Curious. Vídeo: Mortal de frente em uma gangorra. Arte: Pintura Corporal. Post: Felipe Neto quer justiça com os gays. [...]
Felipe, antes de mais nada, parabéns pelo texto. Agora, lamento, mas as pessoas tem sim o poder de escolher o caminho que vai seguir. Por mais influenciadas pelo meio que sejam, todos sabem o que é aceito como certo e errado. A maior prova disso é que nem todas as pessoas sujeitas às mesmas condições que o assassino/ladrão/estuprador se tornam criminosas. Se levarmos em consideração o seu ponto de vista, de que o criminoso é a vítima, então somos todos vítimas. Se ele não teve escolha, eu também não tenho. A sociedade me fez assim. Se o criminoso não teve escolha, então o político corrupto da chamada classe dominante também não teve escolha. Ele também foi influenciado pelo meio. Como é mais fácil viver mesmo? Colocando a culpa na sociedade por tudo de errado que eu fizer ou aceitando o fato de que sou responsável por aquilo que faço?
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Guilherme, tudo que você citou como “errado” é o que eu acredito. Mas é uma questão muito mais profunda que o clichê: “somos produto do meio”… Na minha concepção, somos produto de nosso código genético e de todas as influências obtidas durante toda a nossa existência. Sei que é horrível de se ler, mas sim, acredito que nenhum de nós tem culpa em ser o que é. E não, não acredito que tenhamos o “poder de escolher”.
É macabro, eu sei, mas um dia escreverei profundamente sobre isso.
um dos posts mais bem escritos do blog. Sem sombra de duvidas cada virgula do texto está coberta de razao. Parabens!
Só a título de curiosidade, até porque eu acho que você quis falar de um modo mais geral e abstrato, levando em conta toda a raça humana:
O Direito brasileiro, mais precisamente o penal, adota a pena como uma função retributiva e preventiva. Quer dizer que, ao mesmo tempo que se pune alguém que cometeu um crime como forma de retribuição pelo dano que ele ocasionou, a pena também tem uma função preventiva. E nesse “preventiva” está inclusa a “reabilitação” do indivíduo à sociedade. O Estado faz um papel de resgate do indivíduo que foi para o mundo do crime, mas ao mesmo tempo lhe aplica a pena devida, pois afinal de contas um ladrão não é ladrão somente por culpa da sociedade em que vive, senão todo pobre seria ladrão.
Claro, a prática é bem diferente da teoria. Mas, existindo a teoria, já é um bom caminho andado.
Agora, já finalizando e apontando a minha opinião, boa parte de quem está preso é fruto da sociedade e, mais especificamente, de um governo ruim e omisso. Mesmo assim, em qualquer situação, sempre há mais de um caminho a ser seguido. Somos seres conscientes e temos que pagar pelos nossos atos. Não sou a favor de pena de morte, tortura ou qualquer pena exagerada. Sou a favor da justiça. E, como você disse, cada um vê a justiça do jeito que lhe convém.
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A teoria do artigo quinto da constituição também diz que o salário mínimo tem de ser suficiente para o indivíduo poder ter saúde, educação, lazer, alimentação e outras coisas mais… Contudo, um salário mínimo não paga uma conta de supermercado de mês.
A teoria do nosso país sempre foi linda, mas não caminhou 1 passo para tornar-se prática. Você já viu alguma cadeia dando o primeiro indício de trabalhar com a ressocialização no Brasil? Então que “caminho andado” seria?
A vida é feita de escolhas. Você escolhe o que você quer fazer e vive das consequencias dos seus atos.
Tanto “os burgueses” quanto os mais humildes tem o que escolher. O filho pode escolher entre brigar na escola ou voltar com seu orgulho ferido para casa. Pode enfrentar os pais por um namorado ou mata-los como Suzane o fez. Pode pegar a arma do pai para se mostrar para os amigos ou fingir que nao sabe onde fica.
Tudo é questao de escolhas. Quantos e quantos sao os casos dos humildes que venceram na vida mesmo vivenciando o dia a dia onde muitos eram aviaozinho e morriam aos 16.
Teve a pouco tempo o caso da Joana Maranhao que qdo era criança foi molestada pelo padastro. Ela saiu por ae matando e decepando para descontar a vergonha sofrida quando era crianaça? Nao! Ela escolheu outro caminho e venceu.
Se a pessoa nao tem compaixao pela outra, ela nao tem nada a acrescentar a sociedade. Ela escolheu ser assim e salvo os casos de doença mental merece pagar pelo que faz.
Quantas sao as pessoas de uma familia e amigos que choram quando morre algum parente ou pessoa proxima. Estes que choram sao os mesmos que pagam os impostos para ter segurança em suas casas. Estes mesmo impostos SUSTENTAM milhares de bandidos nas penitenciarias.
Há crimes e crimes. Algumas pessoas podem mudar outras não. Mas depende delas e somentes delas. O meio influencia? Sim, mas não mais que nós influenciamos o meio.
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“A vida é feita de escolhas. Você escolhe o que você quer fazer e vive das consequencias dos seus atos”
Desculpe, mas eu discordo completamente dessa afirmação. Acredito que toda “escolha” humana é resultado de todo um processo de vivência guiada por influências.
Essa justiça que as pessoas tanto idealizam e da qual acabam, como você, se desiludindo não existe. A prática da justiça como a conhecemos está baseada nas leis. Mas perceba que as leis são criadas por um grupo de pessoas para que esse mesmo grupo se sinta seguro, amparado e protegido. A ideia não é criar o sistema justo das idealizações juvenis, mas sim um sistema que proteja os interesses da classe dominante. É conveniente, para essa classe, que a propriedade privada exista? Então lá estará a lei que a garante. É conveniente que a choldra da pobreza e da ignorância seja amontoada em jaulas onde ficarão distantes das “verdadeiras vítimas”? Que seja!
“Há pessoas que são abençoadas com saúde, dinheiro e autoridade e vivem suas vidas alegremente. Enquanto isso, outros morrem de inanição e não importa o quanto se esforcem para viver, apenas ganharão a morte. O mundo é verdadeiramente injusto, mas é por isso que se pode dizer que ele é lindo.”
Para que todos tenham as mesmas condições e oportunidades só vivendi no comunismo, no mundo capitalista isso é impossível, pois contrário ao sistema!
—
Pena que eu não acredite no comunismo. =/
Punição Exemplar
A cidade foi dividida por grades
Os que ficavam de um lado se achavam seguros
Daquilo que ficava de fora
Mas as grades não foram à solução
E hoje há aqueles que esperam o crime
Entrincheirados nas próprias casas
Enquanto outros preferem sair
E se arriscar no lado de lá
A cidade foi dividida em turnos
Os que ficavam ao sol seguiam em paz
Os que ficavam sob a lua contavam suas estrelas
Mas os turnos já se foram
E hoje o medo se espalha pelo dia e pela noite
Sendo que uns preferem morrer à luz
Enquanto outros contam as vítimas da madrugada
E abraçam a escuridão
A cidade foi dividida em áreas
Para que a polícia pudesse assim atuar
Mas os policiais não tiverem a quem seguir
Já que a moral dos burgueses hipócritas
A financiar o crime do qual diziam fugir
Beirava a ignorância do menor abandonado
Contratado pelo Barão da Droga
E esquecido pela escola
A solução então foi essa
O caos para aqueles que fingiam não ver
Que a cidade e suas crianças
Caminhavam pelo fio da navalha havia muito
A cidade foi dividida
Pelo corte da cegueira e do egoísmo
O corte foi profundo e fez sangrar
E a punição é exemplar
raph’03
Caaara, você tem uma visão bem distorcida de justiça e vingança. Dá pra ver a diferença entre um revide por conta própria e uma atitude das autoridades. Aqui no Brasil não existe justiça. O cara mata um ser humano e simplesmente vai preso por alguns anos, então logo estará livre e solto à sociedade pra matar de novo. Isso seria justo? A resposta óbvia é não. Olho por olho, dente por dente, vida por vida é a base da justiça de fato. É o básico e que é de certa forma inerente ao ser humano. (Lembra quando cê era criança e seu amiguinho te dava um tapa na nuca? Teu desejo ou reação imediata era de fazer exatamente a mesma coisa nele e ficar ‘quites’.)
E antes que que diga de novo que é vingança (não o exemplo, pois esse sim é), repito que não é, uma vez que seria aplicada não pela pessoa em questão, mas pelas AUTORIDADES depois de um julgamento.
Juro que dessa vez não entendi o sentido do seu texto, e espero que reveja sua posição. Putz, quase fiquei com dó das pobres vítimas da sociedade serial killers… Juro. :/
—
O que falar nesse tipo de situação?
O jeito é torcer pra você captar onde está o erro e conseguir compreender a mensagem.
É a mais pura verdade. Discordo apenas de uma parte:
“correção pela espada passa a servir de exemplo, um modo de manter a sociedade mais coesa através do medo da punição”
Foram realizados estudos e comprovado que pena de morte (para certos delitos mais “leves” como na China) não reduz o nível de criminalidade em um país
Não tenho a fonte agora e estou saindo de casa, mas com uma pesquisa no google são facilmente encontrados diversos textos sobre o assunto, de entidades de prestígio.
Muito bom o texto, como sempre. Abraços
Existe uma verdade que ninguem quer admitir por ser inconveniente demais, A JUSTIÇA NÃO EXISTE, o que é justo para um é injusto para o outro e isso nos leva a nossa grande dificuldade como viver sabendo que a justiça que tanto queremos e idealizamos como sendo a unica solução para tudo não existe ?
Alguns fogem da verdade acreditando em uma justiça divina outros começam a se enganar forçando-se a acreditar no conceito de justiça estereotipado que nos é ensinado desde que nascemos.
Vivemos em uma sociedade aonde apesar da justiça real não existir, faz-se necessario que exista uma “justiça” criada e mantida segundo os padrões daqueles que detêm o poder, poder esse que deveria estar sendo usado para fornecer acesso a educação de qualidade aos jovems que ainda não se tornaram restos ignorados do sistema, mas como também ja foi dito por muitos ao fornecer educação e cultura a todos aqueles que eram tratados somente como uma grande massa de votos começaram a exigir o que lhes é direito e isso causaria a perda do poder da classe dominante.
E por a classe dominante ter consciencia disso os deixa eternamente na ignorancia para que possam se manter em suas posições confortaveis.
Nossa, que texto. Parabéns!
Só quero apontar que a leitura de que Deus é um punidor na bíblia sagrada é incorreta, e as religiões que assumem essa postura podem ser declaradamente consideradas como heréticas no ponto de vista cristão, porque a ira de Deus já foi aplacada sobre Jesus, e o que resta, à humanidade hoje, é o amor.
Infelizmente, os supostos representantes de Deus não se deram conta disso ainda, apesar dos textos claros no novo testamento a respeito. “Mas, se fazeis acepção de pessoas, cometeis pecado, e sois redargüidos pela lei como transgressores.” Tiago 2:9 e “Aquele que não ama não conhece a Deus; porque Deus é amor.” 1 Jo 4:8.
É uma tendencia burguesa conservadora apontar pecadores e se irar contra eles, se colocando como “justificados”, assim como você apontou, e não da bíblia. Existe quem tem temor ao ler o Livro Sagrado, e entende que não existem homens santos no mundo.
Mas nem culpo quem interpreta a coisa assim. Sei como nós, cristãos, andamos dando um péssimo exemplo diante da sociedade. Me envergonho todos os dias quando vejo um desses santarrões arrotando mentiras, principalmente na TV. Isso não é bíblico, nem sequer “boas novas”, como julgam ser.
Inclusive, seu texto é um dos mais “divinos” que lí ultimamente. Não sei se você tem formação cristã, mas saiba que com certeza Deus está falando através de você. Pessoas precisam aprender esse seu senso de justiça, que é muito mais complexo que vingança ou ira; é justiça aplicada em serviço restaurador; é amor até a mais alta potência, capaz de transformar uma pessoa, e ensinar o caminho da verdade.
Ótimo texto, parabéns!
Estas discussões sempre “dão pano pra manga”… Acho que sim, a sociedade de uma forma geral tem um caráter vingativo. Mas não acho que seja exatamente por isto que a Justiça seja do jeito que é. A criminalidade é um problema que todos sabem as causas (“saber” fica relativo, cada um tem a sua opinião), mas ninguém sabe exatamente como agir. E acabam atuando nas consequências, o que nunca vai eliminar o problema.
Resumindo, não sou a favor do comunismo, nem contra o capitalismo, mas acho que para um ter mais, sempre, SEMPRE, alguém terá menos.. o que gera muitos dos nossos problemas sociais…
Abraço a todos!
òtimo texto, parabens ae pelo blog Felipe
o/
Felipe Neto,
Por vezes já parei para ler alguns textos seus e muitas vezes encontrei belas peças estilísticas com conteúdo um tanto superficial. Entendo que muitas vezes o que você busca é um leve exercício intelectual que visa à reflexão de seus leitores, mas o senhor precisa de um pouco mais de maturidade no trato com a divergência.
Você não pode dar a palavra final em muitos dos assuntos sobre os quais discorre, na verdade, ninguém pode dar a palavra final sobre assuntos mais complexos sem fundamentá-la muito bem com evidências, pesquisa e uma profunda análise.
Não é de conhecimento geral que não há livre arbítrio. No século XIX talvez o fosse, e ainda assim, isso está mais para senso comum do que para conhecimento geral, e o senso comum por muitas vezes erra. O livre arbítrio é defendido por muitas escolas filosóficas e muitos pensadores muito mais capazes que você, eu, ou a maioria das pessoas aqui. Recomendo para aprofundamento a leitura de David Hume, Thomas Hobbes e Karl Popper. Todos grandes pensadores que discordariam de seus postulados dogmáticos sobre o determinismo. E acredito que o senhor tenha humildade para reconhecer que nenhum deles sustenta essas teorias por falta de estudo ou aprofundamento.
Ainda cito Jean Paul Sartre sobre responsabilidade moral: “… we are always ready to take refuge in a belief in determinism if this freedom weighs upon us or if we need an excuse”.
Também falo sobre punição. Seres humanos agem influenciados (mas não determinados) por incentivos, positivos ou negativos (isso é teoria econômica comportamental, e cito Schumpeter e Hayek como fontes bibliográficas). A teoria dos incentivos é muito menos controversa que o determinismo pois é amplamente aceita e aplicada no cotidiano, seja por empresas, seja em políticas públicas do governo. Portanto, se você quer estimular o consumo no país, você fornece um incentivo, como redução de taxas de juros, e as pessoas em geral tendem a consumir mais, sem necessitar decreto ou ordens para tal.
A punição nada mais é que um incentivo negativo para o crime, assim como o imposto Pigoviano é um incentivo negativo para o consumo de cigarro. Por isso a punição faz sentido como política pública, muito mais que reparação, ela é um agente de prevenção do crime, pois a certeza de uma punição posterior reduz sua disposição a cometer uma ilegalidade. Não determina, mas reduz a sua disposição.
Antes que me ataque dizendo que muitas pessoas não tem esse nível de discernimento para serem sensíveis ao incentivo negativo cito que um, a teoria dos incentivos é amplamente aceita no âmbito acadêmico e é a base de todo o moderno sistema de políticas públicas em todo o mundo, e dois, relembro Milton Friedman e o caso do jogador de bilhar. Mesmo que o jogador de bilhar não conheça todos os teoremas da física e matemática por trás de suas jogadas e manobras, ele possui idéias intuitivas acerca do comportamento das bolas.
Não é obrigação de ninguém conhecer tudo que se pode conhecer sobre um determinado assunto, mas sempre devemos ter a humildade de aceitar a divergência em um debate e respeitar a opinião alheia sem submetê-la ao ridículo ou supor que, por discordar de você, a pessoa está obviamente errada. Todos nós fazemos isso em um dado momento, mais ou menos vezes. Mas em um blog cujo propósito é levar à reflexão, a divergência é muito mais saudável que a concordância.
—
Uma coisa é argumentar, outra coisa é falar: “você tá errado, eu escolho o que faço da minha vida e ponto final”. Contra esse tipo de argumentação, o máximo que posso fazer é recomendar a leitura, o que aparentemente soa como a mais pura arrogância pelos leitores, quando deveria soar como conselho.
Você citou autores, citou nomes, mas não chegou a falar grande coisa, até porque eu não entrei no mérito do livre arbítrio em si (ainda), mas do fato do poder estar na classe social mais forte, em completo detrimento das demais. A imposição de regras será sempre sob o pensamento fixo de manter a harmonia para essa classe, sem pensar no que é melhor para toda a sociedade. Por isso, um criminoso é expurgado e tratado como lixo, não muito diferente do que recebeu por toda a sua vida, em muitos dos casos.
Quando eu for escrever sobre minha crença de que o ser humano não possui absolutamente nenhuma liberdade sobre suas próprias ações, aí sim você poderá citar Hume, obviamente em contraposição a Bourdieau, que pra mim parece muito mais racional no ponto de vista das ações humanas e no fato das influências serem determinantes para cada respiração que damos, bem como o código genético.
Enfim, vejo que você tem uma posição contrária às minhas crenças e ela é muito bem embasada, nesse caso eu jamais seria capaz de parecer arrogante com você, embora não tenha tentado parecer com os demais. A diferença é que você sabe do que está falando e isso já torna a conversa muito mais equilibrada.
Quem sabe nos meus próximos textos você venha a mudar de ideia.
Legal o seu texto. Muito bem escrito. Mas não significa que seja correto. Acho interessante a sua justificativa para “descartar” o pensamento daqueles que defendem a punição dos criminosos e a não vitimização dos delinquentes. Você defendeu seu ponto de vista, em mais de uma resposta aos comentários, dizendo que essa ideia discordante da sua é a mais fácil ou confortável. Ou seja, a sua tese é mais intelectual, mais arrojada, mais cult, e mais desconfortante. (Tem coisa mais cult do que passar a sensação de fazer a classe abastada ficar enjoada e com peso na consiência?)
É claro que a alegação de o seu pensamento ser mais difícil, complexo e desconfortante o torna mais virtuoso. Afinal, qual o mérito de ter a idéia fácil, né?! Mais não é porque é virtuoso que é correto. Ou seja, sua alegação seduz, mas não fundamenta e não justifica.
Mas de qualquer forma não é isso que gostaria de lhe dizer.
O que eu quero lhe dizer é que penso que na verdade ninguém (que seja realmente consciente) teria um DESEJO de justiça, porque a justiça pressupõe uma situação de INjustiça. Justiça seria, no final das contas, uma busca por reparação, devolução da situação anterior.
Logo, justiça não é desejo, é necessidade.
A justiça se mostra ainda mais clara como uma necessidade na medida em que, como vc mesmo reconhece, somos imperfeitos. O nosso sistema judicial, que busca a justiça, é atualmente o melhor que conseguimos fazer para viabilizar a existência da sociedade.
É óbvio que devemos lutar pela minoração da desigualdade e acesso de oportunidade para todos. Mas enquanto essa meta não for atingida fazemos o que? Precisamos da “justiça”, que é tão desprezada por vc. É falha? Claro, isso é óbvio. Mas é necessária.
Pense nisso, a ausência da força do Estado (que se materializa por meio do sistema penal) nos remeteria aos tempos da “justiça” privada. Cada um por si. E ai sim, neste quadro impera a desigualdade, onde o poderoso tudo pode contra o miserável. A liberdade geral e absoluta é a escravidão dos fracos.
Portanto, não é certo enjaularmos o miserável porque roubou o que nunca teria condições de adquirir. Mas é o mal necessário. Punir o inconveniente, aquele que não segue as regras sociais básicas, é pressuposto de existência da vida em conjunto, da sociedade. Caso contrário ninguém se disporia a trabalhar licitamente por anos e anos se a qualquer momento outro pudesse se apoderar do fruto do seu sofrimento (trabalho).
Apontar o problema e criticar é fácil, se há solução melhor pq vc não aponta. Ou melhor dá o exemplo e começa a implantar. Que tal vc dedicar seus finais de semana e tempo livre para a filantropia, já que repudia tanto essa justiça feita pela maldita burguesia que lê seus posts, sustenta esse capitalismo e dá condições para sua vida ser do jeito que ela é? Ou então quem sabe, abra mão da integridade do seu patrimônio e doe metade do que tem a um reeducando que está preso num presídio. Afinal, pelo menos essa pobre vítima da sociedade vai enfim ter uma chance de tomar suas decisões de forma legítima.
E um outro ponto a ser considerado é o de que, muito embora só esteja no campo da teoria, o direito penal (que é o que vc se refere no texto) busca duas coisas: 1 a repressão geral de propagação de delitos, impondo para toda a sociedade o desestimulo de delinquir mediante penas exemplares, ou seja, impedir novos crimes incutindo medo da pena. 2 o de reeducação. A pena deveria ser uma forma de recuperação do delinquente, resgatando-o e o reinserindo na sociedade. Embora seja só a teoria, esta idéia já faz parte do atual sistema penal, ou seja, o que vc se esforçou tanto para defender já existe na idéia de justiça do nosso sistema.
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1- Eu não respondi tentando passar um ar de cult, como se MINHA ideia fosse a mais brilhante e difícil de alcançar. Até porque o que defendo não é puramente a MINHA ideia. Como produto do meio que sou, minhas influências mais fortes são baseadas em teorias de, por exemplo, Bourdieau e Rousseau, sendo o primeiro em muito mais escala.
2- Conselhos sobre comportamento social são bem-vindos, agradeço e pode ter a certeza de que não pretendo fazer parte do sistema famigerado da luta pelo poder e riqueza. Se conquistá-los, garanto que não manterei só pra mim.
3- Por favor, só o fato de você CITAR a reeducação já torna uma brincadeira. Essa teoria é mais furada que peneira, citar que a teoria já existe de nada adianta. Além do mais, não é a ressocialização que eu citei como solução. Se o poder está nas mãos do mais forte, ele quem ditará as regras do que é essa “ressocialização”. O problema permanece.
4- Eu não dei solução pois não a enxergo, deixei isso bem claro. Por isso o final dramático, dando a ideia de que estamos, de fato, perdidos.
“Desculpa Pedro, mas não acredito nisso. Não acredito que qualquer ser humano nasça “premeditado” a ser um criminoso, muito menos que o próprio criminoso é fruto dele mesmo e somente de seus próprios erros.”
Está errado Felipe Neto. Se você realmente estudou assassinos em série, sabe não só que certas pessoas tem pré-disposição natural a serem violentas como também a maioria dos assassinos em série tinham características bem peculiares no formato do cérebro.
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E é também provado que, mesmo tendo todos os desvios genéticos (que por sinal eu incluo, juntamente com o meio social, na equação que define nossos atos), a maioria dos serial killers cresceram em ambientes absolutamente hostis.
Será que todo estudante de Direito têm essa visão distorcida sobre justiça?
Não é atoa que esse País é taxado de País da impunidade.
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Eu sou muito mais um estudante de Sociologia que de Direito… Talvez se o mundo estivesse nas mãos de sociólogos esclarecidos desde os primórdios da sociedade, teríamos evoluído de uma forma muito mais harmoniosa.
O ser humano pode até estar perdido atualmente, mas ele ainda pode encontrar o caminho correto.
É ilusão esperar que um indivíduo perdoe o assassino/estuprador/etc de um parente ou conhecido seu. O indivíduo estará tomado pela ira, rancor, desejo de vingança.
Mas foi para isso que os homens criaram o Estado.
Cabe ao Estado, um terceiro (teoricamente) imparcial, aplicar a verdadeira justiça ao invés da vingança pura e simples.
Quanto à justiça, é um valor relativo. Varia conforme a época e sociedade. Mas na minha opinião, ela vem evoluindo. Veja: no início havia somente a lei de Talião. Até os devedores civis eram vendidos como escravos ou esquartejados, tendo o corpo dividido entre os credores. Com o passar do tempo, a pena de morte foi abolida em algumas sociedades. E hoje já há teorias pregando a extinção da pena de prisão, tendo como objetivo apenas a ressocialização do delinquente.
O Direito vigente atualmente pode não ser o ideal, mas busca-se constantemente o seu aperfeiçoamento (tanto no Brasil como no resto do mundo).
Acontece que nossa sociedade ainda não evoluiu a ponto de se poder aplicar as teorias abolicionistas. Primeiro é preciso dar condições para que todos tenham o ambiente saudável de que você falou. Prover condições de vida adequada para todos.
A partir de então, os que tiverem uma chance de se recuperar devem receber o tratamento adequado. Os “irrecuperáveis” possivelmente serão excluídos do convívio social (ainda que temporariamente).
Ninguém pode assegurar que vamos atingir esse nível de evolução, mas é uma possibilidade. Ou seja, como dito no início, ainda existem chances para o ser humano.
Em primeiro lugar, aos que vem aqui “arrotar” autores, pensadores e respectivos livros como forma de doutrinar o autor do post: vocês não tem a menor noção de liberdade de pensamento. Não osbtante a leitura seja sempre enrriquecedora creio que o autor tem o direito de pensar por si mesmo, não sendo imprescindível para que ele o faça o conhecimento cabal de toda a literatura a respeito, ainda mais quando os próprios autores e pensadores citados possuiem pensamentos igualmente próprios, adequados ao seu tempo e lugar, mesmo que em alguns casos possam se aplicar atualmente. Será que p.ex. Freud escreveria hoje as mesmas linhas? Desenvolveria os mesmos pensamentos?
O texto é bastante interessante na medida em que parte da observação da sociedade em busca de responder uma questão que sempre irá ressonar na mente dos seres humanos…o que afinal é a justiça?
No mundo abstrato ela é perfeita. O problema começa quando a responsabilidade de aplica-la recaí sobre os seres humanos, sempre falíveis.
Achar que justiça se confunde com sentimento de vingança não me parece correto. A justiça pertenca a toda a sociedade. Já a a vingança é um sentimento pessoal das vitimas direta ou indiretamente lesadas. A justiça existe para a pacificação social, para impedir justamente a lei do talião que levaria ao caos social, uma matança intolerável e sem fim, motivado pela vingança privada para satisfazer um erronêo sentimento de justiça. Nem todos fazem a distinção. E ai está o cerne da questão. Movido por sentimento de vingança, que dependendo do caso ultrapassa as pessoas vitimadas, a “justiça-vingança” comete sim erros.
Quanto à questão de sermos produto do meio e da genética há inuméros casos tanto de pessoas pobres (ou não) que sofreram abusos de todo o tipo e que não entraram na vida marginal, como de pessoas pobres (ou não) que tiveram uma ótima criação e viraram marginais. Assim, somos mesmo produto de um conjunto de fatores: meio, cultura, genética, escolhas pessoais, etc. Com os psicopatas é diferente, pois já nascem assim e podem ter uma chance de não cometerem crimes dependendo do meio em que vivem, o que mesmo assim não é garantia de que isso não ocorra.
Faço um apelo em nome da justiça: não usem seu nome em vão para justificar o cumprimento do sentimento de vingança.
A única coisa em que não concordo, portanto, é com o título…deveria ser “Até onde vai o desejo humano por vingança.”
Oi! Felipe, a uns tempos atrás assisti no Discovery uma série de programas chamados “O ÍNDICE DA MALDADE” e neles quase sempre mostrava serial killers, bem nesse programa um Psiquiatra fazia uma análise da vida do tal serial killer ou simplesmente assissino. Em 95% dos casos o elemento foi mal tratado quando era criança, inclusive citou esses que você citou no outro artigo. Acredito que com toda a certeza que um ambiente ruim molda pessoas ruins, por isso concordo com o aborto. Não aguento ver mais mães desnutridas grávidas com 8 filhos do lado e mais um no colo passando fome nesse meu Nordeste.
Duka Palácio, parabéns pelo comentário (60).
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Fale o que o povo quer ouvir e receberás aplausos =)
Leu FOUCAULT e é claro que a culpa é da Sociedade. kkkkkk, por mais que o ser humano seja direcionado a ESCOLHER tendo em vista sua vivência, o fator genético e a questão do ambiente em que vive, ele ainda está fadado a Escolher. Concordo que as vezes a pressão ambiental ou biológica seja muito mais forte do que a capacidade de discernimento na hora H de se seguir um ou outro caminho, mas isso não é Desculpa, a culpa reside em quem escolheu e não em quem indiretamente pressionou. Se assim o fosse, todos os marginalizados deveriam ser interditados, tendo em vista que não conseguem mais discenir entre a conduta correta e o errado. Fora que seguindo esta linha, todos os marginalizados seriam criminosos, o que estatiscamente não se vê. FOUCAULT foi bom para demonstrar a pocilga onde se jogavam os criminosos, entretanto eu ainda prefiro gastar os 1 a 2 mil reais que gasta-se hoje com um presidiário com um estudante, coisa que qualquer um concordaria a não ser os Ursinhos Carinhosos(DH). No mais, todos estão fadados a escolher entre a conduta legal ou ilegal durante a vida, e não é por ser marginalizado ou não, por viver num ambiente corrupto ou não, por ser filho, neto, bisneto de quem é ou não, se assim fosse todos os familiares de políticos deste país seriam tão sem vergonhas como seus parentes parlamentares, não é? Em relação a pena de morte ou prisão perpétua faço apenas a pergunta: Quem vai pagar a conta? Como não existe almoço de graça, tb não existe prisão de graça e prefiro muito mais abrir novas escolas à abrir novas penitenciárias, portanto sou sim a favor da pena de morte como meio principal de justiça punitiva ao trasngressor dos ditos direitos humanos, além do controle populacional e outras questões que envolvem o tema, mas não é hora de se discutir isto. No mais, botar a culpa na sociedade, na genética e/ou no meio em que os “marginalizados” vivem é discurso de advogado de juri, o que ninguém deve levar a sério.
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Incrível como a simples crença de que “o ser humano tem o poder da escolha” cria linhas de raciocínio completamente diferentes, chegando a levar alguém a defender o assassinato de um criminoso.
Não sei se você escolheu o nome “Adolf” como ironia.
Ao Carlos Alberto(85): Gostei muito do seu texto.
Ao Felipe:
1º – Você não pode dizer que uma pessoa não leu a coisa certa para saber de um determinado assunto, por que não existe apenas uma leitura que defina todo um assunto.
2º – Quem disse que Bourdieau é possuidor da verdade absoluta? Ele pode ter escrito coisas importantes e significantes, mas não é por isso que vou concordar com ele.
Quem concorda com tudo que lê, sem formar opinião própria, é quem tem preguiça de pensar.
Platão era discípulo de Sócrates e suas filosofias são divergentes, e olha que Platão tinha uma profunda admiração por Sócrates.
Aristóteles era discípulo de Platão e suas filosofias também divergem. Apreciar uma leitura ou estudo não significa, necessariamente, concordar com eles.
3º Você disse no about me que gosta de antropologia. Sugestão: estuda dois dos assuntos mais discutidos em antropologia: Determinismo Biológico e Determinismo Geográfico.
Lê também sobre a origem do antropos.
Boa Sorte também.
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Eu não disse que você tem que concordar com Bourdieau, mas mostrei que você citar Hume e outros filósofos/sociólogos/antropólogos não faria da sua tese uma verdade absoluta, assim como minhas bases não tornam a minha como tal.
Passei pouco mais de 40min lendo os comentários e respostas e o q deu pra perceber é q uma parte tá comentando: “Pq tem q matar mesmo qm matou outra pessoa” e o q a outra parte diz: “A pessoa é fruto do meio em q vive” ou então “não é fruto do meio, mas o meio influencia bastante”…
Acho q a coisa pegou um caminho diverso do q se propõe o texto, que nem é a discussão sobre o q é justiça ou quem são as vítimas. A questão, pelo menos a mim, é a forma como nós pensamos só por nós e esquecemos q o outro existe da forma como existe.
É o mesmo q dizer q índio tem q morrer pq é selvagem ou q nordestino só vai pra “Sum Pálo” pra aumentar as favelas e a criminalidade.
Oportunidades. Não adianta ser pobre ou rico se você não tem uma educação que preze pela sua formação.
Então.. o “bandido” q estuprou a criancinha tem q morrer… mas os “jovens” que botaram fogo no índio pra ver como era devem ser perdoados pq eles são de boa família?
É como eu digo: ME COMPRA UM BODE E ME DÁ O TROCO DE MURISSOCA!
Concordo em parte contigo…
Você disse que escolha não existe, que a falsa escolha é apenas os resultados da influência que você sofre ao longo da vida. Algumas vezes o meio faz o criminoso, mas nem sempre!
Quer um exemplo claro: um pai sempre disse ao seu filho que drogas fazem mal, que usar drogas é errado. O filho arruma uns amigos novos, que curtem um baseado, e começam a incitar o filho a consumir a droga. Ele será influenciado por quem? Pelo seu pai que influenciou toda sua formação, ou pelos amigos que provavelmente neste momento tem um convivio com o filho muito maior que o pai?
Ele vai ESCOLHER o que achar correto. Independente do conflito de influencias. Por que? Porque as pessoas tem indole e personalidade.
e não venha me dizer que usar drogas não é um crime, pois é mentira! a rota toda que a droga sofre até chegar a você deixa um restro de sangue do qual você faz parte, tornado você conivente com o crime.
A impressão que seu texto e comentários dão é que as pessoas são como computadores, que recebem os dados (inflencias) e os aplicam, e que nenhum de nós tem controle sobre nossas vidas. Se fosse assim mesmo, não existiriam tantos estudos sobre o comportamento das pessoas.
Acredito que boa parte das coisas que você diz é verdade, mas você leva as coisas muito a `ferro e fogo´. Nem nas ciências exatas todas as verdades são incontestáveis, quem dirá nas ciencias humanas.
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Não digo que minha crença no comportamento do homem é incontestável, mas seu exemplo foi reducionista e leigo, desculpe.
Por mais que, sim, o pai dizer: “não use drogas” seja uma influência, assim como os amigos chamarem o indivíduo a fumar um baseado é outra, as influências não se recumem a isso. Você ficar 2 segundos olhando para o mar pode causar uma influência. Você levantar da cadeira para beber uma água e ouvir um anúncio no rádio da sua avó enquanto o faz, é uma influência. Tudo ao seu redor causa uma influência.
Então, limitar a “papai disse isso” e “amiguinhos disseram aquilo” é de um reducionismo absurdo, não é assim que as coisas funcionam, na minha concepção. E não, não acredito que, qualquer fosse a escolha tomada pelo tal rapaz, teria sido uma escolha inteiramente DELE.
Só respondendo ao comentário do Jonatas.
Sou contra o aborto, mas a favor da informação.
Se cada vez que sua conterranea desnutrida ficar gravida, ela fizer o aborto, imagina quanto isso vai custar aos cofres publicos. Vale mais a pena alguém ir até lá, dar anticoncepcionais para ela, ou fazer uma ligadura. muito mais simples que abortar várias vezes, você não acha?
O ideial seria tomar atidudes preventivas e não corretivas!
Felipe, seu texto está legalzinho. Podia ser melhor. Te recomendo mais leitura. Algo tipo Cláudia, CARAS ou Veja te faria ver o mundo com outros olhos!
Abraçoo!
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Valeu miguxa =)
Meu, você é mesmo uma “fuinha”, hem. Li excelentes comentários sobre o seu texto, mas você faz questão de atacar as pessoas dizendo que andam lendo livros errados, o conhecimento de tais leitores é chulo, que não entenderam a essênsia do texto… Você chega a ser tão ARROGANTE E GROSSO ao ponto de criticar até quem elogia alguns comentários. Meu, se liga… larga de ser tapado. Fique tranquilo, pois não vou ficar “dando murro em ponta de faca”. A partir de hoje, esse Blog será excluso da minha página de favoritos. Sua resposta eu até já sei o conteúdo. Virá com mensagens recheadas de arrogância, do tipo: Já vai tarde, Você está abaixo do meu “nível intelectual”, Vá ler (Como se você fosse o único a fazer isso).
Só mais uma coisa: Por acaso o título do livro que você está escrevendo é ” A Arte da Arrogância”?
Passar bem, Playboy Arrogante…
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Eu fui severamente atacado em diversos comentários e respondi da forma menos arrogante possível, recomendei determinadas leituras como forma de elucidação e, no final, sou taxado como responsável pela arrogância.
Fazer o quê, melhor que isso eu não acho que consigo fazer.
Boa sorte.
Felipe, eu sou o membro da “classe dominante que não quer se preocupar em ter o carro roubado”, conforme tua definição. Pois, te digo: o meu embasamento para dizer que bandido é bandido, vem da vivencia com gente humilde e com poucas oportunidades, mas que vão à luta, buscam algo melhor. E, mais: dentro de uma mesma família, conheço vagabundos que nada querem e nada fazem e irmãos que estudam e trabalham. Sendo assim, te pergunto qual a diferença no tratamento dispensado pela mãe que privilegiou uns em detrimento de outros? Não estou nem mesmo me colocando como senhor de qualquer verdade, mas já acreditei muito, já confiei demais e cansei de não ver retorno. Sinceramente, admiro um espírito forte como Madre Tereza (não estou ironizando) e outras personalidades que vem sempre o lado bom. Eu só acreditarei em recuperação, no dia em que começarem a ensinar às crianças do nível fundamental que não se deve andar de bicicleta em fila dupla, atrapalhando o trânsito e arriscando a vida; a não pichar propriedades alheias, a não quebrar monumentos em praças e “otras cositas más”. Finalizando, Felipe, sabes por que me reservo o direito ao medo de ter meu carro roubado? Não é porque ele seja luxuoso. Ao contrário, é um carro barato, que eu só consegui comprar quando tinha 47 anos de idade. Mas é meu e vagabundo não tem direito algum de se adonar de minha propriedade e alegar influencia do meio ou falta de assistencia. Mais uma vez, desculpe a dureza, mas tu dispões de um meio para falar tuas verdades, o que acho justo. Como acho justo poder discordar. Um abraço.
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Dilon, tudo parte do princípio que eu acredito que o ser humano é um RESULTADO e não um FORMADOR de alguma coisa. Como resultado, não podemos culpá-lo por seus atos, mas sem culpá-los criamos uma sociedade caótica. Ou seja, minha visão social é sem solução, mas agoniante.
Hahahahahaha…Legal Felipe!
1º – Não fui eu quem citou Hume.
2º – Em nada, absolutamente em nenhuma linha do que escrevi, disse que minha verdade (ou tese) é absoluta ou que você está errado.
3º – Quando citei antropologia, foi apenas pelo fato de você ter escrito que gosta do assunto. E os temas que sugeri foram apenas por que seu texto tem traços desses conceitos antropológicos. Na boa, foi só uma sugestão de leitura. Como as muitas que você fez. Não tenho a menor intenção de fazer você mudar de idéia.
Mas para mim já deu. Já li de você o que queria depois da sua resposta ao meu comentário (52).
Você finalmente reconheceu que sua tese não é absoluta. E que eu tenho uma base de conhecimento e você outra. Era só isso que eu queria que você entendesse. Que o fato de discordar de você não significa que estou errada, apenas que tenho uma linha de pensamento contrária a sua.
Agora vou ler o texto novo.
PS: Obrigada pela sugestão de leitura (e isso não é uma ironia).
Respondendo ao comentário da Munique.
Com certeza, também sou a favor da informação, mas depois que a merda já foi feita, fazer o que né! O governo faz ligadura de trompas, vasectomia, dá preservativos, tudo isso de graça, já que isso não é gasto e sim investimento, só não fazem propaganda para não enfurecer os religiosos. O que eu não concordo é que uma pesssoa tenha uma prole sem ter condições mínimas para isso, e isso quer dizer DINHEIRO sim. Imagine uma “menina” de 16 anos que engravida fazendo o 1o. ano do ensino médio e o retardado que copulou com ela tem 15 anos e nem o ensino médio completou, os pais dos dois moram em barracos, seria esse um ambiente favorável a uma futura criança? Como resolver isso da forma correta? Eu não sou o senhor da verdade, mas acho que um aborto seguido de informação poderia sim ser a resposta. Quando a sociedade irá reconhecer o direito individual de cada UMA fazer o que quiser com o seu corpo?
http://www.aborto.com.br/mapa/mapa.gif
Nesse mapa abortivo podemos ver que quase todos os países que proíbem o aborto, são também os que tem maior criminalidade populações em situação de pobreza extrema. Será coincidência? Porque proibem o aborto e depois que nasce, não fazem nada?
Não acho que seja possível a “prevenção de bandidos”. É impossível controlar todos os meios que definem um ser humano. Talvez a forma em que esses criminosos são punidos deveria mudar. Talvez cadeias mais organizadas onde o bandido possa realmente pensar no seu erro ao invés de sofrer com seus colegas de cela.
Se você não sabe a solução eu menos. E não acho que qualquer um pode ficar livre do sentimento de vingança. É natural, errado, mas…
Esse seu post é um post muito socialista. Mas como vc bem citou em uma parte do tópico “Utopico” o socialismo é utopico, tanto que deu errado.
Mas entendo seu ponto de vista.
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Eu diria com mais traços comunistas, mas passa longe de ser.
Só quem já viveu nesse meio sabe o que vou falar. Não tem conserto. É muito bom poder sentar e ficar masturbando idéias e soluções. Eu quero ver é a execução. A solução é matar todos e enterrar de pé para ocupar menos espaço. Vamos assumir que o ser humano é um projeto que não deu certo.
o ser humano vive de inpulsos, desejos, instintos. o erro não está na comunidade em si, mas em cada ser humano que a faz. a humanidade, nos tempos de hoje, rumando a sua própria destruição eminente, segue uma logica ridicula e pré histórica, que só pensa nos seus erros depois de comete-los. NÃO HÁ CONSERTO e eu te garanto isso. bonito texto. Deveria todas as pessoas pensarem pelo menos uma vez na vida assim.
Ótimo texto, soh esqueceu de citar que o ser humano é mau por natureza, isso é o instinto de competição pelo melhor que todos nós temos.
O criminoso ñ é só o filho da desigualdade social, tem muito filhinho de papai por aí fazendo merds, brigando na rua, jogando ovo em trabalhador (retrato de um playboy por Gabriel o Pensador mode off) furtando, e roubando pra comprar droga. Isso deve ser pais ausentes, certeza.
no final, a única justiça é a educação mesmo, mas aí tem aqueles que ñ querem estudar…
[...] Vivendo com apenas 50% do corpo O mistério do “Triângulo das Bermudas” Até onde vai o desejo humano por justiça? [...]
para mim, o senso de justiça só é perfeito quando nenhuma das partes sai prejudicada, o que é bem raro de se acontecer em crimes graves, como assassinatos, estupros e mutilações. ai então a o senso de justiça é tido como uma igualdade de tratamento entre a parte infrigida e o infrigidor, algo como: Se ele fez algo de ruim, deve sofrer algo tão ruim, para que ele sinta na pele algo semelhante ao que a vítima sentiu. Em alguns casos, a igualdade não se dá por completa no âmbito da justiça, e mesmo com a pior das punições para o criminoso, as pessoas próximas da vítima ainda ficam com a sensação de injustiça.
Querer usar o senso de justiça distorcidamente é algo incompreensível se olharmos para um passado distante, onde nem o conceito de justiça existia. se seguirmos a bíblia, onde um irmão mata o próprio irmão, vemos um senso de justiça diferente ao de hoje, já que o homicida não foi condenado a morte, mas sim, a se tornar um errante pela terra, e nem a permissão para alguém matá-lo foi concedida. Porém, se seguirmos a teoria darwiniana da evolução, vemos que os ancestrais dos humanos matavam e morriam aos montes, mas não pelo senso de justiça, mas pelo desejo de sobrevivência. Era época onde o “matar ou morrer” era aceitável.
o ponto que quero deixar claro é que a evolução dos humanos fez surgir a real justiça, ao ponto de que matar ou morrer não era princípio de sobrevivência e se faria necessário achar um modo de justificar atos punitivos. A racionalidade não excluiu o irracional de dentro do homem, apenas a mascarou, mascara essa que vez enquando retiramos para acusar e punir aqueles que a retiraram antes de nós.
bosta de texto, seu defensor de criminosos do caralho. não nos culpe por sentir o desejo de vingança de um filho da puta que escolheu o caminho errado para sua vida. existem milhares por aí que passam as mesmas coisas e escolhem um futuro diferente para si. você e os “direitos humanos” tem mais é que se foder.
[...] Texto: Até onde vai o desejo humano por justiça? [...]
Olá,creio que o assunto em comento admite discussão infinita, tanto na esfera jurídica quanto na filosofia jurídica e demais ciências humanas. Contudo, autor, creio que poderia usar esse sentimento crítico de maneira construtiva, menos pessimista, com o objetivo de viabilizar alternativas ao processo criminal.
Pode parecer longe do nosso alcance, todavia, como advogada e estudante das ciências humanas, creio que dos debates é que surgem novas alternativas e a quebra dos paradigmas para a constante evolução social.
A diferença de classes parece-me longe de seu fim, todavia, a reflexão sempre esteve ao alcance daqueles que se propuseram a mudar o meio.
Qq coisa escreva!
O que é o Direito Humano de tirar a vida? Existe tal feito tão grandioso que não deva ser pago com a mesma moeda.
Seriamos nós capazes de julgar e controlar todos os nossos impulsos e desejos.
Ah se não fosse a sede de sangue a maior culpa dos vampiros intelectuais, lendo todas as noticias ruins e os fatos tristes, nenhuma manhã é livre do pecado.
Mas a punição sempre sera o caminho da purificação.
Cara
Sem palavras.
Parabéns.
Tenho a obrigação de levar este texto adiante.